Smashing Pumpkins: "A vida é muito boa, sou abençoado e feliz hoje"
Por Brunelson T.
Fonte: Rock in The Head
Postado em 09 de novembro de 2017
O frontman do SMASHING PUMPKINS, Billy Corgan, foi convidado em uma nova entrevista para a Radio NZ e foi perguntado se ele acha que está em um bom lugar agora na sua vida - ou se ele está lidando com algum tipo de depressão com a morte de Chris Cornell.
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Jornalista: Você falou abertamente sobre batalhas com depressão através da sua vida e uma das coisas que me impressionou depois do que aconteceu com Chris Cornell, foi que ninguém é imune a isso. A idade e o status não são defesas contra uma grave depressão e com base nisso, você sente que está em um bom lugar hoje, Billy?
Billy Corgan: Sim, eu tive um filho e ele tem quase dois anos agora... Eu não diria que ele mudou a minha vida, mas ele certamente foi aprimorando as minhas prioridades e sim, a vida é muito boa e sou abençoado, feliz e me sinto muito bem hoje.
Jornalista: A depressão é um grande problema no negócio da música, pois pode levar a certos artistas pensarem que se você não está no topo, não é nada.
Corgan: Sim, é um negócio muito difícil e eu digo isso com humildade, porque é a mesma razão pela qual vamos ao cinema. Gostamos da fantasia que o cinema nos proporciona, mas nem sempre queremos saber o quanto essa fantasia custou - financeiramente e emocionalmente falando. Agora, nas notícias do dia a dia há um enorme escândalo de abuso sexual em Hollywood acontecendo e você fica ouvindo essas histórias horríveis sobre jovens vulneráveis, ou alguém na faixa dos 30 anos que está sendo colocado nessa posição.
Há um poder e um lado adormecido em Hollywood que você ouve alguns sussurros e sabe que existe em algum lugar, mas você nem sempre sabe de onde vem. É muito, muito difícil porque você sabe que nem sempre é uma coisa fácil de se dirigir ao público e dizer: "Olá, você pode suspender a sua fantasia por um minuto e me deixar falar sobre o custo real e emocional quando estamos em turnê com uma banda?"
Deixe-me falar sobre o custo real que este sonho do rock’n roll teve na minha vida...
Quando eu era mais jovem, tive dificuldade em entender por que as pessoas não eram mais empáticas e sempre me diziam: "Bem, você é um cara sortudo". E eu sempre pensava: "O que isso significa? Consegui por sorte? Então as pessoas começam a me perseguir e eu só preciso ligar para a polícia e deu? Está tudo certo então?"
Eu tive dificuldade em envolver a minha cabeça com o que aprendi ao longo do tempo e em certas ocasiões as pessoas estavam certas - eu tive sorte. E nem sempre é para ser público o que essa luta significa, porque na essência e de forma equitativa, todos lutam. Como você estava falando antes, todos atravessam por lutas, todos atravessam pela depressão e tentam dizer que a sua luta é mais valiosa ou mais profunda que a minha ou de outra pessoa? É aí que o negócio fica um pouco estranho, sabe?
Então, é preciso andar numa linha interessante onde você precisa ser você mesmo. Você deve saber quem está com você no seu negócio e não pode deixar a estranheza do negócio chegar até você. Ao mesmo tempo, você não pode esperar que as pessoas lhe entendam, porque provavelmente é muito difícil para elas se relacionarem/entenderem o seu negócio como algo que vem do seu interior para fora.
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