Dimmu Borgir: Silenoz fala sobre religião e individualidade
Por Fernando Portelada
Fonte: HailsWebzine.com
Postado em 07 de novembro de 2012
Leja Siv Harju, do Hailswebzine.com, conduziu em novembro de 2012 uma entrevista com o guitarrista Silenoz (Sven Atle Kopperdu) da banda norueguesa DIMMU BORGIR. Alguns trechos dessa conversa podem ser lidos abaixo:
HailsWebzine.com: Muitas pessoas automaticamente encaram uma banda de Death Metal, assim como a sua, como "Satânica", ou enraizada nas práticas do ocultismo, etc. Suas prévias declarações sobre esse assunto sempre foram interessante, mas hoje, quais são suas próprias ideologias sobre a vida, morte, espiritualidade, e a questão "religião" da coisa? Para você, o que a espiritualidade significa ou traz? Como ela é aplicada à música do DIMMU e seu apelo do começo até o agora. O que é a espiritualidade em oposição à religião? E o que "Deus" ou "Satã" trazem à sua cabeça quando você ouve essas palavras?
Silenoz: Espiritualidade é individual, enquanto a religião não. Ela é feita pelo homem para controle e escravização das pessoas inseguras e aqueles que não arriscam e não lutam. Ter crenças religiosas, ou convicções religiosas, para mim, significa abrir mão do seu direito de nascença de ser um indivíduo único, talvez em mais camadas do que somente a espiritual, e "Satã" com o significado de "satânico", para mim, significa ser um indivíduo como Satã é na metáfora moderna, de quebrar paradigmas e se afastar do que é considerado normal, ou que é considerado seguro e controlado. Adiciono aqui o progresso. Não somente o científico, mas também em um nível pessoal e tudo o que diz respeito a minha própria existência. Nós não estaríamos aqui sem a contínua evolução. Desta forma, o "Pensamento Luciférico" é uma forma de sempre acender a luz na escuridão. Sem a possibilidade de trazer a luz, ainda estaríamos presos nas trevas. É bem simples se você desvendar o simbolismo. Ser religioso para mim é como deixar suas responsabilidades na porta, para outra pessoa, para alguma divindade. Não faz sentido. [...] Para mim não há maior divindade espiritual que eu mesmo, e tenho orgulho de ter responsabilidade sobre isso, de forma física ou mental. Não comando nada além do fato de que estou aqui solenemente em posse dos meus atos e pensamentos. Isso resume bem meu "código de honra" se você assim o quiser chamar. Não há ninguém para me dizer que devo adorar ou temer outro Deus que não eu mesmo.
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