Pussy Riot: integrantes condenadas por vandalismo em igreja

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Por Breno Airan, Fonte: Rock na Velha
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Da esquerda para a direita: Ekaterina Samutsevitch, Maria Alejina e Nadejda Tolokonnikova durante audiência nesta sexta (Crédito: Reuters)
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Não apenas artistas do mundo da música - como PAUL McCARTNEY, THE WHO, STING, PETER GABRIEL e RED HOT CHILI PEPPERS - apoiaram as integrantes da banda de Punk Rock, PUSSY RIOT, presas em fevereiro último.

Representantes do grupo feminista Femen chegaram a derrubar uma cruz ortodoxa em protesto à prisão das três garotas e até o ex-campeão mundial de xadrez, Garry Kasparov, foi preso pela polícia por estar do lado do grupo.

Ele e outras 23 pessoas da oposição ao governo foram detidas. Ouvia-se o eco de "vergonha!", fora do tribunal.

Dentro, o julgamento acontecia, na manhã desta sexta-feira (17). As roqueiras criaram uma "oração punk", como elas mesmas chamaram, fazendo referência ao presidente Vladimir Putin, eleito pela terceira vez para governar a Rússia.

As três foram presas por vandalismo e pegaram, cada uma, dois anos de reclusão - poderiam pegar até sete. A juíza Marina Syrova afirmou que elas "cuidadosamente planejaram a ação".

NADEJDA TOLOKONNIKOVA, de 22 anos, EKATERINA SAMUTSEVITCH, 30, e MARIA ALEJINA, 24, invadiram uma igreja ortodoxa, a Catedral de Cristo Salvador, em Moscou, e cantaram o trecho de uma canção, onde reverberaram "Maria, mãe de Deus, tire Putin!".

A juíza Marina Syrova disse que as três acusadas "não expressaram arrependimento por seus atos, violaram a ordem pública e ofenderam os sentimentos dos crentes".

Ao que se sabe, a Pussy Riot só fez o protesto porque um patriarca ortodoxo russo, chamado Kirill, pediu o voto dos fiéis para Putin, que era ainda à época primeiro-ministro. Um mês depois, ele foi eleito presidente.

Uma das integrantes presas chegou a dizer durante o julgamento que tudo isso não passava de um processo político, afinal, se tivessem cantado em favor de Vladimir Putin, nada disso estaria ocorrendo.

Será que não falta, leitor, um pouco de liberdade de expressão na Rússia?



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Sobre Breno Airan

Acima de tudo, um forte. Ser roqueiro no Nordeste é estar cercado de olhares de soslaio. Mas ele sabe ser simpático. Começou a escutar Heavy Metal ainda na barriga da mãe. A seu pai, uma verdadeira enciclopédia do estilo, deve tudo. Aos 14 anos, pediu para uma tia R$ 12 de presente de Natal, foi a uma loja de CDs usados e catou logo o "Rust in Peace", do Megadeth - em perfeito estado, inclusive. Daí por diante, a paixão só vem aumentando. É editor do blog Rock na Velha, integrante do blog Combe do Iommi e colaborador da revista alagoana Rock Meeting. Ainda tem tempo para ser jornalista e de tocar baixo em sua banda de Hard Rock, a Azul Manteiga.

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