Black Flag: Jão, do Ratos de Porão, e Fábio Massari comentam sobre importância da banda

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva, Fonte: Press Release
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Jão, guitarrista e fundador do RATOS DE PORAO, e o jornalista sabe-tudo Fábio Massari, falam sobre legado do BLACK FLAG, que enfim estreia no Brasil no próximo dia 7 de julho, mas só em São Paulo (Carioca Club).

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Police Story, a sétima faixa de Damaged, o disco de estreia do BLACK FLAG lançado em 1981, não à toa foi coverizada pelo RATOS DE PORAO quase 15 anos depois no Feijoada Acidente - Internacional: as guitarras tortas e a batida alucinada, meio desajeitada, dão a pegada raivosa para críticas às instituições que batem, reprimem e enriquecem. É levar porrada, dar porrada e seguir adiante, mas não baixar a cabeça, uma entre tantas mensagens atemporais exaltadas com atitude pelo BLACK FLAG, que orientam e inspiram inúmeras bandas e pessoas até hoje. Enfim no Brasil, tocam dia 7 de julho no Carioca Club, em São Paulo, a única data no país.

Jão, guitarrista e fundador do RATOS DE PORAO, foi um entre tantos moleques impactados pela sonoridade alucinante e original do BLACK FLAG. "Quando apareceu, né, meu, era uma sonoridade muito nova. Pega os quatro primeiros anos da banda, era um negócio muito diferente, pra frente do seu tempo, com aquelas guitarras tortas, uma mina no baixo". Já no movimento punk, Jão conta que foi ouvir BLACK FLAG pela primeira vez em 1981, "quando começaram a aparecer uns compactos", pro delírio da galera envolvida com esse som.

Devido à postura e som, João aponta o BLACK FLAG como "imprescindível" e que, assim como Circle Jerks e Middle Class, influenciou demais o começo do RATOS DE PORAO, "que era aquela coletânea Sub, antes do (João) Gordo entrar na banda, antes do Crucificados pelo Sistema". Era a influência do hardcore americano abrindo possibilidades ao punk de todo o mundo. "Aquelas guitarras tortas, pô, no começo do RATOS a gente não sabia e nem tinha condição de fazer um som naquele estilo, mas adaptamos à nossa realidade e aquilo que conseguimos tocar".

Além do começo arrebatador e marcante ao punk/hardcore, Jão menciona o impacto que mais pra frente foi ouvir My War, o segundo disco do BLACK FLAG. "Aquela bagulho tenso, com uma sonoridade obscura. Os caras sempre foram se renovando e fazendo discos diferentes, sem perder a marca registrada da banda. Acho a discografia do BLACK FLAG bem foda e interessante", conta o guitarrista.

Fábio Massari, o icônico VJ da antiga MTV, aquele jornalista que conta como nenhum outro as histórias e anedotas de bandas alternativas ao redor do globo, conhecido também como 'Reverendo', mantém o discurso de Jão sobre o BLACK FLAG, que, segundo entende, "forjaram todo um léxico hardcore: raivoso e extremamente articulado".

"Se tem uma banda que podemos chamar de 'seminal', sem exageros e medo de errar, dá-lhe BBLACK FLAG! O grupo do Sr. Greg Ginn (guitarrista visceral e chefão linha dura da não menos importante etiqueta SST) basicamente pavimentou o caminho, cristalizando cenas do underground americano nos bicudos anos 80 e estabelecendo caminhos futuros. A vida seria outra, e muito mais complicada, não fosse por eles".

"Lendários. E impossível de imitar", parafraseando Massari, como uma necessária chamada à aguardada estreia do BLACK FLAG no Brasil, reformulado, é verdade, hoje com Mike Vallely nos vocais, mas com a mesma aura desafiadora e raivosa dos primórdios.

BLACK FLAG em São Paulo
Evento:
https://www.facebook.com/events/2353111234751582
Data: 7 de julho de 2019
Horário: a partir das 18 horas
Local: Carioca Club
Censura: 16 anos
Endereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 - Pinheiros/SP
Ingresso:
1º lote R$110 - ESGOTADO!
2º lote R$130 (Meia entrada / Estudante / Promocional)
Camarote 1º lote R$180 (Meia entrada / Estudante / Promocional)
Camarote 2º lote R$200 (Meia entrada / Estudante / Promocional)
(Promocional para não estudantes doando 1 kilo de alimento não perecível)




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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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