Rock in Rio 2001: boicote de bandas nacionais foi uma "bobagem", diz Roberta Medina
Por Igor Miranda
Fonte: G1
Postado em 25 de setembro de 2019
A empresária Roberta Medina, que desde 2001 atua nos bastidores do Rock in Rio, relembrou de sua primeira edição trabalhando no festival em entrevista ao G1. No evento em questão, seis bandas brasileiras promoveram um boicote e deixaram de tocar no evento porque queriam cachês maiores e horários mais "valorizados" na programação.
Skank, O Rappa, Raimundos, Cidade Negra, Jota Quest e Charlie Brown Jr foram confirmados, mas desistiram de seus shows. Porém, Roberta deu a entender que, na verdade, foi o festival que abriu mão das bandas.
"Aquilo, na minha opinião, foi uma bobagem. Foi por muito pouco. Depois de seis meses, eles ficaram nervosos? Aí a gente falou: 'se vocês não querem, não é a gente que ia ceder'", afirmou, ao G1.
Ela também disse que, mesmo tendo apenas 22 anos, precisou assumir a linha de frente e contornar o problema. "Aquela situação foi uma grande lição de vida. Eu era muito nova e não entendia nada do mundo artístico, né? Mas fui eu quem acabei caindo nas reuniões e dando entrevista a respeito daquilo", comentou.
O problema, aliás, teve início com a questão dos horários, já que as bandas brasileiras tocariam muito cedo. Porém, a situação se agravou após os empresários desses grupos descobrirem que, enquanto cada um deles receberia um cachê de R$ 20 mil, a dupla Sandy & Junior iria faturar R$ 100 mil.
Curiosamente, cinco das seis bandas que participaram do boicote acabaram escaladas para edições futuras do Rock in Rio. A única que seguiu sem tocar no evento foi O Rappa.
Roberta destacou que tudo isso serviu como inspiração para criar o Palco Sunset, que estreou já nas edições desta década do Rock in Rio - o evento de 2001 foi sucedido pelo de 2011, quando a realização passou a ser bienal. "Pensamos em fazer um palco que começa de dia, depois podem assistir um por do sol... acabou essa conversa de não poder ter show de dia. Sei que o show à noite tem o recurso da iluminação, que dá um diferencial importante, tudo bem. Mas também pode ser o melhor show do mundo sem isso", disse.
Leia a entrevista, na íntegra, no site do G1.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Cronos, vocalista e baixista do Venom, morre aos 63 anos
Judas Priest fará turnê sul-americana em 2027, segundo o Summa Inferno
Sepultura esgota ingressos do último show da carreira
O curioso tema do TCC de Fernanda Lira que professora reprovou e a fez largar a faculdade
Jim Root diz que não tem nada a ver com inclusão de Marilyn Manson em tour do Slipknot
Nicko McBrain relembra o dia em que ficou alucinado e confundiu ônibus com elefante
A lenda nordestina que é o Van Halen brasileiro, segundo Rafael Bittencourt
Os bastidores da saída de Fabio Lione do Angra, segundo Marcelo Barbosa
Sonata Arctica cancela show no Uruguai em cima da hora
As quatro bandas que fizeram a cabeça de Cronos, o vocalista do Venom
A banda inglesa que abriu caminho nos EUA antes de Def Leppard e Iron Maiden
Mötley Crüe emplaca primeira música no Clube do Bilhão do Spotify
Fernanda Lira explica por que Crypta escolheu Victoria Villarreal e não Helena Nagagata
Por que Tony Iommi acha que grandes músicos não conseguiam tocar Black Sabbath direito
O astro do rock que "deu aula" no Rock in Rio 2026, segundo Gastão Moreira
Rock in Rio quer o nome do rock, mas não seu compromisso
Scott Ian relembra show do Anthrax no Rock in Rio 2019
As várias razões que levaram o RPM a nunca tocar no Rock in Rio, segundo canal
G1 põe rock e metal como grandes vencedores do Top 10 de shows do Rock in Rio
A música que coloca Elton John no topo do Rock in Rio 2026, segundo Estadão
Sepultura fará show sem "Roots", "Arise" e "Ratamahatta" no Rock in Rio
A primeira noite do Rock in Rio com AC/DC e Scorpions em 1985
Ozzy Osbourne: No Rock In Rio, má impressão sobre o Brasil


