Mike Mangini, baterista do Dream Theater, fala das dificuldades em substituir Portnoy
Por Igor Miranda
Fonte: Music Radar
Postado em 22 de abril de 2019
O baterista Mike Mangini abriu o jogo, em entrevista ao Music Radar, sobre a dificuldade em substituir Mike Portnoy no Dream Theater. Mangini ocupa a vaga de Portnoy desde a saída do integrante, em 2010.
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Inicialmente, o músico comentou que está em uma "situação sem vitória" no Dream Theater e que está tudo bem para ele. "Aparentemente, nunca vou me livrar do fato de muitos fãs não gostarem, por não ser a formação original. Talvez eu também não gostasse disso se eu fosse um fã", afirmou.
Após demonstrar compreensão, Mangini comentou que seu trabalho está sempre "sob um microscópio". "Estou me acostumando, mas não vou deixar que isso me dite algo para que eu mude tudo. Eu não escolho tocar todas as partes originais de Mike. Fiz algumas mudanças na última turnê e soube que muitos odiaram. Porém, se eu tocar exatamente como ele fez, as pessoas vão me odiar, falam que sou assustador", disse.
O músico contou que é chamado de "esquisitão" quando toca igual a Portnoy, mas sempre que resolve mudar alguma passagem, dizem que ele não é capaz de se apresentar como o antecessor. "Por isso, digo que não há vitória nessa situação. [...] O que me resta é fazer o que acho certo e contar a verdade. Acho que as linhas dele são muito corretas e musicais. Gosto muito. Não acho um pecado gostar das linhas de Mike. Posso não gostar de tudo, mudar algumas viradas, algumas batidas principais. Tenho esse direito e não vou deixar ninguém mandar no que faço só por eu estar sob um microscópio", afirmou.
Mangini destacou que logo quando ele diz algo certo, as pessoas mudam suas definições de "certo" ou "errado" e passam a julgá-lo. "Ainda assim, acho que é correto tocar as músicas da forma que as pessoas as conhecem. [...] Se alguém entrar no Dream Theater e mudar todas as linhas de bateria, quando as pessoas estiverem 'tocando bateria no ar', vai tirar a diversão delas. Então, eu toco daquela forma. Gosto de algumas dessas passagens; de outras, não", disse.
Por fim, o músico comentou que fica chateado por ser sempre criticado, mesmo se tocar igual a Portnoy ou alterar algumas de suas partes. "Estou apenas sendo do jeito que eu quero. Ame, odeie, não se importe, enfim. É isso, mas quando entro em uma banda, eu respeito a música em primeiro lugar", afirmou.
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