Maldita: Faixa a faixa do álbum Paraíso Perdido
Por Vidaut Campos
Fonte: blog o Povo
Postado em 20 de dezembro de 2017
Press-release - Clique para divulgar gratuitamente sua banda ou projeto.
Há 10 anos, a banda carioca Maldita fincava seu nome no rock industrial independente. Depois de 53 shows tocando o disco de estreia Mortos ao Amanhecer (2005), o grupo entrou em estúdio para gravar Paraíso Perdido. Produzido por Pedro Burckhauser, o álbum se fez político ao lançar o clipe documental de Bastardos da América, gravado na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro.
Paraíso Perdido foi mixado em Nova York, nos Estados Unidos, pela Sterling Sound. A casa tem no catálogo trabalhos de bandas como My Chemical Romance, Imagine Dragons, Cage the Elephant e Arcade Fire. Com referências de Rammstein, Nine Inch Nails, System of a Down e Megadeth, a Maldita entregou um disco pautado no universo do personagem Coágula, conhecido dos fãs, mas com interferências do mundo que o cercava.
"Coágula permanece como relator, assinando o que se lê e o que se repudia. Transcreve o que absorve, alimenta-se e expele", descreveu a banda na ápoca do lançamento. De lá pra cá, a Maldita lançou os álbuns Nero (2010) e Estranhos em Uma Terra Estranha (2016), além do EP Montagem, lançado em 2012. Ao blog, o vocalista Erich (Coagula) Eichner comenta faixa a faixa o disco lançado em 2007.
Faixa a faixa: Paraíso Perdido (2007) – Maldita
Por Erich Eichner
"Paraíso Perdido, faixa-título do álbum, é uma referencia ao livro de John Milton de 1667 situada em tempos modernos. A música conta o início da trajetória do personagem central do álbum, Coágula, e sua sede de vingança. "Minha vingança não vai ter fim", por todos aqueles que o traíram quando voltarem para casa, o deixaram para trás, no inferno".
"Santos e Pecadores fala sobre os seres humanos e as diferentes formas de indulgências que nutrem os seus corpos e os afastam de suas almas. Aqui temos uma lista de atos hedonistas como o sexo sem limites, o abuso de substâncias alucinógenas e o prazer alcançado através de posses materiais como formas de encontrar a iluminação".
"Passivo/Agressivo é a primeira balada do álbum. É uma distopia envolvendo o relacionamento humano entre o homem e a mulher. – "O amor em seu estado desprezível, o homem é um monstro e a mulher é horrível" – Originalmente a música iria se chamar ‘Ejaculação’ e era para ser uma balada romântica".
"Coágula é uma música de atmosfera obscura e ralentada, na qual podemos acompanhar o processo de transformação de Cóagula à medida que ele localiza e executa de forma atroz aqueles que o deixaram para trás no inferno. No final temos uma mudança melódica na música que simboliza um novo amanhecer e a metamorfose dele em algo maior, porém ainda assim detestável. – "Não se preocupe, se você fosse eu, você também se odiaria, feche os olhos para não ver a visão de um mundo superior'".
"Bastardos da América. Essa música de refrão pegajoso – "Nós somos todos bastardos da America, nós também somos filhos do Senhor" – é diferente de todas as demais do álbum e é uma crítica não somente aos Estados Unidos, mas também àqueles que criticam o país pois não deixam de ser dependentes da sua indústria capitalista. No final uma mensagem sarcástica para nós Brasileiros: "Nossa alma não mais ser odiada pelo Vaticano, nós somos Sul Americanos".
"Anjo. A segunda balado do álbum, fala sobre o abuso de poder e da inocência. Uma visão apocalíptica de alguém que através do sofrimento encontrou o renascimento que não tem mais nada a perder – "Eu quero que o mundo morra, para mim tanto faz, por que eu me tornei um Anjo e eu sei que sou capaz'".
"Embaixadores da Carne do Amanhã (e lembranças do passado) tem um vídeo clipe em formato de documentário e de cunho político que nos traz uma visão niilista do mundo em que vivemos. O caos, a discórdia, a dor e a humilhação são todas as formas que encontramos de expressar o amor por nós mesmos e pelo planeta terra. A cada palavra e a cada riff de guitarra podemos sentir uma vértebra de nossos frágeis corpos sendo esmagadas".
"Oblívio é a queda no vazio após toda a destruição vivenciada nas últimas três faixas. É curioso, mas oblívio é uma música obscura que nos leva para as regiões abissais do fundo do mar (ou seria o nosso próprio inconsciente) porém no meio temos uma virada onde essa escuridão se reverte em luz, e temos a letra mais esperançosa do álbum".
"Presença de Espírito. Aqui mais uma vez nos deparamos com Coagula e sua visão de um mundo repleto de seres desprezíveis e a Vingança, o Desprezo e o Masoquismo como os sentimentos mais nobres da raça humana. "Esporra, arranque, fode, morde escalpela e destrói, maltrate as impurezas, me odeie me jogue no chão". Tudo isso em uma frase só, então vocês podem imaginar…"
"Moribunde. Um novo personagem introduzido na história, ele representa o prazer hedonista de se revelar contra o sistema em especial através do abuso de substâncias entorpecentes e ilícitas. A música contém samples do filme Cabo do Medo no momento em que Robert de Niro está tendo um surto psicótico. A paranoia, a psicose e o desprezo pelas autoridades são todos temas que representam a entidade sórdida que é Moribunde".
"Seu Deus (A Lei do Eterno Retorno) é uma crítica a todas as religiões monoteístas recheada de samples de cultos religiosos que beiram o humor negro devido a falta de escrutínio moral com que certos líderes religiosos conduzem a sua máquina de extorsão dos fiéis que não cessam de se multiplicar pelo Brasil".
"Tempo Perdido. Essa música encerra o ciclo das últimas quatro músicas e o título nos remete ao início. Nela temos trechos das músicas Embaixadores da carne do amanhã e Paraíso Perdido nos levando a uma espécie de síntese de tudo o que aconteceu até então e um prelúdio para o fim do álbum que se aproxima".
"Solvente é uma balada psicodélica com guitarra marcante elementos de música indiana. Essa música fala sobre as cicatrizes deixadas pela vida e a incapacidade de voltarmos a sermos o que já fomos um dia em decorrência das transformações que sofremos. Solvente também é uma metáfora para a dicotomia entre corpo e alma e a visão que temos de nós mesmos em oposição a realidade".
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
"O Sabbaticus é a última transformação suprema de Coágula. Uma criatura que aparentemente não tem mais nenhuma característica humana, assim como nenhuma emoção. A música é a mais acelerada e pesada de todo o álbum representando essa pulsão selvagem. Entretanto, podemos perceber um paradoxo na melodia do refrão que é doce e repleta de esperança. Porém no fim a conclusão de que o caminho é irreversível: "Sem corpo, sem alma e sem coração, não me restaram olhos para enxergar a emoção".
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Luis Mariutti se pronuncia sobre pedidos por participação em shows do Angra
Músicos da formação clássica do Guns N' Roses se reúnem com vocalista do Faster Pussycat
ZZ Top confirma três shows no Brasil em novembro
Jessica Falchi critica sexualização da mulher na guitarra: "Não me verão tocando de biquíni"
Black Sabbath "atrapalhou" gravação de um dos maiores clássicos da história do rock
O produtor que decepcionou o Black Sabbath: "Iommi ficou incrivelmente desapontado"
Paul Di'Anno diz que Iron Maiden ficou pretensioso demais na fase de "Killers"
O riff do Black Sabbath que Geezer Butler disse ser o mais pesado que já tinha ouvido
A banda responsável por metade do que você escuta hoje e que a nova geração ignora
A música tocante do Dream Theater inspirada por drama familiar vivido por James LaBrie
O álbum que melhor sintetiza a proposta sonora do AC/DC, segundo Angus Young
Por que o Lollapalooza parece ter "só bandas que você não conhece", segundo o Estadão
O melhor álbum da banda Death, segundo o Loudwire
Frodo não aguenta mais ouvir "Enter Sandman", do Metallica
8 bandas de thrash metal técnico severamente subestimadas, segundo a Loudwire
"Eu não acredito em Deus, mas ele conta ótimas histórias", diz Bruce Dickinson
O profundo significado do enigmático refrão de "Ouro de Tolo", clássico de Raul Seixas
O disco mais subestimado de todos os tempos, na opinião de Dave Mustaine




