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Ayreon: Eu queria algo mais voltado à guitarra desta vez (Arjen)

Por Carlos Garcia
Fonte: site Road to Metal
Em 14/05/17

No fim de semana passado, 06 de maio, o site Road to Metal pode conversar com Arjen Lucassen a respeito do seu novo álbum do AYREON, o duplo "The Source", onde ele retoma o tema ficção científica e a saga "Forever", a qual os fãs que acompanham o projeto mais famoso do músico conhecem bem, e desta vez, a história do álbum conta o início de tudo. O próprio título, "The Source" (A Origem), faz referência a isso, tendo também vários significados, como os mistérios quanto a origem da própria raça humana e a estreia desse recomeço do AYREON em uma nova gravadora.

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Para este álbum Arjen contou com um time incrível de vocalistas (como RUSSEL ALLEN, JAMES LABRIE, HANSI KÜRSCH, TOBIAS SAMMET), muitos que já haviam trabalhado com ele antes, e também traz uma roupagem mais pesada e direcionada à guitarra, mas claro, também possui todas aquelas nuances de Progressivo, Folk, Classic Rock e alguns outros elementos com os quais o músico sempre está surpreendendo. O álbum também segue uma linha mais tradicional, com melodias marcantes e refrãos, pois o álbum anterior do AYREON, "Theory of Everything", o músico experimentou uma linha diferente, fugindo da forma convencional, não tendo refrãos ou trechos que se repetem.

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Confira um pouco do que Arjen contou na entrevista:

RtM: Sobre o álbum, gostaria que você falasse um pouco sobre o título, "The Source" ("A origem", ou "A Fonte"), o qual possui muitos significados implícitos.
Arjen: A principal referência é a fonte da humanidade, de onde viemos, e neste caso, a fonte, a origem da "Forever Race", e também a respeito da água, que é uma grande parte nisso tudo, pois vem dela a origem da vida. Também é a substância "Liquid Eternity", que está nesta história, também citada como "The Source". Então, temos várias referências.

RtM: É um álbum também mais pesado, com ais guitarras do que os trabalhos anteriores, o Ayreon "Theory of Everything" e o The Gentle Storm. Você sentiu necessidade de fazer algo mais nessa linha, mais "heavy", depois desses álbuns?
Arjen: Sim, eu acho que cada álbum que faço, é uma reação ao anterior. Sempre quero fazer algo diferente, ter um contraste, e basicamente manter o interesse para mim mesmo, e também para as outras pessoas. Naturalmente, "Theory of Everything" é um álbum mais progressivo, mais orientado ao teclado, e The Gentle Storm (composto em conjunto com Anneke Van Giersbergen), um álbum mais feminino, uma história de amor. Então desta vez eu queria voltar à ficção científica, e algo mais orientado à guitarra, mais pesado.

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RtM: Não é uma regra pra você, que não gosta de se limitar, ou colocar algo como definitivo, mas se logo após um álbum de Ayreon surgisse inspiração para um próximo álbum do projeto, você faria ou guardaria a ideia para mais tarde, e procuraria compor para outro projeto?
Arjen: Boa pergunta! Não funciona desta maneira pra mim, a inspiração vêm, e eu não tenho ideia do que vão se tornar. Basicamente, eu comecei este projeto como um álbum solo, mas quando ficou muito pesado para isso, eu pensei que talvez poderia ser um novo Star One, mas depois partes mais folk vieram. Não é algo como "oh, esta ideia não cabe no projeto, vou salvá-la", sempre eu uso todas as ideias que eu tenho, eu pego cerca de 50 ideias, e em algum ponto, quando começo a gravar, vou transformando-as, e cerca de 60 por cento eu descarto, não guardo para outros projetos, as tiro fora e deleto. Seria confortável usar essas sobras, mas eu tenho aquele sentimento de querer sempre usar o melhor do melhor.

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Confira a entrevista completa no link abaixo:

http://roadtometal.com.br/2017/05/entrevista-arjen-lucassen-fonte.html

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Sobre Carlos Garcia

Antes de tudo sou um colecionador, que começou a cair de cabeça no Metal e Classic Rock quando o Kiss esteve no Brasil em 1983, a partir daí não parei mais. Criei fanzines, como o Zine Barulho, além de colaborar com outros zines e depois web zines e sites, como os saudosos Metal Attack e All the Bangers. Atualmente sou um dos editores e redator do Road to Metal. O melhor de tudo são as amizades que fazemos, além do contato e até amizade com alguns de nossos heróis.

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