Noturnall: Tecladista fala sobre como viver da música
Por Lucas Steinmetz Moita
Fonte: Heavy Talk
Postado em 05 de julho de 2016
O tecladista Júnior Carelli, do SHAMAN e NOTURNALL, fala em entrevista exclusiva ao Heavy Talk sobre de que forma é possível viver de música nos dias atuais e sobre empreendedorismo no meio artístico. Abaixo você pode assistir ao vídeo ou ler trechos da entrevista.
[Heavy Talk] Hoje em dia pra uma banda de metal, como existe uma crise geral, há muito corte de gastos. Tem sido comum as bandas não terem mais condições de manter um tecladista e trocam por um notebook. O que faz a diferença para um tecladista não perder o emprego em uma banda e conseguir se destacar?
[Juninho Carelli] Se o cara for esperto, ele que gravou aquele som no notebook e já ganhou uma graninha ali. O tecladista no rock é essencial e as pessoas não enxergam isso. Porque o rock é guitarra, o visu principal do rock é na guitarra. A partir do momento que você consegue se descolar disso e acabar sendo um frontman, um cara que tem linhas principais na música, um cara que se destaca também pelo visual que passa, pois o público se impressiona com o visual. Não é só aquele cara que fica no fundo parado... Você vê o Fábio Laguna, é um cara que se mexe, tem aquele teclado de molas... Então você vê que os tecladistas que se destacam não se destacam unicamente pelo som. É um conjunto de coisas como qualquer guitarrista. Você vê um guitarrista tocando sentado e parado é diferente de ver um cara que tá agitando. Então acho que a história é a mesma.
E engraçado você tocar nesse assunto, porque eu estou desenvolvendo com a produtora um congresso que é para os músicos, não só do metal, do Brasil inteiro. Os caras que já vivem de música de alguma forma. Por exemplo, eu vivo de música e tenho a produtora. Minha vida é dividida em duas. A gente tá fazendo esse congresso pra mostrar para os músicos que não é só tocar. Por exemplo, o Mike Orlando já deu entrevista pra gente. Um dos 100 guitarristas mais importantes do mundo não vive só de guitarra, ele mixa na casa dele. Então a gente tá fazendo esse congresso para as pessoas terem acesso a esse tipo de informação, e saberem que os ídolos delas não são glamourizados pra caralho. Às vezes o cara se fode pra trampar em outras coisas relacionadas à música pra fazer uma grana. A gente tá dando grandes exemplos para as pessoas conseguirem viver mais de música e pararem de pensar que querem ser o Metallica. O Metallica hoje em dia só o Justin Bieber vai chegar lá.
Para ler a entrevista completa, acesse:
http://www.heavytalk.com.br/2016/06/entrevista-juninho-carelli.html
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