Ciência: suas faixas favoritas causam "orgasmos de pele", diz estudo

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Por Nacho Belgrande, Fonte: Playa Del Nacho
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Independentemente de suas faixas favoritas lhe causarem lágrimas, risos ou arrepios, reações físicas provocadas por música não representam nada de novo. Contudo, um novo estudo categorizou tais respostas como iguais às de natureza sexual, intitulando-as de ‘orgasmos da pele’ – ou o que é conhecido como ‘frisson musical’.

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Psyche Loui [sim, o nome é esse mesmo], uma psicóloga da Wesleyan University, e seu estudante, Luke Harrison, conduziram um estudo que inseria voluntários em um tomógrafo magnético funcional enquanto suas músicas favoritas eram executadas, e então avaliou como o cérebro respondia à música.

Conforme os achados do estudo, depois de uma vida ouvindo música, começamos a formular expectativas em relação aos movimentos musicais; contudo, é quando músicos e compositores saem dessas expectativas – mudanças não-convencionais em harmonia, melodia, volume ou em outros fundamentos – que podemos passar por uma reação física. Em uma matéria sobre o estudo, David Robson descreveu o efeito no cérebro:

"Por exemplo, as expectativas violadas parecem incendiar o sistema nervoso automático, em sua região mais primitiva, o tronco cerebral – produzindo a aceleração do coração, a falta de ar, o que pode levar ao início de um frisson. Além disso, a expectativa, violação e resolução de nossos anseios podem desencadear a liberação de dopamina em duas regiões vitais – o caudate e o nucleus accumbens, logo antes de logo após do frisson. Você vê uma resposta similar quando as pessoas usam drogas ou fazem sexo, o que pode explicar o porquê de acharmos a sensação de ouvir a certas músicas tão viciantes", diz Loui.

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Claro, nossas músicas favoritas carregam fortes conexões emocionais também. Podemos considerar o que os compositores estavam vivendo quando escreveram suas obras ou associar músicas com nossas próprias memórias pessoais. "Nossas próprias experiências autobiográficas interagem com os recursos musicais, " disse Loui a Robson, "de modo que todo mundo ache uma música diferente algo recompensador. "

Com a combinação ideal, afirma Loui, "A experiência estética pode ser tão intensa que você não consegue fazer mais nada."

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Loui compilou um playlist de músicas que exibem as qualidades que levaram a ‘orgasmos de pele’ em seus objetos de teste. Ela inclui ‘Concerto Para Piano No. 2’ de Rachmaninoff – a música que ajudou a inspirar a pesquisa de Loui pela resposta dela própria ao tema – assim como a versão de ‘Hallelujah" gravada por Rufus Waingwright e ‘Wonderwall’, do Oasis.

Aprecie abaixo.




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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

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