Max Cavalera: "Bolsonaro é um produto de Trump e só quer matar índios e favelados"
Por Igor Miranda
Postado em 28 de novembro de 2020
O vocalista e guitarrista Max Cavalera (Soulfly, Cavalera Conspiracy, ex-Sepultura) falou sobre temas políticos em entrevista ao podcast Scars and Guitars, com transcrição do Blabbermouth. O músico fez críticas ao presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e a Donald Trump, que ocupa o mesmo cargo nos Estados Unidos, mas deixará a função após ser derrotado por Joe Biden na última eleição.
Inicialmente, Max destacou que "ainda gosta de mensagens políticas" nas músicas. "Algumas delas são bem fortes. Se você olhar um álbum como 'Chaos A.D.' (do Sepultura, mesmo que tenhamos feito há quase 30 anos, ainda há músicas que se encaixam em nosso mundo atual, até mais do que antes. Ou o Nailbomb, com músicas feitas há 20 anos que se enquadram melhor agora do que na época", afirmou.
O frontman do Soulfly afirmou que "gosta de ter uma voz" e que há "muitas coisas erradas sendo retratadas hoje". Segundo ele, é problemático o fato de a internet dar uma plataforma a todos, pois, especialmente nos Estados Unidos, acontece muita "lavagem cerebral" em meio à população.
Em seguida, Cavalera destinou suas críticas a Donald Trump e Jair Bolsonaro. "Trump apenas tirou a máscara e expôs toda a feiura da América. É insano. Meu país não é melhor. Temos Bolsonaro, que é um produto da era Trump e é ainda pior. Ele só quer matar todos os índios, legalizar o assassinato e fazer a polícia ir às favelas e matar todo mundo. É um doente filho da p*ta que está no poder. Espero que o Brasil também acorde e mude seu futuro também", declarou.
O músico também destacou que períodos de crise costumam gerar boas manifestações artísticas, como canções, o que pode acontecer após a pandemia. "Nos anos 70, tivemos a Guerra do Vietnã e surgiu toda aquela era do Woodstock, com o Creedence, revolucionários como Gil Scott-Heron. Em 1977, o punk foi na época de Margaret Thatcher. Na América, nos anos de Ronald Reagan, surgiram músicas ótimas daquela época. Agora, provavelmente, é um bom período para boas músicas serem lançadas", disse.
A entrevista pode ser ouvida na íntegra, em inglês, no site Whooshkaa.
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