Mike Portnoy admite não conseguir executar algumas técnicas de Mike Mangini
Por João Renato Alves
Postado em 01 de fevereiro de 2026
Após o retorno de Mike Portnoy, o Dream Theater não descartou por completo o material escrito com Mike Mangini na bateria. Algumas músicas costumam aparecer nos setlists em momentos específicos, o que não incomodou o membro fundador, como o próprio deixou claro ao Ibagenscast.
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"Durante todos esses 13 anos em que estive fora, eu sempre dava uma conferida se o Dream Theater lançasse um novo álbum. Ouvia pelo menos uma vez para ver o que estavam fazendo. Obviamente, o primeiro foi algo que me deixou extremamente curioso, porque até então nunca tinha existido um Dream Theater sem mim. E todos os seguintes eu ouvia pelo menos uma vez, só para ver como estavam. Mas foi só quando voltei para a banda e precisei começar a montar o repertório e escolher músicas daquela época e me familiarizar com elas, só recentemente, nos últimos dois anos, que eu realmente mergulhei nos álbuns, e agora consigo apreciá-los com uma perspectiva diferente."
O instrumentista confirmou não ter se sentido exatamente confortável ao escutar os discos, usando uma analogia que Ozzy Osbourne costumava utilizar com frequência ao falar sobre os lançamentos do Black Sabbath sem sua presença. "É como passar por um divórcio e depois ver sua esposa com um novo marido. É uma analogia típica, mas é a pura verdade. Foi difícil para mim. Doeu ver minha banda com outra pessoa. Então, durante todos esses anos, eu meio que mantive uma certa distância. Mas agora, voltando, posso ter uma perspectiva diferente e quero conhecer aquela época como os fãs a conhecem, poder respeitá-la porque sei que muitos realmente a apreciam."
Ao falar sobre o substituto, Portnoy não poupou elogios. "Obviamente, Mike Mangini é um baterista incrível. Tecnicamente ele faz coisas que, admito, eu não consigo fazer. E vejo pessoas nos comparando o tempo todo. É como comparar maçãs com laranjas. Talvez ambos tenhamos tocado bateria no Dream Theater, mas acho que temos estilos muito diferentes. Ele é muito, muito metódico, muito técnico. Eu sou mais solto e improviso. Então, nesse aspecto, acho que temos estilos diferentes e acho que as comparações não são justas.
E as pessoas dizem: 'Bem, Mike Portnoy nunca conseguiria fazer isso e nunca conseguiria fazer aquilo.' É, você tem razão. Provavelmente não conseguiria tocar metade dessas coisas. E sabe de uma coisa? Não me importo. Estou bem com isso. Eu sou quem eu sou, como o Popeye disse uma vez (risos), estou bem comigo mesmo. Sei quem sou e o que faço. O que ofereço à banda é mais do que apenas bateria. E isso é tudo o que importa para mim. Mas, respondendo à sua pergunta, Mangini é obviamente um baterista fenomenal, fez um trabalho incrível durante todos esses anos em que a banda esteve sem mim. Tenho muito respeito por isso."
O Dream Theater vem ao Brasil na primeira quinzena de maio para seis apresentações.
03/05 em Porto Alegre/RS no Auditório Araújo Vianna
05/05 em Curitiba/PR no Live Curitiba
07/05 em Brasília/DF no Dois Ipês (antigo Opera Hall)
09/05 em São Paulo/SP no Vibra São Paulo
10/05 no Rio de Janeiro/RJ no Vivo Rio
12/05 em Belo Horizonte/MG no BeFly Hall
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