Metallica: a paixão de Lars Ulrich pelo vinil
Por Bruce William
Fonte: Loudersound
Postado em 17 de outubro de 2018
Durante conversa com a Loudersound, Lars Ulrich falou de sua paixão pelo vinil e sobre colecionar álbuns no formato.
"É a coisa do ritual. Correr seus dedos na lateral para abrir o plástico e eventualmente usar a unha pra rompê-lo. Então você abre e vai conferir se tem encarte, esperando ver uma capa dupla. Ao invés disto, você pode apenas ir ao computador e clicar três vezes e ter 140 mil músicas ao seu alcance. Mas é uma coisa completamente diferente. Eu ainda tenho meus velhos discos, de vez em quando dou uma checada neles. Estaria mentindo se não existisse um lance nostálgico nisto, é muito legal poder sentar e ouvir música e estar ali apenas pra isto, pra ouvir música. Quando você está no carro a música é uma trilha sonora de fundo, assim como quando você está cozinhando ou olhando entediado pela janela de um avião. Antigamente você parava, sentava e mergulhava imensamente na música, no encarte com as letras e fotos e deixava de lado as demais coisas da vida, era fantástico".
"Sempre há muitas pessoas que vão no sentido contrário das coisas, então quando algo se torna comum há aqueles que navegam no sentido oposto, esta é a natureza da cultura pop, da humanidade em geral. Hoje em dia a maioria das pessoas ouvem música em MP3 comprimidos nos metrôs, aviões, então a volta do vinil é, em parte, um movimento anti-MP3, há os que querem algo com qualidade sonora melhor, e provavelmente também querem estabelecer uma relação com a música, ao invés de apenas encará-la como trilha sonora de fundo. Não estou dizendo que algo não é válido, mas apenas que eu percebo que muitas pessoas querem vivenciar uma experiência mais profunda com a música. Tenho três filhos, o mais velho adora ir para lojas procurar discos, livros, DVDs, pôsteres, talvez ele seja até mais intenso que eu, que sou ligado apenas nos LPs. Ele vem me pedindo discos de presente em aniversários e datas especiais, e ele tem um aparelho simples de 50 dólares no quarto, onde já aconteceu de eu ir e ouvir um vinil do Radiohead, Artic Monkeys ou Miles Davies, o que obviamente aqueceu o coração de seu pai. Muitos artistas hoje em dia lançam edições limitadas que se tornam ítens de colecionador, parece que não apenas esta coisa está de volta, mas que provavelmente nunca vai deixar de ser assim".
Daí perguntaram para Lars qual o primeiro disco que ele comprou: "Quando eu estava com nove anos, em 1973, meu pai me levou para assistir ao Deep Purple em Copenhagen. No dia seguinte eu saí da escola e fui de bicicleta até uma loja de discos e perguntei o que eles tinham da banda, e eles me venderam o ´Fireball´. Foi ali que tudo começou. Nos anos seguintes eu comprei toneladas de discos de bandas como Sweet, Slade, Status Quo, Deep Purple... muitos singles e 45s... isto entre 1974 e 1977. Depois passei a ouvir coisas como Thin Lizzy, Rainbow Judas Priest, e assim foi".
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