Mike Portnoy: "sou um dos músicos incompreendidos do mundo"

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Por Fernando Portelada, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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Jason Price, do Icon Vs. Icon, recentemente conversou com o baterista Mike Portnoy (ADRENALINE MOB, FLYING COLORS, THE WINERY DOGS, DREAM THEATER, AVENGED SEVENFOLD). Alguns trechos desta entrevista estão disponíveis abaixo.

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Icon Vs. Icon. Você sente que há uma ideia errada circulando sobre você?

Portnoy: "Acho que sou um dos músicos incompreendidos do mundo! [risos]. Qualquer hora que eu vá na Internet e veja esses sites com um artigo usando uma citação chocante como título, eu percebo que este conceito errado sobre mim está aí fora com os fãs e com quem não é fã também. Eu acho que o maior é que vou pulando de banda em banda e de oportunidade em oportunidade. Este não é o caso. Como eu já disse, eu só estou seguindo meu coração. Eu passei 25 anos em uma banda, e eu era tão inacreditavelmente dedicado a esta banda, que eu não acho que você vá achar mais dedicação do que eu tive pelo DREAM THEATER por 25 anos. Acho que o maior erro é que não sou comprometido. Isso está muito longe da verdade. Eu só estou fazendo coisas diferentes. Estou gostando de ter este momento de liberdade musical agora. Todos estes projetos e banda em que estou envolvidos são muito diferentes uns dos outros. O THE WINERY DOGS é uma coisa, TRANSATLANTIC é outra, o ADRENALINE MOB é algo diferente. Eles são tão diferentes um dos outros e dou tudo que tenho para cada um deles. O maior problema é que quando você dá 100% para cinco coisas diferentes, inevitavelmente haverão conflitos de horários e nem sempre será fácil balancear tantas coisas. Esta é uma das dificuldades que tenho ultimamente e estou tentando fazer tudo dar certo. Estou fazendo o melhor e eu não acho que você vai achar alguém com uma ética profissional maior que a minha. Sou totalmente viciado em trabalho e apaixonado sobre tudo que eu faço. É difícil balancear tudo com os conflitos de calendário aqui e ali. Esse foi o único problema, estou tentando solucionar isso e fazer tudo dar certo."

Icon Vs. Icon: Má Concepções de lado, suas palavras falam por si mesmas, e daria uma autobiografia muito interessante algum momento. É um projeto que você considera ter no futuro?

Portnoy: "Sim. Na verdade, após eu deixar o DREAM THEATER, eu fui abordado por diferentes companhias sobre fazer isso. Eu senti por um tempo que havia muito drama e controvérsia. Não importasse o que eu dizia, isso seria tirado do contexto e levado a outras proporções. Isso me fez ficar intimidado em dar entrevistas ou falar disso abertamente. Se for fazer um livro, eu vou falar de tudo abertamente. Quero poder falar tudo sem dar socos ou falar qualquer merda. Eu sempre tive orgulho de ser bem honesto e aberto com os fãs, então, se eu for escrever um livro, teria que ser dessa forma. Eu acho que agora ainda está tudo muito recente. Ainda há muito drama online e os fãs estão muito passionais e dramáticos sobre tudo. Eu não gostaria de fazer um livro agora. Eu acho que ainda precisamos de tempo para sarar as feridas e deixar a poeira baixar. Com certeza eu adoraria fazer isso algum dia. Há a biografia do DREAM THEATER que saiu alguns anos atrás e eu estive muito envolvido com ela. Eu passei um tremendo montante de tempo vendo a história da banda e contribui bastante neste tempo. Esse é provavelmente o mais perto que eu já tive de uma biografia da minha carreira."

Icon Vs. Icon: Quando você lembra da sua incrível e ainda muito produtiva carreira, como você sente que evoluiu como um artista?

Portnoy: "Minha evolução vai além da bateria. Eu acho que minha evolução como um artista tem a ver com tocar com todas essas diferentes bandas e ter papeis diferentes com cada uma delas. Tocar com pessoas diferentes e explorar estilos diferentes. Minha evolução como baterista vem de ter um diferente tipo de kit ou setup em cada uma das bandas, eu adoro tocar de forma estilisticamente diferente em cada uma delas. Essa foi minha evolução. Essa foi outra razão para me afastar do DREAM THEATER. Eu não queria, pelo resto da minha vida, ser somente o cara do DREAM THEATER. Eu não queria que o DREAM THEATER definisse minha vida e carreira. Eu senti que tinha muito mais a dizer e tinha muitos estilos diferentes em mim para serem explorados. Essa foi a evolução da minha carreira, esta ramificação e fazer todas essas coisas. Claro que o DREAM THEATER foi uma grande, grande parte de meu legado, mas eu gostaria que as outras coisas também fossem parte dele. Tudo que eu estou fazendo é uma parta da história de quem eu sou."

Icon Vs. Icon: O que ainda está no seu horizonte como um artista? Ainda há novos territórios que você está procurando atingir?

Portnoy: "Eu me sinto bem realizado no momento. Você sabe. Há muitas coisas diferentes acontecendo em minha carreira e elas me satisfazem. Como eu disse, é difícil balancear o que existe, então não estou procurando adicionar mais coisas à mesa nesse momento. Eu estou realmente ansioso para continuar a desenvolver o que já está acontecendo. No momento meu foco é no THE WINERY DOGS. Esse será meu foco de tudo que eu farei nos próximos seis ou doze meses na estrada. Eu estou planejando viajar e fazer turnês o máximo possível com esta grande banda. Para o momento, esse é o foco. Inevitavelmente há um milhão de outras coisas. Há o Blu-ray do FLYING COLORS saindo no final do ano. O Blu-ray do PSMS [PORTNOY SHEEHAN MACALPINE SHERINIAN] em setembro, e o álbum do TRANSATLANTIC no começo de 2014, mas o THE WINERY DOGS é realmente o foco agora."

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Sobre Fernando Portelada

25 anos, Blogger, Podcaster, Gamer, Leitor de Quadrinhos, Ouvinte de Rock, Jornalista, e chato acima de tudo. Ouviu Imaginations From The Other Side do Blind Guardian aos 13 anos, emprestado por um amigo de escola. Ainda é um de seus álbuns preferidos.

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