Dio: 15a parte de discografia comentada no Minuto HM
Por Alexandre Bside e Flávio Remote
Postado em 18 de abril de 2013
Com o fim dos shows de promoção do álbum Mágica, ainda no primeiro semestre de 2001, a banda se prepara para compor para um novo trabalho e Dio junta-se a Jimmy Bain e Craig Goldy para buscar um direcionamento mais tradicional, nos moldes dos primeiros trabalhos da banda, no início da década de 80. A turnê de Mágica havia recebido boa repercussão de público, mas o álbum fracassou em vendas, assim o grupo abandona temporariamente a ideia da continuação do álbum e da forma conceitual de trabalho. Ao buscar o formato dos anos 80 de sua banda, Dio acaba seguindo em direção ao que pouca gente fazia na época, um retorno ao que se fazia no estilo quase 20 anos antes.
A fase de composição sofre no entanto com um desfocado Craig Goldy, às voltas com um recente casamento e nascimento de seu primeiro filho. Assim, as ideias surgem basicamente de um esforço durante cerca de 4 meses entre Ronnie e Bain, que trabalhavam nas canções todos os dias por 8 a 12 horas em estúdio. Craig acaba contribuindo em três canções mas, segundo Dio, além de demonstrar pouco interesse no trabalho, se apresentava com muito pouca disponibilidade de tempo na ocasião.
Com o início de 2002, fica claro que Craig não seguirá em viagem com a banda para a promoção de Killing The Dragon, e Dio opta por substituir o guitarrista, trazendo Doug Aldrich. O novo guitarrista havia trabalhado nos anos 80 com a banda Lion e durante os anos 90 com o Bad Moon Rising, além gravar faixas em projetos de tributos a artistas como Van Halen, Metallica, Ozzy entre outros. Doug também trabalhava como professor de guitarra e em 1997 lançou uma vídeo-aula, intitulada The Electro Lesson. Em janeiro, já com a nova formação, o grupo continua os trabalhos em estúdio, com a quase totalidade das canções prontas, mas Aldrich ainda ajuda nas composições de duas faixas: Along Comes A Spider e Scream.
Desta vez, os teclados estão restritos a uma mixagem mais básica entre uma ou outra introdução mais contundente e tudo que se refere ao instrumento é gravado por Jimmy Bain. A banda levaria Scott Warren para a tour, mas suas contribuições no novo disco se resumem a um solo em Before The Fall, a penúltima faixa do álbum. Além de contar com o baterista Simon Wright, o novo CD traz a participação de um coral de crianças, o King Harbour Children’s Choir, em uma das faixas que foram compostas com a participação de Craig Goldy, Throw Away Children. O então ex-guitarrista contribuiu também como compositor em Rock & Roll e no novo single, Push. A escolha de Push como single se resume a gravação da faixa em formato de videoclipe, o primeiro desde Wild One, de 1990, e inclui a participação dos atores Jack Black e Kyle Gass, que faziam uma espécie de dupla de hard rock voltado para a comédia desde 1994 nos EUA, chamada Tenacious D. A partir de 1999, o Tenacious D atingiu uma boa popularidade, tendo inclusive um programa próprio de TV e utilizou-se de sua repercussão para apoiar bandas como o próprio Dio. Cabe aqui ressaltar que Jack Black é notoriamente um fã do gênero, tendo protogonizado inclusive o filme School Of Rock em 2003, que teve boa aceitação do público, tocando várias faixas conhecidas de bandas de metal e hard rock. Na verdade, antes de Push, a banda chegou a gravar um vídeo para Evilution em 1993, que não foi veiculado ou lançado oficialmente. O videoclip é lançado em formato MPEG na versão bônus de Killing The Dragon, que ainda traz duas faixas ao-vivo, gravadas com o Deep Purple e Orquestra em 2000 para o álbum Live At The Rotterdam Ahoy, CD duplo da banda inglesa lançado em 2001.
Em maio de 2002, o novo CD é lançado, contendo uma bela capa a cargo de Marc Sasso, mas fracassa totalmente nas paradas, chegando apenas ao 199º lugar nas paradas principais da Billboard (atinge o 18º em paradas específicas). O álbum seria relançado em vinil apenas em 2011, em vendagem limitada, conforme já detalhado no Minuto HM. A banda começa os shows de divulgação do trabalho abrindo para Deep Purple e Scorpions, que se revezam como headliners em shows em solo americanos, todos com ótimas vendagens. Os shows atravessam os Estados Unidos e Canadá desde o fim de maio até o início de agosto de 2002, com cerca de 1 hora de duração apenas, quando o grupo segue para a Europa ainda naquele mês.
Em solo europeu, abrem algumas datas para o Deep Purple, até seguirem como headliners durante boa parte do continente, como países escandinavos, França, Espanha, Alemanha, Itália e Grã-Betanha, onde tem como opening-act o projeto Oliver/Dawson Saxon, onde os ex-integrantes da banda revivem os clássicos do Saxon. Graham Oliver junta-se à banda para tocar Rainbow In The Dark em Portsmouth, assim como Mikkey Dee do Motörhead toca Neon Knights em setembro na Suécia. O repertório traz três faixas do novo álbum, com os shows abrindo com a faixa-título, além de tocarem o single Push e Rock & Roll. O grupo segue então para datas em novembro e dezembro nos EUA e gravam para lançamento em DVD o show do dia 13.12.2002, em Nova York, que é a antepenúltima data de Doug Aldrich na banda. Convidado por David Coverdale, Doug participa em 2003 dos shows do Whitesnake, deixando o posto de guitarrista vago no início daquele ano. Em maio, Dio anuncia o novo membro da banda: o ex-Ratt Warren DeMartini, que curiosamente também havia tocado no Whitesnake durante 1994.
Os ensaios com Warren não correm como esperado, e após cerca de três semanas no posto, e vislumbrando uma série de shows em conjunto com Motörhead e Iron Maiden para os Estados Unidos a partir de julho daquele ano, a banda sofre nova alteração na formação, com a volta de Craig Goldy para as seis cordas. Naquele momento, a posição de Goldy é temporária, pois Dio espera contar com Doug Aldrich de volta para a sequência da carreira.
Em julho, Evil Or Divine, que contempla o show de Roseland, Nova York, é lançado exclusivamente em DVD, contendo o clip Push e galeria de fotos, além de 15 faixas, entre elas as três músicas do novo trabalho. O conteúdo seria lançado em CD posteriormente, em 2005. Com o retorno da formação que gravou e divulgou Mágica, o grupo segue para shows na Europa, notadamente tocando em vários festivais durante o mês de junho e início de julho. A banda é headliner em quase todos os shows, exceto pelo show de 12.07, onde abrem para o Iron Maiden no terceiro dia do festival Metal Mania Festival, na Espanha. O repertório traz entre 17 e 19 canções, com shows de maior duração. No setlist, a banda exclui Push definitivamente, mantendo as outras duas canções, e traz de volta músicas da fase de Goldy na banda, além de Stargazer, do Rainbow.
Alguns outros festivais trazem o grupo fechando uma noite, enquanto por exemplo o Twisted Sister se encarrega do outro dia. As datas com o Iron Maiden e Motörhead em solo americano tem ótima lotação e duram dois meses, encerrando em 30.08, na Califórnia, mas a banda toca apenas cerca de 9 ou 10 canções, às vezes tocando apenas Rock & Roll do novo álbum. O retorno de Aldrich acaba não acontecendo, em função das melhores condições financeiras oferecidas por Coverdale e Cia, e o grupo segue para um novo trabalho de estúdio, não sem antes efetuar uma nova mudança na formação, nas 4 cordas. Esse e outros detalhes serão trazidos no próximo capítulo do baixinho de grande voz.
Para ver a nota dos redatores quanto ao álbum, fotos e vídeos especiais e mais informações do álbum, acesse a matéria original do Minuto HM. Aproveite e deixe um comentário lá para os autores.
http://minutohm.com/2013/03/02/discografia-homenagem-dio-parte-15-album-killing-the-dragon/
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