K. K. Downing está se conformando em não voltar para a banda Judas Priest
Por Igor Miranda
Fonte: The Metal Voice / Blabbermouth
Postado em 26 de julho de 2019
O guitarrista K.K. Downing disse, em entrevista ao The Metal Voice transcrita pelo Blabbermouth, que está se conformando em não voltar para o Judas Priest. O músico deixou a banda em 2011, alegando que iria se aposentar, porém, desde o ano passado, tem feito diversas críticas aos ex-colegas, especialmente, após chamarem Andy Sneap para substituir Glenn Tipton, diagnosticado com Mal de Parkinson.
Durante a entrevista, inicialmente, Downing falou sobre o seu retorno aos palcos após 10 anos. O músico tocará ao lado de Ross The Boss, ex-guitarrista do Manowar, em um show no festival Bloodstock, no Reino Unido, em 11 de agosto.
"Sendo honesto, eu esperava que, em algum momento, haveria vontade e oportunidade para voltar à banda (Judas Priest). Você sabe como são integrantes de banda: muitas coisas são ditas na pressa. É uma relação. É difícil se manter junto, mas eu pensei que, em algum momento, seria inevitável que eu voltaria à banda e seguisse em frente. Porém, não aconteceu, então, preciso aceitar isso e continuar. Estou empolgado por essa oportunidade e agradeço a Ross e sua banda", afirmou.
Em seguida, Downing fez elogios a The Boss. "O que eu mais gosto no Ross e sua banda é que, obviamente, eles são totalmente metal, são verdadeiros, são dedicados e é bom estar no palco com gente assim, que não apenas pensam como eu, como, também, tocaram como eu ao longo das décadas", disse.
Em entrevista concedida ao VintageRock, em 2018, K.K. Downing falou um pouco mais sobre a sua saída do Judas Priest. De forma emblemática, ele afirmou que saiu após perceber que a banda não era mais prioridade para outros integrantes.
"Rob (Halford, vocalista) e Glenn (Tipton) fizeram seus trabalhos solo duradouros e isso se tornou um pouco perturbador. Sequer cito isso no meu livro. Rob lançou dois discos e fez sua turnê própria no exato ano em que saí da banda. Então, eles disseram: 'K.K., queremos que você comece a compor um EP de cinco faixas'. Eu falei: 'nem f*dendo, Rob lançou dois discos no último ano e nós vamos lançar apenas um EP?'. Era o suficiente para mim, então, eu saí. Como eu disse no meu livro, tentei lidar com isso de forma mais diplomática possível. Mas, em poucas palavras, já era o bastante", afirmou.
À Rolling Stone, também no ano passado, ele atribuiu sua saída ao alcoolismo de Glenn Tipton e suas decisões empresariais. "Eu estava cansado disso. Sentia que estava em um emprego normal, das 9h às 17h, assim como os outros caras. Não há dúvidas de que a preferência deles seria me ter na banda", afirmou.
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