Smashing Pumpkins: por que eles devem se reunir em 2018?
Por Brunelson T.
Fonte: Rock in The Head
Postado em 19 de janeiro de 2018
Vamos encarar os fatos. No clima musical atual, cada vez menos novas bandas alternativas surgem no meio do caminho e que realmente lhe cativam ao seu verdadeiro núcleo, sendo que há muita coisa em jogo que podemos apontar para alguns fatores determinantes.
Smashing Pumpkins - Mais Novidades
Por um lado, a indústria da música está muito longe do que era e somente no auge da década de 90 era onde (também) brotavam sinceras bandas, quando mais parecia que o próximo grande grupo ou um novo álbum surgia quase que semanalmente.
Eram pequenos intervalos de atenção, sob um fluxo de demanda incessante numa variedade de mídias e estilos de banda. Sem dúvida, todos desempenharam um papel fundamental para aquela época de ouro, mas seja o que for, desde o século atual o rock está plastificado e artificial (salvo algumas exceções).
O que precisamos desesperadamente mais do que qualquer coisa agora no mundo do rock e na música alternativa é um grande espetáculo. Algo para virar as coisas de cabeça para baixo e voltar à atenção para a glória da música rock.
Precisamos de um campeão. Precisamos de um herói! Atualmente, mais do que tudo, precisamos da volta da formação original do SMASHING PUMPKINS.
Não me interpretem mal, mas Billy Corgan (frontman) tem sido um dos nomes mais prolíficos do rock na última década. Desde 2007, quando o SMASHING PUMPKINS retornou do seu hiato (separado desde 2000), eles explodiram novamente à cena com o seu 6º álbum de estúdio e o mais pesado de toda a sua discografia, "Zeitgeist", com somente Corgan e o baterista Jimmy Chamberlin como membros originais.
Em 2009, Chamberlin pediu para sair da banda amigavelmente e com um elenco rotativo de músicos em diferentes graus de aclamação da crítica, o SMASHING PUMPKINS lançou mais 02 discos, "Oceania" (2012) e "Monuments to an Elegy" (2014). Lembrando que mesmo assim, estes 02 últimos álbuns também foram aclamados pela crítica especializada e obtiveram algumas das análises mais fortes e positivas desde os discos lançados nos anos 90. Foi uma boa corrida de retorno para o SMASHING PUMPKINS e se você pesquisar a opinião da maioria das bandas deste século, elas assinaram embaixo quanto a qualidade dessa última trinca.
Corgan não precisa – e nunca fez – ceder a nada perante aos críticos. Qualquer um com metade de uma boa orelha atesta que o homem é um dos maiores compositores de sua geração, mas há algo sobre este fascínio de banda original semeada pelos fãs que o catapulta para outro nível. Mesmo que o grande Jimmy Chamberlin - e na minha medíocre opinião, um dos melhores bateristas do rock de todos os tempos – tenha estado na banda destruindo a bateria como um gorila do rock’n roll quando retornaram do seu hiato, ainda era apenas 50% da formação clássica.
Lembrando que Chamberlin retornou à banda em 2015!
Chegou a hora de Billy Corgan, Jimmy Chamberlin, James Iha (guitarrista) e D'arcy Wretzky (baixista) deixarem para trás as suas desavenças e de uma vez por todas dar aos fãs o que tanto desejam: uma reunião completa! As sementes de uma reunião parecem terem sido plantadas com o guitarrista James Iha fazendo 03 aparições nos palcos em shows da banda no ano de 2016.
O próprio Corgan até alimentou fogo com comentários de que as relações deturpadas entre os membros da banda eram agora uma coisa do passado. Sobreviventes do grunge como o PEARL JAM, ALICE IN CHAINS e o STONE TEMPLE PILOTS (até recentemente o SOUNDGARDEN também), eles conseguiram manter vivo o sonho do rock alternativo, com o FOO FIGHTERS, RADIOHEAD e o QUEENS OF THE STONE AGE também assumindo o posto.
Ou seja, não há melhor momento para que isso aconteça com o SMASHING PUMPKINS.
Abrindo um parênteses agora (desabafo): queria tanto que Chris Cornell estivesse entre nós para encorpar a turma citada acima, mas infelizmente ele levou consigo ao túmulo o SOUNDGARDEN, AUDIOSLAVE, TEMPLE OF THE DOG e os lampejos que o MAD SEASON estava novamente fornecendo...
SMASHING PUMPKINS eram mágicos. Eles ainda ressoam nas rádios alternativas mundo afora e se eu ganhasse R$ 1,00 por cada vez que as clássicas músicas "1979", "Today" ou "Zero" foram tocadas na rádio, eu conseguiria comprar muitos presentes para o Natal (citei somente 03 canções, ok?) Os 03 primeiros álbuns da banda são clássicos do rock alternativo – e por quê não do grunge também? Eles são obrigatórios para os fãs do gênero e da música em geral.
Mesmo reconhecido na história do rock, o SMASHING PUMPKINS não experimentou a mesma explosão e choque cultural que o NIRVANA proporcionou na época e que será relevante até o fim dos tempos – não concorda sobre o NIRVANA? Pergunte a Paul McCartney como um beatle foi parar no line-up da banda então?
Voltando ao tema acima, darei o fato também de que eles não receberam na mesma proporção aquela enxurrada de holofotes e flechadas da mídia do ponto de vista social a la PEARL JAM e NIRVANA. Mas quem se importa? O negócio é e sempre deve ser sobre a música, ponto final! Os seus álbuns foram paixões súbitas que pescaram cada adolescente que viveu essa última explosão na história do rock que foi os anos 90.
E sobre a sua personalidade? Corgan era um louco controlador? Talvez, por mais que flutuem informações de que ele gravou todas as linhas de guitarra e baixo nos 02 primeiros discos, mas alguém fala mal de Dave Grohl? Dave foi louvado por ter gravado todos os instrumentos no álbum de estréia do FOO FIGHTERS, certo? E por acaso foi infame por sua atitude e manipulação na gravação da bateria em seu 2º disco?
De novo sobre Corgan: as suas ações foram mal-intencionadas? Duvidoso... O cara começou a criar algumas das canções rock mais viciantes e reconhecidas instantaneamente do seu tempo - e ele conseguiu! Toda banda possui um capitão, assim como qualquer time esportivo, e Corgan fez o que ele achou certo para a banda e a prova está na história. Com o benefício do retrospecto, Billy Corgan de 2017 não é o mesmo Billy Corgan de 1997 – assim como nem os outros membros são as mesmas pessoas que eram há 20 anos atrás. O tempo cura todas as feridas e o SMASHING PUMPKINS ainda tem a chance de proporcionar tanta alegria, ousadia e um som estridente para a faceta do rock, que os fãs e os seus mentores iriam agradecer por mais esse fôlego para o rock’n roll.
Então, vamos plantar mais 01 rock no mapa, porque essas músicas significam muito para tanta gente... Elas são muito boas para não serem mais tocadas pelos seus criadores originais.
Nada é garantido e o amanhã não é exceção - não existe tempo real como o presente. Então, vamos dar aos fãs do rock o que eles realmente querem: a reunião original do SMASHING PUMPKINS para 2018!
Luis Alberto Braga Rodrigues | Rogerio Antonio dos Anjos | Everton Gracindo | Thiago Feltes Marques | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A maior banda do Brasil de todos os tempos, segundo Andreas Kisser do Sepultura
Guns N' Roses anuncia valores e início da venda de ingressos para turnê brasileira 2026
Regis Tadeu esclarece por que Elton John aceitou tocar no Rock in Rio 2026
O disco do Dream Theater que Felipe Andreoli levava para ouvir até na escola
A banda que Ritchie Blackmore se envergonha de ter feito parte; "Você aprende com os erros"
As 3 bandas de rock que deveriam ter feito mais sucesso, segundo Sérgio Martins
Hall da Fama do Metal anuncia homenageados de 2026
As cinco melhores bandas brasileiras da história, segundo Regis Tadeu
O álbum de Lennon & McCartney que Neil Young se recusou a ouvir; "Isso não são os Beatles"
Os melhores covers gravados por bandas de thrash metal, segundo a Loudwire
Queen considera retornar aos palcos com show de hologramas no estilo "ABBA Voyage"
Mantas convidou Cronos para reunião da formação clássica do Venom
A maior canção já escrita de todos os tempos, segundo o lendário Bob Dylan
Os quatro clássicos pesados que já encheram o saco (mas merecem segunda chance)
James Hetfield deu o "sinal verde" para vocalista do Paradise Lost cortar o cabelo nos anos 90
O único membro do Iron Maiden que recusou convite para banda e único a ter 2ª chance
Produtor do álbum de David Gilmour não sabia quem é Richard Wright
A música da Legião Urbana que Renato Russo fez para seu último namorado

Billy Corgan elege a banda de rock mais influente do século 20 depois dos Beatles
Smashing Pumpkins anuncia edição de 30 anos de "Mellon Collie & The Infinite Sadness"
Smashing Pumpkins: O dia que Billy Corgan reclamou de tocar após o Judas Priest


