Dream Theater: Petrucci comenta gravações do novo (e pesado) álbum
Por Kako Sales
Fonte: Rolling Stone
Postado em 24 de dezembro de 2018
John Petrucci detalhou o processo de composição e gravação do décimo quarto álbum dos veteranos do Prog Metal, Distance Over Time, em entrevista para a Rolling Stone. Leia um pequeno trecho abaixo.
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Rolling Stone: O que levou à sonoridade mais pesada e a uma abordagem mais sucinta na composição desse álbum?
John Petrucci: Muito disso deve-se ao fato de que queríamos uma abordagem mais orgânica no processo, e queríamos criar uma situação onde você tem todos os instrumentos ressoando juntos como num tipo de sala de ensaio. E acho que quando você faz isso, a coisa acaba tendendo à criação de uma música mais pesada. Porque você tem o amp da guitarra topado, e aí o Mike (Mangini) ouve o amp do outro lado da sala e responde àquilo em sua maneira de tocar, e aí outro cara da banda ouve o que Mike tá tocando e também responde em sua forma de tocar. Todo mundo interage com o outro musicalmente. E isso torna o álbum musicalmente ainda mais poderoso. Ao mesmo tempo, também sabemos que queríamos fazer um álbum mais curto, com músicas mais concisas. Não queríamos fazer um álbum com apenas três músicas. Queríamos várias. Então mantivemos tudo de forma bastante precisa e focada.
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RS: A sonoridade desse álbum é, de alguma forma, uma reação à extensão de The Astonishing?
JP: Não sei se é bem uma reação. Quer dizer, The Astonishing com certeza foi diferente desse. Foi uma imensa peça conceitual que englobou duas horas e meia de música e demorou três anos entre escrever a história e compor as músicas. A gravação teve uma orquestra inteira e um coral e, tipo, 570 trilhas. E foi composto por Jordan (Rudess) e eu em um local privado, sentados com apenas um piano e uma guitarra, totalmente oposto ao que eu acabei de descrever, que é ter a banda junta em uma sala topando nossos instrumentos. Mas dizer que foi uma reação, eu não diria que isso é totalmente preciso. Foi mais tipo, "Ok, fizemos o que queríamos. Agora vamos fazer algo diferente".
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