Regis Tadeu: o álbum duplo que mudou a vida de Peter Frampton
Por Bruce William
Fonte: Yahoo!
Postado em 01 de fevereiro de 2016
Regis Tadeu falou sobre o "Frampton Comes Alive", um álbum duplo que, há 40 anos, mudou a vida de Peter Frampton, a maneira de ouvirmos rock e o show business mundial, confira o texto no link a seguir e alguns trechos mais abaixo.
Para nós aqui no Brasil, sua figura era quase uma miragem, um delírio apenas para quem acompanhou sua carreira do lendário e cultuado Humble Pie e apreciava seus criminosamente subestimados álbuns solo. Ninguém sequer tinha a menor ideia de que ele tinha surgido com um grupo chamado The Herd, do qual poucos curiosos e sem preguiça para pesquisar – como o tio aqui - só ouviram falar muitos anos depois.
Peter Frampton vinha voando em torno de uma nave desgovernada chamada "automarketing", tentando se agarrar a qualquer coisa que pudesse salvar a sua carreira solo. De nada havia adiantado gravar ótimos discos como Wind of Change (1972), Frampton’s Camel (1973), Something’s Happening (1974) e Frampton (1975) se as vendas eram irrisórias. Ele só queria sobreviver artisticamente.
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Em contrapartida, habituada a abacaxis inomináveis no mercado fonográfico de "sex symbols", a indústria americana ansiava por alguém que exalasse beleza física e credibilidade sônica ao mesmo tempo. Além disto, os efeitos visuais e especiais que hoje trabalham para realçar o realismo de plástico dos shows antigamente eram inexistentes para as bandas de rock. Com as exceções que todo mundo conhece – Kiss, Alice Cooper, Genesis com Peter Gabriel e alguns outros -, tudo era tocado na raça. Se aparecesse alguém que unisse um som potente, canções de alto nível e que levasse as garotas a molharem suas calcinhas antes de abrirem suas carteiras, seria maravilhoso. Quis o destino que o guitarrista inglês fosse este cara…
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