Creed: a banda está voltando à atividade? Scott Stapp responde
Por Igor Miranda
Postado em 20 de julho de 2020
Uma simples mudança das imagens de perfil e de capa na página do Creed no Facebook fez com que internautas se questionassem a respeito de uma possível reunião da banda. Em entrevista à rádio KLOS, o vocalista Scott Stapp conversou sobre o assunto.
Durante o bate-papo, Stapp disse que o sentimento entre ele e seus ex-colegas, que hoje compõem o Alter Bridge com Myles Kennedy no vocal, é bastante positivo. Todavia, não há nenhum plano para retomar as atividades do Creed, que está em hiato desde 2012.
"Por muito tempo, entre nós, não houve nada além de positividade e apoio um do outro. Então, tudo é possível. Se a hora de uma reunião chegar, eu te garanto que todo mundo vai saber. Todavia, por enquanto, apenas estou ansioso para voltar aos palcos com meus shows solo", afirmou, conforme transcrito pelo Blabbermouth.
O vocalista pontuou que tem datas solo marcadas para uma turnê na Europa em outubro que ainda não foram adiadas ou canceladas. "Estou empolgado para ir à Europa e tocar as músicas do meu novo álbum 'The Space Between the Shadows'. Apenas rezo e torço pelo melhor. Mal posso esperar para voltar às turnês", disse.
No último mês de maio, Scott Stapp comentou, em entrevista ao Two Doods Review, que mantém boa relação com os antigos parceiros de Creed, mas que lamenta pela postura adotada por ele próprio no auge do Creed. Scott diz que ficou "envolvido demais" nas atividades "extracurriculares" do mundo do rock, provavelmente em referência ao lema "sexo, drogas e rock and roll".
"Acho que você só aprende se passa por isso. Os caras que têm forte apoio familiar, ou conexões familiares mais intensas, conseguem ficar com os pés no chão. Quando você não tem isso, eu posso te contar o que acontece, pois passei por isso", comentou.
O vocalista relatou que era um sujeito solitário antes de se casar e ter uma família. "O ônibus de turnê me deixava em casa e era só eu ali, sozinho, naquela casa enorme e vazia. É difícil seguir em frente. Você está lá no palco e recebe aquela energia intensa, que faz algo até químico com você, relacionado à endorfina, ao seu corpo. Quando isso acaba, você não tem nada estável em casa e está ali, largado para si", afirmou.
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