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Sisters of Mercy: "Tocaremos nossos hits aí no Brasil"

Por Luiz Pimentel
Fonte: Blog do Luiz Pimentel
Em 22/07/16

Eles... ou melhor, ele, Andrew Eldritch, não lança nenhum material novo desde 1993. Certamente por isso o Sisters of Mercy é fora do radar de gerações de menos de 40 anos. Mas nos anos 1980 e início dos 90 eles eram gigantescos. Merecidamente.

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Quando me ofereceram a entrevista com ele, de cabeça e de bate-pronto lembrei de uma dúzia de hits. Até comentei com ele isso na entrevista abaixo, meio que cobrando que as toquem por aqui, em setembro, quando se apresentam em São Paulo (serviço no final do texto).

Foi bom também porque como eles estão meio ausentes dos serviços de streaming, acabaram meio fora dos meus gadgets e foi motivo para redescobrir a banda. Que banda legal, diga-se.

Com vocês, O sister of mercy, o líder e vocalista Eldritch.

Luiz Pimentel: Primeiro de tudo, estou curioso sobre onde você está morando atualmente. Em Hamburgo ou na Inglaterra, de novo?

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Andrew Eldritch: Eu passei recentemente um bom tempo na Bélgica, por causa da minha namorada.

LP: Ah, sim. Eu estava curioso sobre a Inglaterra, uma vez que você sempre foi muito crítico em relação à política britânica. Como você vê o Brexit (saída da Inglaterra da União Europeia)?

AE: Eu espero que as coisas aconteçam, melhorem por lá. Todas as pessoas poderiam ter votado para ficar (na União Européia), mas apenas algumas escolheram ficar.

LP: Ok, falando do Sisters of Mercy, claro, vocês não gravam um material novo há 23 anos, desde 1993. Com a falta desse novo conteúdo, como vocês seguram a audiência e alcançam novos fãs?

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AE: A gente toca músicas novas ao vivo, como fazíamos antes, quando ainda não tínhamos contrato com gravadora. E nós colocamos algumas letras novas no site, falamos com as pessoas, achamos que é uma boa forma de divulgar músicas.

LP: Ok, entendi. A mudança no cenário da indústria musical nessas últimas décadas teve alguma importância na decisão que vocês tomaram de não gravar novas músicas?

AE: Sim, de 20 anos para cá começou a ficar mais difícil de divulgar novas músicas, uma vez que a indústria da música destruiu a si mesma, não deixando outra alternativa. Agora as coisas começaram a melhorar, porque temos campanhas extras, outras formas de alcançar as pessoas sem as gravadoras. Todo mundo diz que é um absurdo que a Apple leve 30% do seu dinheiro. Mas não é mais do que o que as gravadoras levam. Então às vezes divulgamos algumas coisas pela Apple. E há outras questões que também custavam dinheiro, como a própria música. Hoje não precisamos ter grandes estúdios, porque temos tecnologia suficiente para fazer esse trabalho. Mas eu ainda quero ter minha voz com qualidade, e leva um bom tempo para gravar uma boa música, porque eu gosto de fazer as coisas com cuidado. E gosto de usar a tecnologia, não apenas colocar o microfone em frente à banda, ao vivo. Então o problema é o Spotify, porque o Spotify paga quase nada.

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LP: É, eu vi, não consegui encontrar nenhuma música do Sisters of Mercy no Spotify.

AE: Se gravarmos um novo álbum, ficaremos relutantes em colocá-lo no Spotify. Eu sei que há músicas do Sisters of Mercy nos serviços de streaming, porque recebi algumas quantias de dinheiro de sites de streaming, mas minha música teve que ser ouvida milhões e milhões e milhões de vezes para eu conseguir uma quantia razoável de dinheiro. Mas eu só consegui esse dinheiro porque fui ouvido milhões e milhões e milhões de vezes. A maioria das pessoas não têm esse número gigantesco de ouvintes, por isso o Spotify é algo muito ruim para bandas que ainda não são muito conhecidas.

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LP: É, eu sei, é preciso ser ouvido ou assistido por bilhões de pessoas, assim como o Psy, da Coréia. Só esses caras conseguem tirar bastante dinheiro desse serviço... Então, há algo que eu queria perguntar sobre seu temperamento... Há alguns depoimentos dos membros da formação original do Sisters of Mercy que diziam que você é uma pessoa difícil de se trabalhar junto. Qual sua posição sobre isso?

AE: Eu não acho que sou uma pessoa difícil de se trabalhar junto. Você tem que ouvir os depoimentos da minha banda atual, e não de pessoas com quem já não trabalho. Eu não me redimo por querer fazer música boa, muitas outras pessoas conseguem fazer isso. E a antiga formação do Sisters não fazia mais boa música. Então, está justificado. Talvez minhas críticas se justifiquem por isso.

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LP: Eu ia falar sobre Chris Catalyst e Ben Christo, porque eles têm trabalhado com você por mais de dez anos.

AE: Sim, esse é um casamento longo.

LP: Sim, definitivamente. O que você falaria sobre eles?

AE: É um casal terrível.

LP: Sim, eu concordo. O que você pode dizer sobre eles? Sobre Chris e Ben Christo?

AE: Eles vêm de duas gerações diferentes. Chris é mais fã de música dos anos 1960 e 1970, enquanto Ben prefere as músicas dos anos 1980 e 1990.

LP: Ok. E em relação a (bateria do grupo) Doktor Avalanche? Como ela é configurada atualmente?

AE: Na Europa, quando viajamos de carro, de show em show, a gente leva computadores e softwares e samplers. Mas quando a viagem é de avião, de show em show, como na América do Sul, costumamos usar MacBooks, para não termos que carregar todo aquele equipamento no avião. Até porque já temos que levar nossos instrumentos, o microfone em um braço, a guitarra em outro...

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LP: Tem uma entrevista famosa que você fez para a revista Rolling Stone com o lendário e saudoso David Bowie. Você poderia compartilhar algumas impressões do tempo que passou com ele?

AE: Ele era um homem maravilhoso. Eu não sei porque a Rolling Stone me mandou para essa entrevista, acho que foi porque eu era o único que falava inglês e alemão — essa conversa foi para a Rolling Stone alemã. Então fui escolhido porque falo alemão fluente e inglês fluente. Mas eu não entendi a música que David estava divulgando naquele momento, então eu ficava constantemente perguntando o motivo pelo qual ele fez aquela música. E ele já tinha respondido, mas eu continuava sem entender (risos). Mas ele ficou muito feliz em ser questionado sobre isso, as pessoas normalmente não gostam de ser questionadas quando outros não entendem suas músicas. Mas um músico não grava uma música para agradar a determinada pessoa. Eu tenho fãs que chegam em mim e dizem "Eu não gostei dessa música", "Eu não gostei daquela música". E eu sempre respondo: "Eu não gravei ela para você, desculpe, esse problema não é meu, é seu" (risos). Às vezes acontece, mas não é frequente. Assim como não é frequente a Rolling Stone contratar um músico para fazer uma entrevista. Mas eu gostei muito, fui até Los Angeles e depois voltei Frankfurt, não foi tão mal assim (risos).

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LP: E sobre o show no Brasil, o que o público pode esperar? Todos os hits? Digo, tenho algumas sugestões...

AE: Eu não sei, porque estou viajando, não estou na Inglaterra e o resto da banda está lá fazendo planos para o Brasil. Eu estou por fora dos planos.

LP: Ok, mas há alguns hits aqui no Brasil, como Lucretia My Reflection, Doctor Jeep, Vision Thing, Mother Russia, Walk Away, More, This Corrosion... Podemos esperar essas músicas no setlist?

AE: Eu não sei se vamos tocar todas essas, até por causa do tempo de show, mas vocês podem esperar pelo menos metade dessas músicas. Ainda não sei qual das metades vamos escolher, mas umas com certeza. Vou encontrar o resto da banda logo, em dois dias, e eles vão me colocar a par do que estão planejando.

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LP: E você tem alguma lembrança especial de shows que fez no Brasil?

AE: Sim, principalmente em relação ao estilo do público brasileiro. As pessoas sempre estão dispostas a curtir o momento, e elas se entregam ao máximo para que isso aconteça. Assim, conseguem fazer com que a banda também tenha um ótimo momento de diversão.

LP: Uma curiosidade: você sempre teve essa voz grave, de barítono, que é a marca do Sisters of Mercy, ou 'nasceu' quando decidiu cantar?

AE: Sim, desculpe.

LP: E outra curiosidade, como última pergunta: é verdade que você fala sete línguas diferentes?

AE: Sim. Eu falo fluentemente alemão, francês, inglês, catalão, italiano, um pouco de espanhol, grego, sueco, dinamarquês, holandês, um pouco de português.

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LP: Isso é incrível.

AE: Eu também trabalho com códigos e python (linguagem de programação). Aprendi a fazer códigos de computador, e vi que era algo simples, assim como o python. Linguagens de computador são diferentes de linguagens naturais, mas sou bom nessas identificações, por isso entendo os códigos de computador.

LP: Há algo a mais que podemos esperar do Sister of Mercy no Brasil, alguma diferença em especial?

AE: Eu honestamente não sei, vou encontrar a banda na Sérvia em dois dias. Eu honestamente não sei. Não acho que haverá nada que chocará o público, espero que todos tenham um momento legal. Não acho que haverá grandes surpresas.

LP: Ok, Sir, obrigada pelo seu tempo, espero que você aproveite o Brasil, tenho certeza que você vai. As pessoas amam sua música aqui, e é uma honra falar com você.

AE: Eu que agradeço.

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