Slayer: novo álbum será uma extensão de "World Painted Blood"

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Por Nacho Belgrande, Fonte: Playa Del Nacho
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A edição estadunidense da revista Rolling Stone conversou com o guitarrista KERRY KING, do SLAYER – que se encontra atualmente em turnê pela América do Norte celebrando sua primeira década de atividades [1981 – 1991] dedicando boa parte do set list de cada noite a material de álbuns gravados até 1990.

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Dentre os vários temas abordados durante a conversa, destacam-se alguns, que podem ser lidos em sua tradução para o português abaixo:

[...]

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Essa turnê tem GARY HOLT do EXODUS na guitarra e PAUL BOSTAPH na bateria, sendo que nenhum deles esteve nas primeiras gravações de vocês. Como é que o estilo de tocar deles afeta as músicas mais antigas?

Eu sei que quando Paul toca as músicas que DAVE LOMBARDO gravou, ele fica em 95 por cento do que está no disco. Eu só deixo Gary solto.

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Vocês também fizeram algo raro algumas noites atrás – vocês tocaram um cover do Exodus. O Slayer raramente toca covers.

Sim, tocamos essa música [ele se refere a "Strike Of The Beast"] duas vezes. Ao invés de tirar qualquer uma de nossas músicas do set, apenas incluímos essa. É uma música das antigas, e Gary e Paul ambos foram do Exodus. É da mesma era, mesma excelente qualidade de música. Eu adoro tocar essa faixa. Eu acho que vai ser parte da turnê. [...]

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Eu gostaria de falar sobre Jeff Hanneman. Você sabia que ele estava terminalmente doente por um tempo, eu isso veio como um choque pra você, como foi com a comunidade do Metal?

Eu acho que a rapidez de tudo foi um choque. Eu sabia que ele tinha voltado pro hospital e entrando e saindo. Pra ser honesto, eu sabia que, depois da picada de aranha, que ele provavelmente não voltaria. A porta estava aberta para que ele voltasse. Se ele tivesse trabalhado duro e conseguisse tocar, eu meio que esperava que ele voltasse. Mas um mês antes de ele falecer, ele voltou pro hospital, eu tive certeza que ele não voltaria. Mas eu não estava pensando que ele ficaria mais conosco de modo algum.

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As pessoas, por vezes, morrem do nada. Há algum ressentimento inconsciente direcionado aos mortos por terem partido. Você sentiu algo do tipo?

Na época não. Meu lance todo foi com a falta de comprometimento dele pra voltar.

Você ficou frustrado por ele não querer voltar pra banda?

Não que ele não quisesse, eu só acho que ele não estava se dedicando. E isso sou eu olhando do lado de fora. Quando você não está informado e as pessoas não te contam as coisas, você tem que formar suas próprias opiniões.

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Você ficou magoado por vocês não passarem mais tempo juntos como amigos?

Fazíamos isso quando éramos mais jovens. Daí Jeff ficou mais solitário e recluso. Ele vivia à uma hora e meia, talvez duas horas de Los Angeles. Você nunca via ele. Quando saímos em turnê em 2010, que foi a última vez que excursionamos com ele, ele ficava sentado dentro do ônibus o dia todo. Ele não queria chegar e socializar. Ele não queria lidar com tirar fotos ou qualquer outra coisa. Ele não queria ter que lidar com nada.

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Você acha que ele estava cansado de estar na banda?

Ele não estava cansado de tocar. Ele curtia tocar ao vivo. Se ele não quisesse, ele só teria chegado e dito, "Hey, pra mim deu". Nós todos amamos tocar. Ele só não gostava da dor de cabeça que vem junto com isso.

Algumas bandas atribuem sua longevidade ao fato de não passarem tempo juntos, então eles não dão nos nervos uns dos outros. Você acha que a longevidade do Slayer se deve em parte ao fato de que vocês não passam mais tanto tempo juntos?

Eu acho que teria acontecido de um jeito ou de outro, mesmo se fosse o caso. Por muito tempo, se alguém se encontrasse e passasse tempo junto, era eu e Jeff, especialmente em turnês. Nos dias de folga, saíamos pra fazer qualquer coisa. Geralmente envolvia o bar.

Vocês costumavam assistir a filmes de terror juntos.

Sim, no começo. No que diz respeito a mim e a Hanneman, e até Tom estava envolvido, era como uma coisa de toda noite. Eu tinha uma bolsa enorme de fitas VHS que ocupavam tanto espaço que eu tinha que trazer outra bolsa com minhas roupas.

Que filmes vocês assistiam?

"Nascido Para Matar" era batata. "Seven" era outro. Mais recente do que esses, "13 Fantasmas", "O Enigma do Horizonte".

Todos esses filmes lidam com o conceito de mortalidade. O Slayer lida muito com isso também. Desde a morte de Jeff, o conceito de mortalidade de vocês mudou ou foi reforçado?

Provavelmente reforçado. Eu sofri o primeiro golpe da morte quando o dono original das guitarras B.C. Rich, Bernie Rico, morreu, repentinamente, com cinquenta e poucos anos. Aquilo me zoou.

Vocês vão usar material de Hanneman em gravações futuras?

Jeff nos deu – havia uma canção que sobrara do último álbum que Jeff terminou como um adendo que se chamava "Piano Wire". Não entrou pro disco porque não era tão boa quanto as outras. Eu sabia que Jeff iria trabalhar em cima da letra e terminá-la. Ele sempre estava falando sobre retrabalhar a música. Quando você tenta melhorar uma música, você basicamente tem que desconstruí-la para que ela melhore. Eu sei que há duas outras, que estão incompletas, que ele guardou por 15 a 20 anos. Essas sairão. O que me não quero mesmo que role é que as pessoas digam, "Ah, que merda, essa foi a última música de Jeff". Eu quero que as pessoas digam, "é do caralho que essa tenha sido a última música de Jeff."

E a quantas anda o novo álbum?

Eu terminei sete letras. Eu tenho tipo, 11 demos com Paul. Tem as sobras de material de Jeff e as minhas também. Tem muita coisa. Só temos que gravar. Esperamos gravar em janeiro.

Vocês já tem nomes pras músicas?

Eu não solto nomes de músicas porque as pessoas podem roubá-los!

Quais conceitos vocês abordam?

Vai ser uma extensão de "World Painted Blood", como "World Painted Blood" fora uma extensão de "Christ Illusion". Vai ser o que os fãs do Slayer gostam, porque é por isso que os fãs de Slayer gostam da gente. [...]

Leia a entrevista completa – em inglês – clicando abaixo.
http://www.rollingstone.com/music/news/slayer-forge-on-after...

Leia sobre a dissipada relação de Jeff com o resto da banda clicando aqui.

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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

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