Tudo no Shuffle: 5 álbuns para conhecer
Por Guilherme Cardoso
Fonte: Tudo no Shuffle
Postado em 28 de fevereiro de 2019
Na lista de hoje, temos 5 lançamentos de Fevereiro e um álbum esquecido de 2018.
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Banda: Baylies Band
Álbum: Kafkaesque
Lançamento: 14 de Fevereiro
Gênero: Experimental/Art Rock
Para fãs de: The Fall, Phish
Uma banda cujos títulos de músicas são "Mccauley Culkin Stole My Phone" e "I Want to Marry the Prime Minister of Iceland" não pode ser normal. E realmente normalidade passa longe do Baylies Band, banda já com mais de 20 anos de existência que preza pela diversão e pelo experimentalismo.
As músicas da banda basicamente não possuem nenhuma estrutura, são apenas longas jams, com muitos barulhos de fundo, ritmos animados, padrões repetitivos do krautrock, vocais desleixados (semelhantes aos de Mark E. Smith do The Fall - Music, um ícone da música experimental) e letras que muitas vezes se limitam a repetir uma ou duas frases. Aliás, essas letras super simples acabam até grudando na cabeça de tão repetitivas.
O último álbum da banda, "Kafkaesque", passa, em 36 minutos, por 6 músicas (ou jams) divertidas e estranhas.
Banda: Judas Hengst
Álbum: Death Tapes
Lançamento: 15 de Fevereiro
Gênero: Sludge Metal/Post Metal/Post Rock
Para fãs de: Neurosis
Originária de Bremen (Alemanha), Judas Hengst é uma banda de sludge metal imersa na atmosfera melancólica do post-rock.
Os vocais viscerais e ao mesmo tempo carregados de emoção e os riffs sujos de sludge fazem um belo contraste com as linhas etéreas criadas pela guitarra solo.
Banda: Morganton
Álbum: Destroy and Neglect
Lançamento: 8 de Fevereiro
Gênero: Thrash Metal/Hardcore/Death Metal
Para fãs de: Exodus
Morganton é originária de Charlotte, North Carolina. O primeiro álbum da banda, "Destroy and Neglect" lançado recentemente, contém 10 faixas recheadas de riffs implacáveis, especialmente daquele tipo que usa poucas notas mas muitas palhetadas para atingir o ouvinte como um martelo. A faixa título e "Quiet" são os melhores exemplos dos riffs monolíticos da banda.
Além disso, o trio também mistura punk hardcore em seu som, como nas ultras agressivas "Fucked" (belo título de música) e "Scare Tactics". E fechando o álbum, há uma música de 8 minutos quase toda instrumental em que o grupo junta seus riffs avassaladores com solos barulhentos e até guitarras guinchantes meio de black metal. Sobre os vocais, eles não posseum grandes variações mas soam na maior parte do tempo bem mais ásperos e extremos que os da maioria das bandas de thrash metal (em alguns momentos, parecem o ex-vocalista do Exodus, Rob Dukes).
Por fim, o único ponto (quase) negativo do álbum é a produção extremamente crua, que talvez tenha sido uma escolha da banda para soar o mais direta e "próxima" possível do ouvinte. Mas, uma produção melhor talvez fizesse tudo soar mais claro e ainda mais pesado. Mesmo assim, "Destroy and Neglect" merece sua atenção pois é um debut sólido e acima da média e que nos deixa curiosos para ver como a banda evoluirá nos seus próximos trabalhos.
Banda: Push!
Álbum: Dark Dive
Lançamento: 8 de Fevereiro
Gênero: Hardcore/Thrash Metal
Para fãs de: Biohazard, Hatebreed, Iron Reagan
O quinteto português (nem só de Moonspell vive o metal lusitano) Push! lançou recentemente seu terceiro álbum de estúdio. "Dark Dive" irá agradar fãs de hardcore com uma veia metal forte, especialmente de thrash metal. Os riffs são excelentes, trocando um pouco da velocidade do hardcore pelo peso e o groove do metal. E o vocalista frequentemente canta num meio termo entre sua voz normal e sua voz mais berrada, o que é quase um vocal melódico em termos de hardcore.
Banda: Spires
Álbum: A Parting Gift
Lançamento: 28 de Setembro de 2018
Gênero: Progressive Death Metal/Prog Metal
Para fãs de: Between the Buried and Me, Opeth
O último álbum dos ingleses do Spires, "A Parting Gift", é uma aula de Death metal progressivo: denso, complexo, pesado, frágil e belo.
O álbum foi lançado em Setembro de 2018 mas nunca é tarde para descobrir grandes álbuns lançados no ano passado.
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