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Holdark: a cultura pagã do Viking Metal no Brasil

Por Leonardo M. Brauna
Fonte: Holdark
Em 10/06/18

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O Paganismo no Rock não é novidade, dezenas ou até centenas de bandas obscuras já faziam isso desde os anos 60 apoiadas por um público peculiar, mas nos anos 70 nomes como Led Zeppelin e Black Sabbath levaram o assunto para dentro da mídia e se deram bem.

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Com o passar dos anos mais bandas surgiram adotando temas fiéis à cultura antiga de muitos países, sobretudo a Escandinávia que é o bloco de nações descendentes dos Vikings. As aventuras dos conquistadores nórdicos rederam mitos que chegaram ao Metal Extremo pelas mãos do sueco THOMAS QUORTHON, saudoso mentor do BATHORY que, através do álbum "Hammerheart" (1990), entregou ao universo Metal a obra definitiva do Viking Metal.

O estilo que surgiu na Suécia, chegou ao Brasil e bandas como a HOLDARK se empenham na proliferação dos encantos e magias do Pagan/Viking Metal, através de músicas objetivadas em seus ares. Formada por LUCIANO SCANHOELA (vocal e guitarra), FRANCISCO VIDAL (guitarra), HUMBERTO MASÇAU (baixo) e WENDEL RODRIGUES (bateria), a banda se prepara para lançar o primeiro full length após a publicação de seu segundo single, "Glorious Hammer". Vamos saber mais sobre esse quarteto de Tatuí/SP que, depois do lançamento do lyric video de "Fly My Ravens", começou a pavimentar a sua estrada com visibilidade e aceitação do público underground.

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Pelo nome, quando a banda se chamava "BAPTISED IN ICE" a temática já se baseava na cultura viking, correto? Como surgiu essa paixão?

Holdark: Sim, a 'BAPTISED IN ICE' era puramente Viking Metal e naquela época nós éramos fortemente influenciados pelo BATHORY, tanto que o nome da banda veio da música 'Baptised in Fire and Ice' do clássico 'Hammerheart'. Como sempre, gostamos de temas medievais, a paixão surgiu em ver bandas unindo o metal a estes temas.

Até quando durou a Baptised In Ice? Houve algum registro dela?

Holdark: Ela durou uns onze anos, mais ou menos, durante esse tempo gravamos três Eps, 'Trail of Valhala' (2001), 'WodenSons' (2002) e 'Frozen Heart' (2006). Também gravamos o álbum 'Ironhorn' (2010) que não chegou a ser lançado oficialmente, mas foi disponibilizado para download na internet.

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Para a Holdark as coisas ainda estão acontecendo, pois como foi formada em 2017 e até agora lançaram apenas um single, acredito que haja um bom número de músicas prontas para estrearem.

Holdark: Formamos a Holdark no início de 2017 e trabalhamos três músicas, sendo que duas escolhemos como single para serem lançados antes do álbum, e com isso vamos divulgando nosso trabalho aos poucos. Agora estamos em fase de composição das músicas para este primeiro álbum, das que irão entrar nele temos quatro prontas, este álbum terá mais ou menos onze músicas.

O single "Fly My Ravens" traduz um pouco da proposta sonora da banda, mas para quem curte Viking e Pagan metal não é comum ouvir músicas com menos de três minutos de duração. Vocês já falaram na imprensa que esta será uma das características da HOLDARK em um full length. Às vésperas de lançar um novo single, vocês ainda pretendem compor músicas curtas?

Holdark: Normalmente elas estão saindo desta forma porque estamos conseguindo passar a mensagem em curto tempo, também tem a questão de que é mais fácil para as pessoas ouvirem o som inteiro já que a HOLDARK é nova ainda, o nosso álbum sairá mais nesta característica porque está rolando naturalmente, mas isso não é uma regra para nós, pode ser que saia alguma composição mais longa se virmos que tenha essa necessidade, estamos gostando do resultado até agora, pois as músicas estão bem diretas e otimizadas. Não temos muito essa de seguir o comum, nem regra nem porra nenhuma (risos), o importante é o som ficar legal e atingir o objetivo de passar a mensagem.

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"Fly My Ravens", que foi publicada no Youtube e nas redes sociais em janeiro de 2018, já conseguiu atrair bom número de fãs à banda e até teve seu lyric video publicado em sites gringos, como o novaiorquino Army Of One TV. A banda chegou a divulgar uma tiragem física desse single em CD-R. Como foi essa distribuição?

Holdark: Ficamos até surpresos com a repercussão quando publicamos a 'Fly My Ravens' porque tínhamos escolhido a música menos expressiva das que tínhamos até então, antes de gravarmos fizemos uma votação e ela ficou por último, aí pensei: será ela então que lançaremos (risos), foi um dos vídeos mais vistos no site Army Of One TV quando foi publicado. Estamos distribuindo conforme estão pedindo, fizemos a versão em CD-R mais para quem realmente tem interesse em acompanhar o nosso trabalho, a distribuição está sendo feita de mão em mão e nos shows da HOLDARK, as pessoas que quiserem adquirir o material podem entrar em contato com a gente.

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Já foi revelado o nome do novo single que se chama "Glorious Hammer", e tudo indica que ele será menos cru que "Fly My Ravens" pelo uso de sintetizadores. No estilo que vocês tocam, ambientar o som é uma prática comum, mas como isso pode ser aplicado à ideia original da HOLDARK?

Holdark: Sim, a nova música que lançaremos se chama 'Glorious Hammer' e ela segue uma linha mais épica, 'Fly My Ravens' e 'Glorious Hammer' são músicas que mostram o lado viking da HOLDARK. A ideia de incluir o sintetizador é para diferenciar mesmo, só estará esporadicamente nas músicas e em algumas partes –, terá características diferentes das usadas atualmente, utilizamos alguns sons incomuns e completamente atemporais, não necessariamente atrelado a alguma melodia da música, mas sim com relação a ideia por trás dela. Nosso som continua crú mesmo com o uso dos sintetizadores, em 'Fly My Ravens' já inserimos o sintetizador de forma sutil no final dela para criar a parte de onirismo que a mensagem da música passa, esta será uma das formas de comunicar a ideia por trás do som, um complemento sonoro que criará esta ponte para o fã.

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Quando falamos dos estilos Pagan e Viking Metal não há como esquecer das bandas escandinavas e do resto da Europa, mas no Brasil crescem os grupos que abordam o mesmo tema. A exemplo disso, o Thorhammerfest, que acontece anualmente em São Paulo desde 2010, vem se destacando como um evento importante no calendário do metal brasileiro. Vocês sentem esse crescimento?

Holdark: Sim, com certeza está crescendo, na época que tocávamos com a BAPTISED IN ICE em 2000 e 2001 diziam que era estranho ver banda brasileira falando sobre vikings, depois surgiram mais bandas abordando o mesmo tema. Música é uma arte livre e você pode abordar o tema que quiser.

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Pode falar sobre as principais inspirações da HOLDARK? Se há um tema central, quais as influências dentro do universo viking e pagão?

Holdark: A HOLDARK não tem um tema central, mas a inspiração primária é a cultura nórdica, abordamos também temas como o universo, natureza e espiritualidade em nossas composições, visando na maioria das vezes, o lado imaterial das coisas como em uma de nossas músicas que estará no álbum, ela se chama 'Other Side of Dimension' e fala sobre mudanças que ocorrem na atmosfera etérea acima da terceira dimensão, ou em outra música como a 'Forever the Stars Will Shine' que fala do momento em que acontece o nascimento de uma estrela no universo.

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Neste período de composição e gravação a banda pensa na agenda, ou pretende apresentar mais músicas ao público antes de cair na estrada?

Holdark: Estamos concentrados na composição de nosso primeiro álbum, em breve lançaremos nosso segundo single 'Glorious Hammer', estamos num passo de cada vez e produzindo material, mas estamos fazendo algumas apresentações enquanto isso.

Obrigado por nos atender. Por favor deixe seu recado aos fãs da banda e Internautas do WHIPLASH.NET.

Holdark: Nós que agradecemos ao WHIPLASH pela entrevista, aos leitores e aos fãs da HOLDARK que estão nos acompanhando nesta jornada. Quem ainda não conhece o nosso trabalho pode conferi-lo em nossa página no Facebook e no Youtube.

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Contato:
https://www.facebook.com/holdarkofficial

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Sobre Leonardo M. Brauna

Leonardo M. Brauna é cearense de Maracanaú e desde adolescente vive a cultura do Rock/Metal. Além do Whiplash, o redator escreve para a revista Roadie Crew e é assessor de imprensa da Roadie Metal. A sua dedicação se define na busca constante por boas novidades e tesouros ainda obscuros.

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