Serj Tankian: vocal do SOAD fala ao Jornal da Globo sobre conflito na Armênia
Por Igor Miranda
Postado em 08 de outubro de 2020
O vocalista Serj Tankian, do System of a Down, foi entrevistado pela repórter Janaina Lepri, do "Jornal da Globo", da TV Globo, para falar sobre o conflito entre Armênia e Azerbaijão. Tankian, que também é ativista, nasceu no Líbano e mora nos Estados Unidos desde os 7 anos, mas tem descendência armênia e seus avós sobreviveram ao Genocídio armênio, ocorrido entre 1915 e 1923.
Os conflitos ocorrem há anos em Nagorno-Karabakh, território separatista que é disputado por Armênia, de maioria cristã, e Azerbaijão, com mais muçulmanos. A região está no Azerbaijão (por determinação da União Soviética, à qual os dois países pertenciam), mas tem moradores e governantes armênios há muito tempo.
A disputa ganhou caráter bélico entre 1988 e 1994, deixando 30 mil mortos, mas foi cessada. Em 2016, foi retomada por quatro dias de ataques e a situação apenas piorou. Foi neste ano que Serj Tankian compôs uma música, com letra em armênio, intitulada justamente "Artsakh", nome em armênio de Nagorno-Karabakh. O vocalista é ativo nos pedidos para o fim da disputa bélica e reconhecimento do local como um território dos armênios.
"É uma guerra, não mais um conflito, pois há muitos militares e soldados morrendo, muitas pessoas, civis morrendo para que se considere um conflito. E a comunidade armênia como um todo está desesperada para contar ao mundo o que realmente está acontecendo e fazer as pessoas entenderem que isso pode acabar em algo muito maior do que uma guerra apenas entre os dois países", afirmou Tankian ao "Jornal do Globo", conforme transcrito pelo Whiplash.Net.
O cantor fez referência a um possível envolvimento futuro de países como Turquia (aliado do Azerbaijão) e Rússia (parceiro da Armênia). Ele também destacou que não há solução militar para esse conflito - a guerra apenas serve para envolver outros países, além de matar inocentes.
"Infelizmente, nesse caminho, muitos jovens e soldados estão morrendo dos dois lados. [...] Não acredito em fronteiras e bandeiras, pois acho que a beleza das nossas diferenças está na nossa cultura, música, comida, arte... do nosso jeito. Não é o nosso exército, economia ou fronteiras. Todo povo deveria viver livremente", disse.
A entrevista pode ser conferida, na íntegra, no site do "Globoplay" ou no vídeo a seguir.
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