Sagrav: Entrevista com a banda de Chapecó/SC

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Por Aline Pavan, Fonte: Sangue Frio Produções, Press-Release
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Hoje conversaremos um pouco com a banda para sabermos detalhes de seus atuais trabalhos, opiniões e projetos futuros. Confira.

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Oi pessoal. Antes de tudo, agradeço de coração pela oportunidade, e como é a nossa primeira entrevista, poderia contar um pouco da história do SAGRAV, desde sua formação, até o momento? E de onde veio o nome do grupo, e como ele se encaixa na proposta musical de vocês?

Protásio: A gente que agradece pela oportunidade de trocar uma ideia com vocês da Whiplash. Um site que crescemos acessando, lendo matérias e vendo as agendas das bandas. Muito bacana mesmo.

Protásio: Bom, o Sagrav surgiu em 2014, com membros de ex-bandas locais de Metal (Spharion, Mass Of Shit, Eternal Cry, Traivos) com a proposta de tocar Metal, levando em primeiro plano a música autoral, mas sem ficar preso a um sub-rótulo/subgênero. As letras e temática da banda baseia-se em acontecimentos e fatos históricos locais, conforme foi nosso em nosso EP de estreia "The Lynching", que retrata o polêmico linchamento e queima da igreja central, que ocorreu em Chapecó/SC em outubro do ano de 1950, além de acontecimentos da vida pessoal e fatos cotidianos.

Protásio: O nome da banda não tem nenhum significado. Apenas é o meu sobrenome (VARGAS) ao contrário. Soou legal e deixamos assim (risos).

Mesmo ainda em fase de divulgação do EP de estreia "The Lynching", vocês já possuem planos para começar a trabalhar em um álbum completo de inéditas?

Protásio: Estamos finalizando a composição de mais outro EP, com mais 5 a 6 faixas. Logo vamos entrar no estúdio para gravar.

Além de trabalhar duro na indústria musical, quais são as coisas que vocês mais gostam?

Protásio: Cara, gostamos de coisas diferentes. Eu curto bastante esportes (assistir e jogar), também curto minha profissão de engenheiro. O "Brugre" (baterista) curte muito videogames e o "Zauza" (vocal/guita) adora natureza e fazer os hambúrgueres de cogumelos que ele faz muito bem por sinal.

Atualmente temos visto uma nova geração de bandas no cenário do Metal brasileiro que seguem um direcionamento semelhante ao do SAGRAV. Como vocês enxergam essa cena atual?

Protásio: Vejo que temos muitas bandas boas e pouco público. A gurizada mais nova não curte mais Metal como antigamente, agora os jovens estão muito mais em música eletrônica e sertanejo universitário. Uma minoria fica no rock. Dou exemplo aqui na nossa cidade, Chapecó/SC. Não tem nenhuma banda de Metal de gurizada nova de 15 e 16 anos. Quando eu tinha essa idade tinha várias, mas penso que temos que unir forças, promover shows com bandas de outras cidades e estados vizinhos e ir juntando a galera que curte, "um trabalho de formiga".

Zauza: Eu vejo que a cena atual está bem complicada. Com a internet tomando conta de tudo, ela trouxe uma facilidade enorme em conhecer bandas e trocar contatos, mas por outro lado perdeu-se aquele feeling de comprar o material das bandas como era antigamente. Hoje em dia é muito complicado conseguir vender uma cópia do seu material e a coisa é toda online ou com mp3, o povo baixa tudo gratuitamente, deixando de colaborar com as bandas, aí a banda fica sem recursos para custear suas produções e a cena fica as vezes defasada. Vejo que o grande problema mesmo é a falta de apoio do publico com as bandas. Os bangers não comparecem em shows e festivais, apenas confirmam a presença online dos eventos e compartilham os cartazes mas na hora de comparecer poucos fazem, aí complica a vida de todo mundo que vive disso. Até em cidades grandes os shows são muito mais escassos do que a 10 anos atrás, tanto para a cena local quanto a shows gringos, eu particularmente sempre compareço aos shows e ta cada vez diminuindo mais o publico. Quem ta na ativa no underground hoje em dia é por que se autofinancia e curte muito o som mesmo, porque em termos financeiros não compensa ter uma banda.

Em sua opinião, quais são os maiores desafios no cenário underground brasileiro?

Protásio: Oportunidade de fazer shows é um problema. Poucas casas de shows abrem espaço. Público cada vez menor é outro.

Zauza: Vejo que os shows se dão na maior parte por indicações, principalmente por bandas que estão em cast de produtoras maiores, aí rola trocas de shows e de interesse. As tetas sempre estiveram presentes ou então as bandas muitas vezes pagam para tocar e assim poder aparece. Mas o maior problema mesmo eu vejo que é a falta de união. Os shows e festivais são basicamente sempre as mesmas pessoas que frequentam, os bangers têm que apoiar mais e comparecer nos shows e festivais.

Zauza: Muita gente reclama para pagar R$20,00 na entrada de um show underground e fica "tretando" na internet em vez de comparecer e apoiar a cena.

Numa tendência nacional onde o movimento de bandas cover é sempre evidenciado, é um orgulho ver bandas como o SAGRAV investindo em seu próprio trabalho. Como é ser uma banda autoral nesse ambiente?

Zauza: Também começamos tocando músicas covers e acho que toda banda amadora inicia assim. Mas desde o início nossa ideia sempre foi focar em composições próprias. Acho que você produzir seu próprio material, por mais simples que ele seja é algo imensamente gratificante. Particularmente não tenho nada contra cover, até acho legal ver as bandas prestando homenagens a seus ídolos e influências, mas viver apenas de fazer cover é um desperdício de tempo e muita falta de criatividade. É como dizem: "Gozar com o pau dos outros é sempre mais fácil".

E o que esperam do futuro da banda, quais os planos imediatos para 2016?

Zauza: Para 2016, nosso objetivo é divulgar esse nosso primeiro trabalho que foi o EP "The Lynching" e focar nas composições para novo lançamento. Já temos algumas composições novas e estão soando muito promissoras. Estamos ansiosos para ver esse novo projeto finalizado. Iniciaremos em breve as sessões de gravação para até fim do ano termos lançado o novo material. Como todos temos trabalhos paralelos a banda para nos mantermos, o nosso ritmo é muito mais lento se for comparado a outras bandas, mas vamos de acordo com a nossa realidade e sempre firmes em nosso propósito.

Qualquer palavra de sabedoria para compartilhar com os artistas iniciantes?

Zauza: Acredito que o mais importante de tudo é fazer algo que esteja afim e que seja de coração. Ter foco no objetivo e não dar atenção para o que os outros acham, opinião alheia é bom até certo ponto. O importante é manter o foco e fazer apenas o que tiver vontade e não se apegar a nada.

Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho da SAGRAV e para aqueles que gostariam de conhecer melhor seu som e apostam no Metal nacional.

Zauza: Agradecemos imensamente a todos que já curtiram nosso trabalho, aqui é tudo feito de maneira bem underground mas com muita garra e dedicação. Estamos a disposição para fazer shows e parcerias a fim de divulgar nosso trabalho e fazer a cena underground acontecer!

Zauza: A quem não conhece ainda o nosso trabalho, deixamos aqui nosso contato e esperamos ter a oportunidade de nos cruzamos pelos caminhos da vida.

Zauza: Forte abraço a todos e vamos nos unir mais e fazer a cena acontecer!

Zauza: Sagrav esta ai para somar com a cena e com todos os metaleiros.

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