Paul Stanley: os cinco segredos do sucesso
Por Fernando Portelada
Fonte: The Globe And Mail
Postado em 07 de maio de 2014
Em suas novas memórias, Face the Music: A Life Exposed, o lendário vocalista do KISS fala sobre superar diversidades, fazer seu nome na indústria musical, Star Boy, seu Alter Ego, e compartilha seus cinco segredos do sucesso:
Devagar e sempre: "Uma das coisas que eu falo em meu novo livro é a ideia de pequenas vitórias – criar pequenas e gerenciáveis metas em seu caminho para o grande prêmio é uma maneira de fazer estes grandes objetivos parecerem alcançáveis. Se você olhar para sua vida como um quarto que precise uma grande faxina, isso pode ser algo bem pesado, mas se você pegar um objeto e coloca-lo n lugar, você vai conseguir fazer isso mais algumas vezes – esse é o começo. Definitivamente tive um ponto em minha vida adolescente onde eu percebi que eu tinha que fazer mudanças, mas eu acho que se eu soubesse a quantidade de trabalho que estaria envolvida, eu teria medo de tentar. Eu acho que neste caso a ignorância é uma benção. Outro bom exemplo é o aprendizado da guitarra – se o seu objetivo for ser um mestre, você provavelmente vai desistir. Ao invés disso, escolha pequenas metas e as vitórias vão se acumular."
Sucesso do dia para noite é superestimado. "O problema com a música nos dias de hoje é que ninguém mais aprende sua arte. Nós vivemos em um tempo onde você pode virar uma sensação só por postar um vídeo no Yotube e você pode conseguir um contrato só por ganhar um concurso de talentos na televisão. As Carries Underwoods e Kelly Clarksons são escassas e distantes uma das outras Para a maior parte, não há substituto para o trabalho duro. Você aprende sua arte por aplica-la com o passar dos anos – vendo o que funciona e o que não. Você não pode aprender a controlar uma audiência de 10, 20 ou 100,000 pessoas se você estava fazendo um álbum na sua sala uma semana antes. O KISS começou com uma banda de clubes. Viemos destes bares e trabalhamos para subir, sendo a terceira banda nos palcos, e então subimos para o segundo lugar e depois nas arenas. No momento que estávamos tocando nestes gigantescos lugares, nós sabíamos exatamente o que estávamos fazendo. Se você vai comprar um carro, tenha certeza e que ele tem garantia."
Você não pode tocar Rock And Roll a noite inteira: "Eu amo um bom vinho, mas eu não bebo muito. Nunca o fiz. As pessoas dizem que só bebem socialmente, mas se você está com pessoas todos os dias, você de repente se torna um alcoólatra. Este não sou eu e tenho pena de pessoas que tem que lidar com estes vícios. O arquétipo da estrela do rock é como um desenho, ele não é real e mesmo se você tentar viver neste estilo de vida, você vai terminar patético ou morto. Eu nunca tentei ser uma lenda morta. Desde quando eu era pequeno, era claro para mim que drogas eram só outra forma de colocar uma arma em sua boca. Há esta tendência de romantizar ou celebrar o artista torturado, mas eu acho que você deve passar menos tempo elogiando pessoas que pararam de usar drogas e passar mais tempo dando os parabéns aos que nunca o fizeram. De alguma forma há esta ideia de que destruir seu corpo deve ser uma medalha de honra. Eu não acredito nisso."
Sobre ser um bom membro de equipe: "O primeiro segredo de uma boa parceria é saber suas limitações. Se você não espera algo de alguém que não podem mesmo dar a você, você nunca vai ficar desapontado. E então a segunda parte é perceber que a forma que alguém lhe afeta, principalmente tem a ver com você e não com eles. Eu não quero entrar em nada específico, mas Gene (Simmons) e eu temos trabalhado com sucesso por 40 anos. Eu me sinto sortudo de ter sustentado uma parceria de sucesso por tanto tempo, mas eu acho que também é importante lembrar que uma parceria de negócios se resume a isso: negócios. Você não tem que amar todos do seu escritório – você tem sorte de conseguir sobreviver e ter sucesso. Se você quer amor, case-se e forme uma família."
Caráter é o que você é sem a maquiagem: "Ao fim do dia, você tem que se encarar. Eu cresci com uma orelha deformada do lado direito de meu rosto, devido uma doença congênita. Eu deixei meu cabelo crescer para cobri-la, mas eventualmente eu percebi que isso não é sore como as outras pessoas lhe veem, é como você mesmo se enxerga. Com o passar da minha carreira, eu sempre tentei tomar minhas decisões de forma que pudesse sustenta-las por um longo tempo. No começo do KISS, nós recusamos uma grande campanha de tabaco, porque decidimos ser antiético e imoral apoiar cigarros. Nós certamente poderíamos usar o pagamento naquele momento, mas tem que pensar: ‘Como vou explicar isso para o meu filho?’ Teve outra vez, nos anos 1980. Um grupo de músicos estava dançando, cantando e falando ‘Eu não vou tocar em Sun City’, por causa do Apartheid. O KISS foi uma das primeiras bandas a se recusar a tocar lá. Nós só não precisávamos subir em uma caixa e falar sobre isso.
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