Metallica: St. Vincent largou violino para aprender músicas da banda na guitarra
Por Igor Miranda
Fonte: Rolling Stone
Postado em 01 de novembro de 2019
St. Vincent, cantora e guitarrista de art/indie rock, participou do quadro "Musicians on Musicians", da Rolling Stone, onde conversou com um de seus ídolos: o também guitarrista Kirk Hammett, do Metallica. Os dois falaram sobre diversos assuntos e um deles foi, justamente, a admiração que a jovem artista tem pelos veteranos do metal.
Durante a entrevista, St. Vincent contou que aprendeu a tocar violino na infância e, aos 10 anos, conheceu o Metallica. Nas primeiras vezes em que ouviu a banda, logo decidiu em abandonar o instrumento erudito para aprender a tocar guitarra.
"Eu achava que violino era um saco", relatou St. Vincent, que chegou a tocar baixo em uma banda cover de Metallica na adolescência.
"O Metallica se tornou parte do meu DNA quando comecei a escutar música. Está impresso em mim de uma forma específica. Sinto-me culpada quando digo que a música que ouvia nessa época significa mais para mim do que as coisas que eu ouvi depois, mas é isso mesmo. É quando você descobre esse sentimento, liberdade e raiva", completou ela.
A musicista destacou que a raiva, inclusive, foi o que fez o Metallica dialogar com ela por tantos anos. "Sou uma pessoa muito irritada e me conectei com a raiva. Cresci nos subúrbios de Dallas (Estados Unidos). Não pareço uma outsider, mas sou. É engraçado, porque com esse tipo de raiva, você precisa descobrir como não sair por aí gritando e fazendo coisas ruins", afirmou.
Kirk Hammett, então, complementou: "Você pode aproveitar essa raiva e coisas boas saem daí. Sou um garoto da cidade grande que foi para os subúrbios. O choque cultural fez com que eu me tornasse mais introvertido, então foi bom ter tido uma guitarra. Descobri que tocar guitarra me acalmava. Eu sentava no meu quarto por 3 ou 4 horas por dia para tocar e pensava: 'f*dam-se esses garotos do subúrbio'. [...] Compus a parte de 'die, die, die' em 'Creeping Death' nessa época, aos 16 ou 17 anos".
Hammett pontuou que a raiva pode ser convertida em música, que pode soar "manipuladora, enriquecedora ou opressiva, o que é incrível". St. Vincent, então, relembrou de um show feito no Brasil, onde o inglês não é o idioma da plateia, mas os fãs cantavam todas as palavras das músicas. "Não acreditei. Fiquei tão emocionada que comecei a chorar no meio da música 'New York'", comentou ela.
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