Sammy Hagar: Eddie não percebe o quão bom era seu baixista
Por Nathália Plá
Fonte: Blabbermouth.net
Postado em 24 de fevereiro de 2012
Peter Lindblad da revista Goldmine entrevistou os membros do CHICKENFOOT Sammy Hagar (vocal), Joe Satriani (guitarra) e Michael Anthony (baixo). Segue um trecho da conversa.
Michael, falando sobre como o seu vocal e o do Sammy funcionam juntos, no VAN HALEN essas harmonias não eram forçadas ao máximo como são no CHICKENFOOT. Isso foi uma decisão consciente?
Michael: Sim, na realidade, o Sammu e eu tomamos uma decisão consciente de que, nessa banda, iriamos trazer isso. E houve algumas músicas como a "Turning Left" do primeiro álbum, onde há tipo uma harmonia em duas partes do primeiro vocal na música, mas nós definitivamente quisemos trazer algo a mais, porque é um som bem característico. Mas no VAN HALEN, como você disse, o fundo, minha parte, era mais... não como um espectro, mas era um pouco mais em segundo plano, onde o Sammy realmente queria trazer tudo para a frente. E no novo álbum, acho que fomos bem além com isso.
Sammy: Cantar com ele, ele é o único cara que eu se que pode ir acima de mim. Eu não me importo se estou no limite do meu alcance vocal; ele pode ir acima de mim, ele simplesmente espreme as bolas deles e vai lá em cima – e bem no tom certo, ele consegue me imitar. Ele é simplesmente ... ele vai rápido demais. É a coisa que as pessoas não entende no Mike. Ele aprende mais rápido que qualquer um que já conheci na vida. Joe Satriani, Eddie Van Halen… os caras vêm com uns riffs, e vá lá, eu não consigo tocá-los. Eu fico lá com uma guitarra acústica pela casa tentando aprender os riffs desse disco, e ainda não consegui aprender... e ele está tocando pra caralho nessa banda. Ele nunca tocou assim no VAN HALEN. O Eddie (Van Halen) nem mesmo se dá conta do quão bom era o baixista que ele tinha. Acho que ele nunca notou isso, e a perda é só dele. Eu lembro de que quando estávamos gravando no VAN HALEN, o Eddie sempre dizia, "Toca apenas oito notas". Ele tocava tudo, e o Mike ia só fazendo "bum, bum, bum, bum". Rapaz, o Mike realmente é capaz de tocar mais que aquilo, e ele nunca descobriu isso.
Então o Mike e eu, uma vez, estávamos em Cabo San Lucas quando éramos do VAN HALEN — digamos provavelmente em 89, 88 ou 89, quando ainda nos adorávamos, e nos divertíamos – e o Mike estava fazendo um som em Cabo e fazendo uma transmissão ao vivo do Cabo Wabo para alguma transmissão do álbum que acho que era assim que faziam as transmissões ao vivo. E o Ed estava escutando aquilo na rádio e voltamos e perguntamos quem estava tocando baixo? E ele veio dizendo "É, é, os caras tocaram a 'Crossroads' do CREAM", e ele disse "Quem tava tocando a porra do baixo alí?" E eu disse, "É seu irmão aqui". Era o Michael Anthony no baixo. E o Ed disse, "É? É? É? É?" E então ele fumou um cigarro, deu um gole numa cerveja e disse "Ummm". Mas ele não sacou, sabe? Mas o Mike arrebentou nesse disco.
Leia a entrevista na íntegra na revista Goldmine
http://www.goldminemag.com/tag/michael-anthony
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