Stoneria: "A cena musical de Osasco é um movimento político"
Por Renato Sanson
Fonte: Heavy And Hell Press
Postado em 21 de fevereiro de 2016
Press-release - Clique para divulgar gratuitamente sua banda ou projeto.
Política x Rock. Não é de hoje que ambos não se misturam, pois se a "Politica" máscara sua falta de índole, o Rock em si vem e joga contra, como uma forma de desabafo de músicos e fãs do estilo.
Mas o que você pensaria de um movimento político ligado a uma "cena" Rock? Pois bem, o STONERIA traz à tona toda realidade do "boom" que o cenário Rock da cidade de Osasco em São Paulo vive, onde a prefeitura da cidade de certo modo "ajuda" os eventos, mas sempre "privilegiando" quem os ajuda. Confira nas linhas a seguir e tire você mesmo suas próprias conclusões:
Falando do movimento de Osasco, é possível afirmar que Osasco tem uma cena musical ou um movimento político?
A cena musical de Osasco é um movimento político. Tudo isso que acontece não nasceu como algo parecido com o punk no Brasil, o rock anos 80 em Brasília ou a tropicália. Queremos dizer que não tem uma juventude que levantou uma bandeira questionando algo, expondo todas as frustrações, revoltas e reinvindicações na música. O que existe são bandas, amigos que montam eventos e que a prefeitura em alguns casos fornece espaço, equipamento ou dependendo do caso apoio financeiro. Este boom que aconteceu começou com a prefeitura, mas é claro já tinha eventos e bandas que tocavam muito antes disso, mas não tem cena de rock em Osasco.
Os eventos que são organizados pela prefeitura de Osasco onde em sua maioria "privilegiam" o Rock, como é na visão de vocês sobre esse "incentivo"?
Falar que é um favor o que a prefeitura faz não é, pois é obrigação investir em cultura (mesmo com os recursos escassos que tem na área da cultura). Ele tem o lado positivo de apoiar a banda local com estrutura, apoio financeiro e fomentar a cultura. Mas partindo para um lado diferente, em nossa visão o rock nunca foi um movimento forte nas periferias, que são dominadas pelo samba, Rap e funk. Talvez o melhor para a cena é levar esta música para estes locais, pois Osasco é composto em sua maior parte por periferia. É engraçado porque parece que o rock quer ficar na elite (Lollapalooza, Rock in Rio etc...), mas na hora de divulgar onde estão a maioria e ser uma voz deste pessoal, ele não vai. Mas responsabilizar a prefeitura/governo por isso é injusto. A culpa é talvez de todos que trabalham ou curtem rock e deixam na elite.
Então é possível afirmar que esse "incentivo" da prefeitura não privilegia quem realmente merece?
As vezes sim, mas como todo movimento político ele está mais ligado aos "amigos dos amigos". Se você faz a cena, aparece aqui e ali e faz sua política você pode estar dentro. Se não faz a cena, fica fora. O problema da política é que sempre vai ter o jogo de interesses envolvidos, pois não é uma cena ou movimento ligado ao rock. Ele é político. Rock não é, nunca foi e nunca vai ser um propósito de fazer política, mas sim de gritar, criticar e falar tudo que não falam ou temem sobre a política.
De um modo geral isso prejudica o cenário musical de Osasco?
O cenário não, pois não existe cena em Osasco. Quem acha que existe acredita em uma ilusão. Quem pode sair prejudicado são as bandas no futuro. Prefeitura e política mudam, quem hoje apoia amanhã está fora ou em outro lugar movido pelos interesses próprios. Quem ficou sempre dependente disso (neste caso as bandas), vão ficar perdidos por um tempo porque vai ter que começar a trilhar o caminho em outros locais que não é Osasco para tocar. O rock tem que questionar e hoje o que vemos é que muitos trilham o politicamente correto. Bandas que gritam e falam sem temer existe por aí, mas o público e em alguns casos as casas e produtores vetam. Nossa geração vai reclamar do que? Falta de dinheiro para comprar um smartphone? Ter poucos seguidores nas redes sociais? Meus vídeos no Youtube não tem visualização? Afinal, que geração é esta?
Links Relacionados:
http://stoneria.com/
https://www.facebook.com/stoneriarock
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Mick Jagger elege seus álbuns e músicas favoritos dos Rolling Stones
O guitarrista que Brian May achava ser louco e perigoso; "muito à frente de todos nós"
Prestes a completar 80 anos, baterista Chris Slade (AC/DC, The Firm) anuncia aposentadoria
A saga de Christopher Lee no Heavy Metal
A canção amaldiçoada do The Who que Roger Daltrey nunca mais vai cantar
A grande banda que Liam Gallagher preferiria "comer minha própria m*rda" a ir a um show deles
A canção de Neil Young que deixa Roger Waters praticamente sem palavras
A música dos Beatles que Paul McCartney considerava tão esquecível que mal lembrava dela
Falece Barry Mitchell, ex-baixista do Queen
O lendário baterista com quem Keith Richards odiou tocar: "Não tocava p*rra nenhuma!"
Os melhores discos de rock e metal lançados em 1982, segundo a Louder
Os dois Titãs que realmente faziam a diferença, segundo o empresário Manoel Poladian
A banda de rock que não saía dos ouvidos do escritor Gabriel García Márquez
A canção do Led Zeppelin que Robert Plant acha difícil cantar até hoje
A música de vocalista do Van Halen que o Def Leppard admitiu ter "roubado"
Em 2008, David Gilmour falou sobre sua posição política, e Roger Waters
O disco que saiu das apresentações ao vivo do Iron Maiden em 2011 e nunca mais voltou
Regis Tadeu explica porque ele detesta o Engenheiros do Hawaii


Saúde: mais de 60% dos músicos sofrem de problemas mentais
Fotos de Infância: Steven Tyler, do Aerosmith
Veja habilidade de James Hetfield, do Metallica, com as baquetas
Iron Maiden, Aquiles Priester e a foto de uma vida
Em 1974, Raul Seixas explicava detalhes dos significados por trás da letra de "Gita"
A música dos anos 90 que passou 2 bilhões no Spotify, mas é odiada por cantor que a gravou



