Neil Young: catálogo está de volta ao Spotify (e números sobre o streaming de música)
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Postado em 05 de novembro de 2016
Uma das ausências mais sentidas no Spotify junto com King Crimson e Prince, o músico canadense Neil Young acertou as pontas com o serviço de streaming e recolocou o seu catálogo no app nesta sexta, para alegria de seus fãs e de quem gosta dos bons sons.
O consumo de música através do Spotify e opções semelhantes como Apple Music, Deezer, Pandora e outros aumentou 58% no mercado norte-americano no primeiro semestre de 2016, ultrapassando a audiência do YouTube, líder em popularidade até então.
No total, foram mais de 114 bilhões de músicas acessadas nesses serviços entre janeiro e junho de 2016. Já os vídeos somaram 95 bilhões de reproduções, considerando YouTube, Vevo e similares. Os streamings de vídeo aumentaram 23% em comparação com o resultado de 12 meses atrás.
O aumento no consumo de música nos EUA aumentou em 6,5%, apesar das vendas de CDs terem caído 11%, enquanto as digitais diminuíram 17%. Ou seja, os serviços de música online não só compensaram essas perdas como ajudaram a indústria a aumentar seu alcance, auxiliada também pelas vendas de vinis, que aumentaram em 17%.
Com mais de 30 milhões de assinantes, o Spotify é o serviço de streaming de música mais popular, com o dobro do que possui a Apple Music em número de pagantes. As duas empresas estão em batalha por conta da imposição da Apple em limitar os pagamentos in-app do iOS apenas ao sistema dela própria, o que causou a recusa de uma atualização do app do Spotify na App Store.
Apesar da diferença de popularidade, é bom salientar que o aplicativo de origem sueca já opera há quase oito anos na Europa e chegou aos EUA em 2011, enquanto a Apple Music completou um ano do lançamento recentemente. E, apesar da maior popularidade, o Spotify ainda opera no vermelho, principalmente por causa dos caros royalties que precisa pagar pelas músicas do catálogo reproduzidas pelos usuários. As perdas do serviço atingiram US$ 195,7 milhões no ano passado.
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