Jake E. Lee: quando ele recusou US$ 10 mil para tocar com George Lynch
Por Igor Miranda
Fonte: NI Rocks / Blabbermouth
Postado em 21 de novembro de 2018
O guitarrista Jake E. Lee (Red Dragon Cartel, ex-Ozzy Osbourne e Badlands) relembrou, em entrevista ao NI Rocks transcrita pelo Blabbermouth, da ocasião em que recusou uma oferta do também guitarrista George Lynch (Lynch Mob, ex-Dokken) para subir ao palco e fazer uma jam com ele. Lynch disse que pagaria ao amigo uma quantia de US$ 10 mil pela performance, mas, ainda assim, ouviu um "não".
Inicialmente, Jake E. Lee disse que não aceitaria colaborar com várias bandas como o vocalista Michael Sweet e o próprio Lynch, que integram diversos projetos idealizados pela gravadora de todos eles, a Frontiers Music Srl. "Não sou esse tipo de cara. Moro em Las Vegas, que tem um grande fluxo de músicos dos meus tempos que se mudaram para cá seja por qual razão. É como um cemitério de músicos antigos. SOu constantemente convidado, pois conheço as pessoas, para fazer jams ou montar uma banda para ganhar dinheiro", afirmou.
Lee pontuou que aceitaria trabalhar em um projeto do tipo se fosse "musicalmente especial". "Eu nunca faria só por dinheiro. Acho que fazer m*rda por dinheiro é um objetivo muito ignóbil, sempre me senti assim", disse.
Em seguida, o guitarrista citou a oferta do amigo e parceiro de instrumento. "George Lynch tocou aqui na cidade há alguns anos. Fui assisti-lo e ele perguntou se eu queria fazer uma jam com ele. Eu disse que não e ele perguntou o motivo. Eu falei: 'porque não quero, me deixa desconfortável'. Ele perguntou qual seria a resposta se ele me oferecesse dinheiro e eu disse: 'isso não faz diferença alguma'. Estabeleci isso para mim há muito tempo: o dinheiro nunca entra se eu não quiser fazer algo. Isso deixa as escolhas mais fáceis para mim", afirmou.
Depois dos primeiros "nãos", George Lynch colocou um valor à mesa, segundo Jake E. Lee. "Naquela noite com George, ele disse: 'te dou US$ 1 mil se você tocar uma música comigo'. Eu disse que não. Ele falou: 'são US$ 1 mil, você nem precisa tocar nada, só suba com uma guitarra'. Eu respondi: 'não ligo, não quero fazer isso, não importa a quantia'. Ele subiu a oferta para US$ 10 mil. 'Vou ao banco e te trago US$ 10 mil para te dar'. Continuei dizendo que não e ele me perguntou se eu era maluco. Respondi que não, apenas que não baseio minhas decisões na quantidade de dinheiro envolvida", disse.
Após reforçar que não trabalha apenas por dinheiro, Jake E. Lee deu outro exemplo - um tanto curioso, diga-se de passagem - para reforçar seu pensamento. "Isso não é anti-gay nem nada, mas se um cara heterossexual diz: 'não sou gay, mas eu chuparia um pênis por US$ 1 milhão'. Se me perguntam: 'você não faria isso?', eu digo 'não'. Não há nada de errado com isso: se eu fizesse, não seria pelo dinheiro. Chupar um pênis não é algo que eu gostaria de fazer hoje, então, não importa se eu receber uma oferta de US$ 1 milhão. É como ser uma prostituta. Se você tira dinheiro disso e está se divertindo, é ótimo. Se é só pelo dinheiro, é indecoroso", afirmou.
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