RHCP: Flea emite nota sobre playback no Superbowl

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva, Fonte: Rock em Geral
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O baixista Flea, do RED HOT CHILI PEPPERS, emitiu uma nota no site da banda explicando tudo o que aconteceu nesta noite de domingo, quando se apresentaram no Super Bowl (considerado o maior evento esportivo dos Estados Unidos).

Na carta, Flea admite que, sim, quase todos os músicos da banda fizeram playback, com exceção do vocalista Antony Kieds, Bruno Mars e vocais de apoio. Flea lembra que a banda é conhecida há 31 anos por suas improvisações no palco e por tocar "os estômagos" em cada show, além de explicar que a forma como se apresentaram teria sido uma imposição da NFL (National Football League), que não admitiria qualquer problema no som em seu evento mais importante do ano. Seria aceitar ou cair fora.

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Depois de muita deliberação e consulta a outros colegas do meio musical, a banda resolveu aceitar o convite, mas, propositalmente, não plugaram os instrumentos para que pudessem ter algo de verdadeiro na apresentação.

Você pode ler a declaração original de Flea (em inglês) no site abaixo:

http://redhotchilipeppers.com/news/454-a-message-from-flea

Veja abaixo a tradução do texto de Flea na íntegra:

"Prezados,

Quando nós fomos chamados pela NFL e pelo Bruno (Mars) para tocar a música ‘Give it Away’ no Super Bowl, deixaram claro para nós que os vocais seriam feitos ao vivo, mas o baixo, bateria e a guitarra seriam pré-gravados. Eu compreendo a postura da NFL sobre o assunto, já que eles têm apenas alguns minutos para montar o palco, e há zilhões de coisas que podem dar errado e com isto arruinar o som para as pessoas que estão no estádio e para os telespectadores. Não cabia discussão sobre isso, a NFL não queria arriscar a ter um som ruim e fim de papo.

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O Red Hot Chili Peppers tem uma política de nunca fazer mímica. A última vez que nós fizemos (ou tentamos fazer) isso foi no fim dos anos 80, quando fomos expulsos ainda nos ensaios do ‘Top Of The Pops’, programa da TV britânico, porque nos recusamos a fazer a mímica direito, eu usei meus sapatos como baixo, John tocou guitarra sobre os ombros do Anthony, e encenamos uma luta no palco, debochando do que seria uma performance ao vivo de verdade.

Fizemos mímicas em um ou dois eventos estranhos da MTV e sempre foi uma droga. Levamos a sério a nossa música, é uma coisa sagrada para nós, e todos que já nos viram em um show (como na noite anterior a do Super Bowl no Barclays Center), sabe que nós tocamos com o coração, improvisamos de forma espontânea, corremos riscos, damos nosso sangue a cada show. Fazemos isto há 31 anos.

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Sendo assim, quando surgiu a oportunidade de tocar no Super Bowl, ficamos muito confusos sobre se devíamos ou não aceitar, mas no fim das contas decidimos que sim, foi meio surreal, uma vez na vida fazer uma coisa louca e achamos que deveríamos nos divertir fazendo isso. Pensamos bastante antes de concordar com tudo, e além de conversarmos muito entre a gente, falei com amigos do meio musical que respeito muito, e todos disseram que aceitariam fazer se tivessem sido convidados, que seria algo selvagem de fazer, que diabos. Além disso, todos nós do RHCP adoramos futebol americano e isso teve grande impacto em nossa decisão. Decidimos que, como o Anthony cantaria ao vivo, ainda poderíamos manter o espírito e liberdade de nosso show, e é claro que nós quem tocamos cada nota na gravação feita especialmente para a apresentação. Conheci e conversei com o Bruno, que foi um cara legal, um músico talentoso de fato, e fomos trabalhar em algo que seria divertido.

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Nós gravamos a música para o dia, só colocando pra fora dos nossos corações aquilo que era bem parecido com as versões que nós temos tocado ao vivo nos últimos anos com nosso querido Josh na guitarra.

Para o show real, Josh, Chad e eu tocamos sozinhos o que foi pré-gravado, então não tinha necessidade de plugar os instrumentos, por isso não fizemos. Poderíamos tê-los plugado para evitar que as pessoas ficassem desapontadas ao saber que a parte instrumental da música tinha sido pré-gravada? Naturalmente, seria mais fácil e não representaria um problema. Mas achamos melhor não fazer de contas, parecia a coisa mais certa a se fazer nestas circunstâncias. Era como gravar um vídeo de música na frente de um zilhão de pessoas, excetuando os vocais, e a única forma de se fazer isso. Nossa única ideia era mostrar para as pessoas quem realmente nós somos.

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Sou agradecido à NFL por nos ter recebido. E sou agradecido ao Bruno, que é um jovem super talentoso por ter nos convidado para fazer parte do show dele. Eu faria tudo do mesmo jeito novamente.

Nós, como uma banda, aspiramos crescer como músicos e compositores, e continuar tocando com toda nossa garra ao vivo no palco para qualquer um que deseje explodir os seus miolos.

Atenciosamente,

Flea"

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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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