Paul Stanley: "Psycho Circus foi como um câncer"
Por Fernando Portelada
Fonte: Team Rock
Postado em 27 de dezembro de 2014
O frontman do KISS, Paul Stanley, disse que a última participação de Frehley e Criss quase acabou com a banda.
O músico disse a Chris Jericho em 2014 em seu podcast, Talk Is Jericho: "Tudo deu errado. O Psycho Circus foi como o resultado de um câncer que estava se desenvolvendo. Nós estávamos juntos de novo – trouxemos esses caras de volta – e eles estavam completamente apologéticos, cheios de remorso e agradecidos de estar de volta."
"E nós nunca dissemos que seríamos sócios com direitos iguais. Por que faríamos isso? A banda existiu com ou sem eles."
Stanley declarou: "Esses caras ganharam na loteria duas vezes. E quando eles voltaram, estavam praticamente falidos. E você pode tirar o ‘praticamente’ disso. E ainda assim, não muito tempo depois, as coisas começaram a acontecer e eles começaram a fazer as mesmas coisas. E tudo tornou-se feio e sem divertimento."
O frontman revelou também alguns dos bastidores que eles tiveram que enfrentar com Criss e Frehley.
Ele explica: "A ideia de fazer o Psycho Circus... a ideia por trás foi muito maior do que a execução. ‘Vamos fazer um álbum juntos’, Bem, espere um pouco... Você tem caras tentando renegociar os contratos, e estamos falando mais com advogados do que com eles, e a ideia de ‘Eu devo ter essa quantidade de música no álbum’. E honestamente, eu estive escrevendo músicas por cinquenta anos, e sou bom no que faço. Isso se tornou feio e triste."
Stanley, porém, achou o lado bom da produção deste álbum após todos esses anos.
"Psycho Circus foi um grande pesadelo de ser feito, e isso meio que me desligou de toda a ideia de fazer outro álbum, mas então, em algum momento, eu pensei: ‘Eu não quero que esse seja nosso último álbum, não é uma boa memória’"
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