Bon Jovi: em música sobre Trump, Jon diz que os dias dele estão contados
Por Igor Miranda
Postado em 26 de outubro de 2020
Jon Bon Jovi não tem negado que o novo álbum do Bon Jovi, "2020", tem conotação política. O vocalista tem dito que não escolhe um lado, mas em entrevista à "GQ", esclareceu que a música "Blood in the Water" é sobre a atual gestão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A faixa traz como principal temática os problemas dos estrangeiros que se mudam ilegalmente para os Estados Unidos. Trump tem se posicionado contra a chegada dos migrantes ao país e disse que iria construir um muro na fronteira com o México.
A primeira estrofe de "Blood in the Water" diz: "A storm is coming; Let me be clear; Your days are numbered; The end is near" ("Uma tempestade está se aproximando; Deixe-me ser claro; Seus dias estão contados; O fim está próximo").
Nesta entrevista à "GQ", Jon declarou que não só a canção toda soa como crítica à administração de Trump, como, também, ressaltou que o uso do termo "storm" é uma referência a Stormy Daniels, atriz de filmes pornô que recebeu US$ 130 mil de Trump para que ela não contasse sobre um caso que ambos tiveram em 2006, quando o atual presidente americano já era casado com sua atual esposa, Melania.
Outro trecho da canção diz: "Lies are in the forecast; The truth left with the tide; I hear your shadow sold your secrets; And he's gonna do some time" ("Mentiras estão na previsão; A verdade se foi com a maré; Eu ouvi que sua sombra vendeu seus segredos; E ele vai ser preso").
O cantor comentou que a "sombra" citada na estrofe é Michael Cohen, ex-advogado de Donald Trump que foi preso em 2018 sob acusação de evasão fiscal, falso testemunho e violações de regras de financiamento de campanhas. Cohen rompeu com Trump e fez várias alegações contra o presidente, inclusive em um novo livro, intitulado "Disloyal: A Memoir".
"Tudo começa com: 'uma tempestade está chegando' - Stormy Daniels. 'Sua sombra vendeu seus segredos e ele vai ser preso' - Michael Cohen. É sobre isso. Agora que há sangue na água, um ano depois, ou dois meses atrás, você poderia dizer que foi o impeachment", afirmou Jon.
Ainda durante a entrevista, o vocalista lamentou que os Estados Unidos estejam tão divididos. "Desejo que possamos viver em uma sociedade mais 'nós' do que 'eu'. Ao mesmo tempo, entendo porque Donald Trump foi eleito, por causa da voz daqueles que foram esquecidos - e certamente merecem ser ouvidos. Eles se manifestaram, e se escolheram eleger esse presidente novamente, será a voz do povo, desde que seja verdadeira e justa", disse.
Outros temas de tom social são abordados em "2020". A música "Lower the Flag", por exemplo, aborda a questão do controle de armas. Já a faixa "American Reckoning" pauta os protestos do movimento Black Lives Matter. "Do What You Can" é uma reflexão sobre as mudanças na rotina de todos causada pela pandemia.
Além das posições claras no novo álbum de sua banda, Jon Bon Jovi manifestou apoio a Hillary Clinton, candidata derrotada por Trump em 2016, e Joe Biden, que disputa o pleito contra o atual presidente neste ano. Ele, que é apoiador do Partido Democrata, chegou a se apresentar em um evento em apoio a Biden no início de 2020.
Apesar disso, ele afirma que os posicionamentos são dele enquanto cidadão, e não de sua música. "Se estou em um comício fora dos palcos, é problema meu. Sou um cidadão com esse direito, como qualquer outro. Nunca usei o palco para discutir minhas convicções políticas. Até meu palco está dividido, quem dirá minha plateia", concluiu.
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