Noise: música ou apenas barulho? Você decide
Por Roberto Rillo Bíscaro
Fonte: Blog do Albino Incoerente
Postado em 14 de junho de 2016
Uma das acepções de barulho é qualquer som indesejável. Tal definição contrasta com a de música, atividade humana que nasce da vontade de produzir sons com ritmo, melodia etc. Entretanto, existe um gênero chamado noise; a elevação do barulho à categoria de música.
Controverso e inacessível para a maioria, consigo curtir noise quando domesticadamente inserido em canções. Bjork, A Place to Bury Strangers, Peter Gabriel, Cocteau Twins, Crystal Castles e outros amados têm bocadinhos noise em trechos de canções. Quando/Se passa disso, me dá no saco. Se quisesse barulho, trabalharia numa metalúrgica.
Curioso, vi People Who Do Noise (2008), achando que aprenderia sobre a história do gênero, afinal, o pessoal do Krautrock e bandas 80’s como Test Department e Einsturzende Neubaten flertavam com o estilo. Não que sejam grupos queridos, mas valeria a pena conhecer. Nesse quesito decepcionei-me. O documentário foca a surpreendentemente vasta cena noise de Portland, no semi-importante estado norte-americano do Oregon. Uma multidão de artistas fala de suas inspirações e modos de produzir e encarar o noise.
A liberação punk da necessidade de saber tocar um instrumento muito bem é apontada por todos como um dos nascedouros do noise. Não que os experimentos com ruídos tenham surgido depois do levante de 1977, mas se o punk reduziu a perícia para apenas 3 acordes, o noise dispensa totalmente a necessidade de saber tocar. Pode-se fazer barulho com qualquer coisa, desde material caseiro até geringonças eletrônicas.
Sem narrador, a galera de Portland fica à vontade para racionalizar sobre o significado, importância e validade artística do controvertido estilo. Os argumentos vão desde o noise ser a "verdadeira música cósmica", passando pelo fato de ser acessível a qualquer um, portanto democrático e verdadeiramente punk, até culminar na crença de um inescapável apocalipse, cuja única trilha sonora capaz de representar seria o noise.
Interessante para saber o que se passa na cachola dessa moçada barulhenta, People Who Do Noise traz bastantes amostras de seus trabalhos. Não mudou meu conceito. Mesmo que pudesse me bronzear, noise não seria minha praia.
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