RATM: O motivo da separação de Zack de la Rocha e a banda no ano 2000
Por André Garcia
Postado em 22 de março de 2022
O lançamento de um álbum de covers geralmente é sinal de que as coisas não vão bem para a banda. Um exemplo disso foi o do Rage Against the Machine, "Renegades" (2000), produzido em meio a rumores de seu fim.
RATM - Mais Novidades
Formado em 1991, o RATM foi uma das bandas mais revolucionárias da década. Diferente de qualquer coisa já ouvida no rock, o rap politicamente engajado do vocalista Zack de la Rocha dividia espaço com os riffs matadores e experimentações do guitarrista Tom Morello, sobre a pesada base fornecida pelo baixista Tim Commerford e o baterista Brad Wilk.
O quarteto fez mágica ao encontrar uma coesão em meio àquele turbilhão de influências tão diversas que parecia impossível que pudessem funcionar juntas. Entretanto, em 2000 já ficava claro o desgaste interno entre os integrantes.
Exemplo disso foi em setembro de 2000, no MTV Video Awards, onde o baixista Tim invadiu o palco durante o discurso de agradecimento do Limp Bizkit. Zack se incomodou tanto com aquilo que foi embora antes do fim da cerimônia dizendo que se sentiu "humilhado".
Em 18 de outubro daquele mesmo ano o vocalista finalmente declarou: "Eu sinto que é necessário sair do Rage, porque nosso processo de tomada de decisões falhou completamente. A banda não mais corresponde às aspirações de nós quatro coletivamente, como banda. E, do meu ponto de vista, isso acabou com nossos ideais artísticos e políticos."
Em entrevista, Morello disse que "nós tínhamos uma visão politica e os shows nunca sofreram com isso, mas a gente simplesmente não conseguia mais concordar, e isso torna difícil gravar discos. Eu acho que tínhamos visões conflitantes do que o Rage deveria ser, e sentimentos conflitantes do que é estar numa banda. E não conseguimos lidar com aquilo."
O guitarrista descreveu a visão dele de como a banda deveria ser: "Vamos gravar um disco a cada seis meses! Vamos ser o Led Zeppelin politicamente engajado, derrubar o governo e gravar o melhor disco já feito… até quarta!" Mas Zack, segundo ele, queria dar um tempo de dois anos da banda e retornar para um novo álbum apenas em 2003.
Os integrantes remanescentes do Rage Against the Machine inicialmente pensaram em seguir sem ele, mas acabaram preferindo formar outra banda. Assim, em 2001, surgiu o Audioslave com o ex-vocalista do Soundgarden Chris Cornell. Já Zack de la Rocha, em 2008 formou o One Day as a Lion com Jon Theodore, baterista do The Mars Volta e Queens of the Stone Age.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os 5 álbuns de rock que todo mundo deve ouvir pelo menos uma vez, segundo Lobão
"Aprendam uma profissão, porque é difícil ganhar a vida", diz Gary Holt
A melhor música de heavy metal de cada ano da década de 1980, segundo a Loudwire
O guitarrista favorito de todos os tempos de James Hetfield do Metallica
O ícone do heavy metal que foi traficante e andava armado no início da carreira
O disco de thrash metal gravado por banda brasileira que mexeu com a cabeça de Regis Tadeu
A banda de rock que Robert Smith odeia muito: "Eu desprezo tudo o que eles já fizeram"
A banda de rock dos anos 1990 que acabou e não deveria voltar nunca, segundo Regis Tadeu
A lenda do metal nacional cujo apelido veio após arrancarem suas calças
Adrian Smith explica por que não há improviso nos shows do Iron Maiden
A música do Motörhead que tem verso "sacana" e marcou Rob Halford
Peter Criss não escreveu "Beth" e bateria não é instrumento musical, diz Gene Simmons
"Até quando esse cara vai aguentar?" O veterano que até hoje impressiona James Hetfield
Steve Harris revela qual música gostaria de resgatar para os shows do Iron Maiden
O clássico do rock britânico inspirado por Bob Dylan e Frank Sinatra: "Período estranho"

A obra-prima do Dream Theater que mescla influências de Radiohead a Pantera
A banda lendária que apresentou Tom Morello ao "Espírito Santo do rock and roll"
A banda que "chutou o traseiro" do Rage Against the Machine, segundo Tom Morello


