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Frequência musical: estamos sendo manipulados?

Por Mário Pescada
Fonte: War On We The People
Em 25/07/15

Das muitas teorias da conspiração que fazem parte do cotidiano, talvez você nunca tenha ouvido (literalmente) falar de uma que trata sobre os efeitos que as frequências sonoras podem ter sobre os seres humanos e de como elas estariam sendo utilizadas com propósitos pouco nobres.

O estudo das frequências sonoras não é algo novo. Giuseppe Verdi (1813-1901), estudioso e considerado o maior compositor de óperas italiano de todos os tempos, afinava seus instrumentos em 432 Hz. Segundo ele, essa frequência seria melodicamente mais rica e estaria próxima aos sons da natureza, pois seria a mesma frequência do universo, o que transmitiria sensação de bem-estar e paz aos que ouvissem músicas nessa condição. A frequência de 432 Hz tornou-se então padrão e foi utilizada amplamente por diversos compositores até meados do século XX.

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Os efeitos da frequência sonora sobre os seres humanos é um assunto tão sério que em 1939 o então Ministro da Propaganda Nazista, Joseph Goebbels, determinou que o padrão alemão fosse alterado para 440 Hz. Segundo ele, tal frequência causaria caos social, desarmonia e vulnerabilidade psíquica das pessoas, o que ajudaria as tropas nazistas a ascender sobre os demais povos. Apesar do efeito malévolo que tal frequência teria sobre o ser humano, em 1940 os Estados Unidos, por meio do lobby das forças armadas e grupos econômicos, também adotaram tal frequência e em 1959 a Organização Internacional de Padronização (ISO) determinou que tudo o fosse ligado ao universo musical (gravação, radiodifusão, afinação de instrumentos, etc.) seguisse essa padronização!

Atualmente, um dos autores que mais defendem a tese de que a frequência de 440 Hz é mesma nocivo aos seres humanos é o Dr. Leonard G. Horowitz, pós-graduado na Universidade de Haward e considerado autoridade internacional em comportamento, saúde pública e cura natural. Horowitz é especializado em persuasão da mídia, educação em saúde, cineasta e autor de 16 livros. Foi através do artigo Controle de Culto Musical (Musical Cult Control) que ele afirma que a indústria musical está sendo usada para massificar populações inteiras, gerando maior agressividade, agitação psicossocial e sofrimento emocional nas pessoas, podendo gerar até mesmo dor física. Tudo isso estaria sendo feito de forma subliminal como forma de dominação e de vultosos lucros.

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No seu artigo Horowitz chega e associar as tradicionais famílias Rockefeller e Rothschild, donas de inúmeros bancos pelo mundo, de terem se associado a ala militar do governo norte-americano durante a I e II Guerra Mundial para aprofundamento desses estudos. Os estudos iniciais tinham propósito "apenas" militar, com os combatentes inimigos podendo ser atingidos por ondas sonoras vindas de alto-falantes implantados em aviões produzindo psicopatologia, sofrimento emocional e "histeria em massa", ajudando assim os aliados a vencerem os nazistas.

Pelo artigo, uma vez confirmada por pesquisas que tal frequência causava mesmo excitação emocional e histeria em massa, ela teria tomado o rumo comercial. A coisa seria tão séria que acadêmicos israelenses (aliados históricos dos norte-americanos) já sabendo desses efeitos nocivos teriam pedido ao Ministério da Educação local que proibisse a passagem dos BEATLES por Israel nessa época sob a alegação de que "não havia experiência musical ou artística, apenas uma exibição sensual que desperta sentimentos de agressão repleta de estímulos sexuais". E acreditem - o pedido foi aceito. Se o quarteto britânico assustava de um lado, o que dizer de ELVIS PRESLEY e seu poder de dominação nos quadris? "Assustador", segundo o repórter canadense John Kirkwood, que narrou na época um show do rei do rock em Vancouver de uma forma que mais parece uma invasão bárbara do que um evento lotado de adolescentes histéricas.

Mas se esse uso de frequência tem sido usado a tanto tempo, porque agora ele se tornou realmente preocupante? Porque hoje a música está em todo lugar: nos celulares, a um clique na internet, nos mp3 players, etc. Qualquer pessoa com acesso a internet pode ter em questão de minutos, dependendo da velocidade de conexão, centenas, milhares de músicas digitais. E estamos fazendo uso dessas músicas durante boa parte do dia, quase que de forma automática: enquanto nos deslocamos, trabalhando, durante exercícios físicos, etc. Horowitz alerta que essa faixa de frequência associada a exposição contínua, reduzem a capacidade de relações pessoais-subjetivas das pessoas devido à desarmonia psico-espiritual que elas causam, pois 440 Hz entraria em conflito com os centros humanos de energia (os chamados chakras).

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Não quer dizer, entretanto que todas as pessoas são suscetíveis à manipulação de comportamento via ondas sonoras. A porcentagem que seria atingida seria de 2 a 8% - o que não é pouca coisa quando imaginamos a disseminação da música hoje. Considerando a população mundial atual, seria algo entre 140 e 560 milhões de pessoas.

Ainda segundo o autor, a música tem o poder de afetar bioenergicamente a química do corpo, a psiconeuroimunologia e nossa saúde. Devido aos sons que nos cercam, nossos corpos estariam vibrando agora musicalmente, de forma audível e subliminarmente, mas seguindo com uma frequência imposta que ecoa em harmonia com a agressão e em dissonância com o amor.

E qual seria a solução? Primeiro, garantir que estudos de frequências sonoras não tenham finalidade de dominação e imposição de vontade por grupos militares e/ou econômicos. Segundo, que seja adotado o padrão de 444 Hz, que seria muito mais "acusticamente agradável, instintivamente atraente, estimulante, refrescante espiritualmente, cientificamente ligada à reparação genética, e sem dúvida, mesmo ressoando amor puro".

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Artigo original em
http://www.waronwethepeople.com/528-medicine/

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Sobre Mário Pescada

Mineiro, leitor compulsivo, ouvinte de todas as vertentes do rock - do blues ao grindcore. Valoriza mais a honestidade e entrega em cima do palco do que a técnica. Guarda os flyers dos shows que vai como se fossem relíquias.

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