Kiss: "Paul e Gene são grandes fãs de rock"
Por Alexandre Caetano
Fonte: Metal Forces
Postado em 15 de março de 2013
Anthony Morgan, da Metal Forces, conduziu recentemente uma entrevista com o guitarrista do KISS, Tommy Thayer. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos a seguir.
Sobre a guitarra Les Paul Standard assinada por Tommy Thayer "Spaceman":
Tommy: Há um ano ou dois eu entrei em contato com a Epiphone, que na verdade é uma parte da Gibson, a mesma empresa. Eu tive uma conversa com Jim Rosenberg, o presidente, e disse a ele que eu adoraria fazer uma edição limitada da Les Paul com a assinatura Tommy Thayer. Ele adorou a ideia. O motivo de eu ter escolhido a Epiphone e não a Gibson foi porque eu queria fazer uma guitarra assinada que fosse de alta qualidade, boa para tocar, fosse bem feita, tivesse grande performance, mas que também fosse algo completamente acessível a todos. Foi por isso que fizemos uma Epiphone, e essa foi minha preferência desde o começo.
Jim e eu negociamos diretamente um com o outro; não temos nenhum intermediário. Só conversamos por telefone e e-mail. Eu só mandei a ele as especificações exatas da prateada brilhante original que a Custom Shop havia feito para mim em 2006. Jim apontou os detalhes mais importantes e fizemos uma réplica da guitarra com os mínimos detalhes, os mesmos sintonizadores, exatamente os mesmos captadores, as mesmas partes, ponte, todos os detalhes exatamente iguais aos da guitarra original. Foi o que fizemos; uma réplica exata da original e ficou ótimo. Na verdade acabamos usando captadores Gibson 498, sintonizadores Grove Deluxe, todas as partes exatamente iguais.
Sobre o KISS não gravar mais músicas de outros autores:
Tommy: Nos anos 80, com o começo da MTV e a revolução dos vídeos, eu acho que as bandas e artistas começaram a dar uma abordagem um pouco diferente para a composição. Tinha que criar algo que iria funcionar bem e vender bem como vídeo, na MTV e no rádio. Portando a ideia de trabalhar com compositores de fora da banda era comum, porque você queria escrever músicas que fossem mais prpícias para um single ou um hit. O sucesso de uma banda dependia disso; estar na MTV e no rádio. Você tinha que ter hits de um jeito ou de outro se quisesse fazer sucesso. Eu acho que isso evoluiu agora, pois as bandas e artistas já não acham esse tipo de coisa o mais importante, e não é isso que guia o processo de composição como costumava ser nos anos 80. Agora está mais orgânico de novo, nós só escrevemos canções porque nós amamos a música. Nós amamos o puro, rock 'n' roll, músicas de raiz que estamos escrevendo. Essa abordagem foi muito mais simples e mais honesta, na verdade. É mais real, mais o que realmente somos. Nesse sentido, eu gosto mais assim.
Sobre compor com Paul Stanley e Gene Simmons:
Tommy: É interessante compor com Paul e Gene, mas eu acho que compus mais com Paul por alguma razão. Paul e eu estivemos juntos várias vezes, e trabalhamos ideias de músicas. É mesmo uma inspiração para mim, porque Paul é um cara que tem feito isso há muito tempo. Ele é muito experiente e muito experto em sua abordagem como compositor, e a influência é total. As pessoas não percebem isso, mas Paul e Gene são grandes fãs de rock também. Eles amam o rock com o qual eles cresceram, e continua sendo uma grande parte da inspiração quando eles estão compondo. Eu aprendi muito com eles porque muitas coisas que influenciaram eles foi um pouco antes do meu tempo. Eles me direcionaram para várias grandes bandas do final dos anos 60 que eu não era muito próximo, porque foi antes de eu me dar conta do que estava acontecendo. [risos] Eu fui para a música entre o começo e meados dos anos 70 pois eu sou um pouco mais jovem. Aprender com eles e desfrutar de várias coisas que eles adoram foi uma grande experiência. É simplesmente fenomenal.
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