Documentário: Rock interdependente brasileiro; Uma visão subjetiva

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva, Fonte: Imprensa do Rock, Press-Release
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O baixista Daniel Meneses, da banda ROCCA, aproveitou uma turnê da sua banda pelo Brasil para filmar o documentário "Rock interdependente brasileiro: Uma visão subjetiva", lançado em 21 de fevereiro no YouTube. No filme, Daniel transcende as questões de sua própria banda, abordando temas e desafios de qualquer artista que trabalhe com música independente no Brasil inteiro. Para qualquer pessoa que invista no mercado brasileiro de música independente, aquela que nem sempre está na mídia, mas que rala para fazer a sua própria mídia, não importando exatamente o estilo (do mais pesado ao mais experimental) é muito fácil de se identificar. Em entrevistas com integrantes de bandas como RELESPÚBLICA, EGO KILL TALENT, FAR FROM ALASKA SUPERCOMBO, MEDULLA e o guitarrista Edgard Scandurra, do IRA, o músico e filmmaker colheu depoimentos contundentes sobre a cena como um todo e em cada parte.

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Funcionando mais que uma fotografia, uma snapshot da situação atual, mas também como um manifesto de mobilização, reconhecendo atuais dificuldades, mas apontando caminhos para o futuro, é possível ouvir os entrevistados em declarações como "O rock não tem a mesma força de transformação, de mudança... O rock ficou muito parado esperando que as gravadoras fizessem alguma coisa pelo rock". "Muitas cabeças boas da música estão indo pro rap e não estão indo pro rock", diz Edgard Scandurra, do IRA.

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"Não se pode esperar o investidor uma gravadora. Isso fez com que as bandas meio que aprenderam a trabalhar melhor. Tem show? Não tem, a gente vai lá e faz o nosso show. Não tem gravadora pra gravar, a gente mesmo lança os nossos discos", conclama um dos entrevistados. "Tem coisa boa mesmo. Você pode até não gostar, mas você pelo menos respeita", diz outro. "O que é uma cena? uma cena é todo mundo trabalhando em prol de uma parada. A gente tenta fomentar isso essa coisa. Não é cada um ficar no seu quarto, com a sua banda", é a mensagem de Jean Dollabella, da EGO KILL TALENT e ex-Sepultura. "Cenas locais fortes fazem com que todas as bandas possam circular em todas as cenas", ele conclui.

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De fato, quem trabalha neste meio, hoje, sabe que "o trabalho por trás de um show de uma banda de rock é como de uma indústria gigantesca. Você tem que saber um pouco de tudo. O show é 20%. Os outros 80% são tudo o que você precisa fazer antes de fazer um bom show". E com o advento da Internet, é fácil concordar com Raony, do MEDULLA. "As gravadoras tinham as prateleiras. Agora todo mundo tem as prateleiras".

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E você, que tem uma banda ou apoia o movimento de bandas independentes e independentes, como você vê o futuro? Assista ao documentário, faça seus comentários e sinta-se inserido na cena descrita.

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O documentário foi dirigido, filmado e editado por Daniel Meneses, com supervisão de montagem de Léo Mamede (Aaarte filmes) e Roger Capone (Plataforma zero) e supervisão de roteiro de Valdo Siqueira. Confira mais sobre a ROCCA, banda da qual Daniel Meneses é baixista no instagram @roccaoficial e no facebook.

http://www.facebook.com/roccaoficial

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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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