D.E.R.: Música extrema a serviço da raiva
Por Ricardo Cunha
Fonte: Esteriltipo
Postado em 22 de agosto de 2018
A produção independente, sempre sofre a iminência de cair em lugares comuns e saídas fáceis. Quando se trata de música agressiva, extrema e brutal, parece que isso se torna quase impossível de se escapar.
Desordem e Regresso. Esses simples antônimos, do lema impresso na bandeira do Brasil soam clichê em uma banda punk. Mas quando se analisa "quem", "quando" e principalmente "onde" e os "por quês" (sejam juntos ou separados, sejam respostas ou perguntas) vemos algo á mais, diferenciado e repleto em significados.
D.E.R. - Quatro caras oriundos da EZS (Extrema Zona Sul), como eles e amigos chamam a longínqua periferia de São Paulo. O berço, o universo ante-ponte, de onde se vê na neblina das manhãs as torres de aço e vidro do Brooklin, e o alto horizonte cinzento da avenida Paulista.
Que parece intransponível, uma cidade-dormitório de porteiros e domésticas á serviço do mundo pós-ponte. Isolados pelo Rio Pinheiros, como se este fosse um fosso medieval de outro mundo. Eles poderiam só compor sobre temas comuns ao hardcore em geral, como até recorrem a alguns deles.
Como qualquer banda da Inglaterra, Estados Unidos ou qualquer país de economia equilibrada já fez. Ou como inúmeras bandas brasileiras tidas como clássicas já fizeram. Porém aqui a vivência, a experiência e principalmente a sobrevivência tomam um sentido firme quando relacionado com a música que fazem e como a fazem.
Aqui existe o abismo real entre a práxis e a teoria. Entre o "branding" e a cicatriz real que não foi escolhida para enfeitar a pele.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Quando os olhos atrás dos óculos do Thiago se franzem e a boca se abre aos berros, não só um urro sai, mas também o medo e o relato testificado, visto por seus olhos. Da mesma forma que as cordas espancadas por Mauricio e Renato, aprenderam transformar a distorção de precários amplificadores e equipamentos baratos na massa do caos. O mesmo vale para Barata, que emprega na bateria, a velocidade sem freios e desgovernada, de baquetas que não se pode acompanhar á vista, como uma metáfora viva da DESORDEM social.
Por que isto é Brasil. Como dois LPs clássicos, cheio de recortes feios, feitos de um mundo que não se vê na tv em horário nobre. Só que não apresentado pelo Willian Bonner, ou atendido por vítimas de programas assistencialistas. É um Brasil contado e visto de uma forma caótica, violenta, sem filtros.
Que tem cápsulas de munição e cheiro do Pinheiros. Que fala de retrocessos, REGRESSO, que anda para trás. Na contramão da visão positivista da República do passado e do Neo-liberalismo de agora. No sentido inverso do que se esperar das políticas públicas, dos jogos de poder.
Que personifica na forma de uma banda, formada por quatro moleques periféricos "marrons", que contra toda adversidade, e usando a própria, se juntam em fins dos anos 90 para tocar. Um tributo vivo do verdadeiro punk surgido nessa mesma metrópole doentia no pós ditadura militar. E que mostra que mesmo os clichês mais evidentes, podem ser usados, recriados e postos de uma forma criativa, nova, e melhor ainda realista, a serviço da raiva, frustração e excelente música.
Como dito anteriormente, D.E.R é formada por Renato (guitarra), Mauricio (baixo), Barata (bateria) e Thiago (vocal) e tem como principais influências o Hardcore dos anos 80, o Death Metal / Black Metal dos 90 e nomes como Discharge, Bathory, Napalm Death, Repulsion, Assuck e blast-beats!
fonte: D.E.R.- facebook oficial
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Black Label Society confirma shows no Brasil e apresentação exclusiva do Zakk Sabbath
A única banda que uma criança precisa ouvir para aprender rock, segundo Dave Grohl
Ela é vigária, grava com o Dragonforce e quer o Iron Maiden tocando em sua igreja
Joe Lynn Turner conta como foi se livrar da peruca aos 70 anos
O álbum que quase enterrou o Black Sabbath, até que Ozzy voltou e salvou a banda
A banda que Jack Black diz que destruiu o rock por ser grande demais
A atual opinião de Tarja Turunen sobre turnê de reunião com Nightwish e Marko Hietala
Angra confirma mais um show da turnê de 30 anos de "Holy Land", agora em Belo Horizonte
Geddy Lee ficou enojado com bateristas se oferecendo ao Rush após morte de Neil Peart
Ferraris, Jaguars e centenas de guitarras: quando astros do rock transformaram obsessões em estilo
Slayer vem ao Brasil em dezembro de 2026, segundo José Norberto Flesch
Álbum perdido do Slipknot ganha data de lançamento oficial
Saturnus confirma primeiro show no Brasil; banda tem disco inspirado em Paulo Coelho
Rafael Bittencourt, fundador do Angra, recebe título de Imortal da Academia de Letras do Brasil
A curiosa origem do nome artístico de Rafael Bittencourt, segundo o próprio
Bruno Sutter explica porque abandonou carreira de humorista
O gênero musical que Fernanda Lira mais conhece além do heavy metal
Roger sobre cenário dos anos 80: "Antes era todo mundo se ajudando, depois virou competição"
Pink Floyd: os álbuns da banda, do pior para o melhor, pela UCR
The Doors: A mais famosa foto do fantasma de Jim Morrison
A nojenta história do dia que Raul Seixas perdeu prótese dental em hotel antes de show
Hit Parader: Os maiores vocais do Heavy Metal segundo a revista
Duff McKagan: "Nikki Sixx, do Motley Crue, é um gênio!"
Aquiles Priester: os álbuns que marcaram o baterista
