Lars Ulrich, do Metallica, pegou aulas de bateria para gravar "...And Justice For All"
Por Igor Miranda
Fonte: Let There Be Talk/ Ult. Guitar
Postado em 01 de fevereiro de 2020
O quarto álbum do Metallica, "...And Justice For All" (1988), é visto como um dos mais complexos, em termos musicais, da carreira da banda. Flertando com elementos do rock/metal progressivo, o grupo superou, neste trabalho, alguns padrões que eles próprios haviam estabelecido em discos anteriores.
Em entrevista ao podcast Let There Be Talk, transcrita pelo Ultimate Guitar, o guitarrista Kirk Hammett relembrou como foi o trabalho do Metallica em "...And Justice For All". O músico comentou que todos estavam em busca de superação - inclusive o baterista Lars Ulrich, que estava pegando aulas com Jeff Campitelli, que tocava na banda de Joe Satriani.
"Queríamos soar o mais estranho possível. Na época, muita música que ficava popular mostrava técnica musical. Foi o auge dos álbuns de guitarra, como os de Joe Satriani. Muitas bandas de hair metal, comerciais, tinham guitarristas incríveis, porém, canções que eram uma m*rda. Era o pensamento: 'vamos mostrar o quanto de nossa musicalidade está aqui'", afirmou Kirk, inicialmente.
Desta forma, o quarto álbum do Metallica se tornou um "veículo" para mostrar a musicalidade da banda, segundo o guitarrista. "Fiquei feliz com isso, pois venho de um lugar onde isso estava centrado. O álbum de Joe Satriani ('Surfing With The Alien', 1987) era a maior coisa do mundo na época", disse.
Em busca de evolução, Lars Ulrich passou a estudar a bateria. "Em certo ponto, Lars pegou aulas com o baterista de Joe Satriani (Jeff Campitelli), então, ele conseguiu uma perspectiva e uma abordagem diferentes na bateria. Queríamos implementar isso na sonoridade e foi assim que nasceu '...And Justice For All'", concluiu Kirk.
Em entrevista concedida em 2017, Lars Ulrich relembrou do período que resultou em "...And Justice For All". "Passei por um momento onde eu me sentia compelido a mostrar habilidade. Eu tinha Dave Lombardo (Slayer) e Charlie Benante (Anthrax) logo atrás de mim. Tentei inteisificar e fazer coisas insanas. Chegava com riffs de bateria e ideias que James Hetfield (vocalista e guitarrista) criava riffs em cima, tipo a faixa título", afirmou.
O baterista percebeu, pouco tempo depois, que estava errando em sua abordagem. "Eu tentava levar a bateria muito para o primeiro plano. Após um ou dois anos, eu pensava: 'sério, apenas faça seu lance, fique calmo, dê apoio aos riffs e faça o melhor para a música'", disse.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Amy Lee relembra a luta para retomar o controle do Evanescence; "Fui tratada como criança"
Guns N' Roses encerra turnê no Brasil com multidões, shows extensos e aposta em novos mercados
Sepultura se despede entre nuvens e ruínas
A melhor música da história dos anos 1990, segundo David Gilmour
A opinião de Fernanda Lira sobre Jessica Falchi como nova guitarrista do Korzus
O melhor solo de guitarra de todos os tempos, segundo Eric Clapton
O motivo por trás da decisão de Aquiles Priester de vender baquetas do Angra no Bangers
Por que a turnê de reunião original do Kiss fracassou, segundo Gene Simmons
Baixista lamenta que letras do Bad Religion ainda sejam relevantes
Megadeth toca "Ride the Lightning" pela primeira vez ao vivo
Como "volta às origens" causou saída de Adrian Smith do Iron Maiden
Bangers Open Air tem datas confirmadas para 2027
Fabio Lione posta mensagem misteriosa no Instagram; "Não direi nem uma palavra"
Dave Grohl redescobriu o Alice in Chains graças às filhas
Para Adrian Smith, Iron Maiden jamais acabará enquanto Steve Harris existir

Kirk Hammett lamenta morte de guitarrista de cover do Metallica e presta homenagem
A banda de metal que Lars Ulrich achava inalcançável, mesmo sem virar gigante como o Metallica
Dave Lombardo diz que Slayer prestava atenção nas bandas do Big Four, mas não as copiava
Metallica presta homenagem a maestro da Orquestra de San Francisco
Lars Ulrich achou que o Metallica poderia acabar no início dos anos 2000
A crítica devastadora que "St. Anger", do Metallica, recebeu em 2003
15 bandas de rock e heavy metal que colocaram seus nomes em letras de músicas
O disco mais agressivo de todos os tempos, segundo o vocalista do Death Angel
A música que levou mais de um ano para ficar pronta e se tornou um clássico do metal oitentista
Oops!: 10 erros eternizados em gravações de clássicos
Heavy Metal: os dez melhores álbuns lançados em 1988


