Hellbound: nem só de Melodic Death Metal vive a Suécia
Por Luis Fernando Ribeiro e Leandro Abrantes
Fonte: Hell Yeah Music Company
Postado em 24 de fevereiro de 2021
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Saindo de um país que tornou-se reconhecido e referência na formação de bandas de Melodic Death Metal, os suecos da Hellbound surgem fazendo algo completamente diferente de seus conterrâneos. Fundada no ano de 2011 e já tendo em sua carreira um registro de estúdio lançado em 2013, o excelente "Through Hell And Muddy Waters", a Hellbound começou a ganhar grande notoriedade internacional mais recentemente, a partir do lançamento de seu segundo álbum, "Overlords", de 2020, com destaque para a América do Sul, que vem sendo conquistada pela música da banda, conforme mostram as estatísticas da Hellbound em todas as suas plataformas de Streaming, sendo Brasil e Argentina dois dos seus maiores públicos.
Não se mostrando intimidados pelo frio extremo do norte da Suécia, a Hellbound, da cidade de Umeå, situada na província de Västerbotten, nos brinda com sua música calorosa, vibrante e cheia de uma energia contagiante e convidativa, criada a partir de uma improvável combinação que passa por Rob Zombie, Lordi, Motörhead, Black Label Society, Southern Music e Horror Movies, mas que nas mãos talentosas desses cinco carismáticos músicos funciona como se esses elementos tivessem sido originalmente criados para trabalharem juntos, resultando em algo entre o Heavy, o Groove e o Industrial Metal.
Após passar por algumas poucas mudanças de integrantes em seus quase 10 anos de história, a banda conta em sua formação atual com o vocalista Michael Rudin, Henrik Mikaelsson e Mathias Nylén nas guitarras, Nicklas Bäckström no baixo e o baterista David Ekevärn. Além deste time experiente, participaram de "Overlords" os já consagrados vocalistas Ralf Scheepers (Primal Fear) e Anders Engberg (Sorcerer).
Gustavo Anunciação Lenza | Luis Alberto Braga Rodrigues | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
"Overlords" possui dois videoclipes, um para a faixa título e outro para a empolgante "Too Fast to Die", que funcionam perfeitamente como uma introdução ao som praticado pela banda, mas que não resumem a totalidade do que encontramos no disco, que apesar de ter uma sonoridade bastante direta, é cheio de nuances e elementos que merecem uma atenção especial. Mesmo as canções mais pesadas são carregadas de partes mais elaboradas de uma construção artística e um trabalho de composição competentíssimo, com melodias cheias de feeling construídas lentamente e solos memoráveis, arranjos grandiosos e com uma cozinha poderosa que não se faz coadjuvante mesmo quando do protagonismo das guitarras e do vocal, mostrando uma banda completamente preparada para ganhar o mundo, tal qual já fizeram muitos dos seus conterrâneos.
O disco abre com "Too Fast to Die", faixa atual de trabalho do disco e uma das mais empolgantes do álbum, tal qual seu bombástico videoclipe. "Seven Seas of Pain" é mais elaborada, inclusive tendo algumas passagens mais épicas e trabalhadas, com melodias e solos que beiram a comoção.
A faixa título apresenta a veia Southern da banda, com um ritmo eufórico e vibrante, carregado de riffs pesadíssimos e com um refrão que fica imediatamente na memória, seguida de "Out of Time", que vai na direção completamente oposta, com um ritmo cadenciado e arranjos magistrais.
"Towers Burning" mostra elementos industriais e uma música bastante moderna, mas ainda assim muito orgânica e cheia de feeling. "Screaming in the Dark" tem a já citada participação do vocalista do Primal Fear, Ralf Scheepers, sendo uma das músicas mais diretas e avassaladoras do disco.
O encerramento fica a cargo das dançantes "Atlantis Rise" e "Hand of Death", com seu clima ao mesmo tempo industrial e cheio de groove, fechando o álbum de maneira excelente e deixando grandes expectativas pela sequência da carreira da banda e de seu retorno aos palcos, com alguma possível vinda a América do Sul no período pós pandemia.
Você pode conferir o trabalho da Hellbound através das principais plataformas de Streaming e do Bandcamp da banda, além de assistir aos excelentes videoclipes de "Overlords" e "Too Fast to Die" em seu canal no YouTube. Fique ligado neste nome, a Hellbound virá com tudo para o mercado Sul Americano em 2021.
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