Mercyful Fate: "Para mim, o satanismo não é uma religião. É uma filosofia de vida"
Por Mário Pescada
Postado em 04 de fevereiro de 2021
KING DIAMOND é tido como um dos músicos mais respeitados quando manifesta suas posições sobre o assunto satanismo. Mesmo tendo sua carreira baseada em músicas e imagens associadas ao tema, ao contrário do que muita gente pensa, ele se mostra uma pessoa tolerante e aberta com as demais religiões.
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Mesmo tendo tido uma relação direta durante um período com Anton LaVey, Sumo Sacerdote da Igreja de Satã e autor da denominada Bíblia Satânica, ele preferiu se manter mais afastado do seu círculo de discípulos e continuou sua busca pessoal por autoconhecimento sobre religiões em geral, um caminho que ele mesmo confessa não ter encontrado muitas respostas ainda.
O autor Martin Popoff, em seu livro "Black Funeral: A História do MERCYFUL FATE", lançado pela Editora Denfire, compilou algumas das respostas de KING DIAMOND sobre o assunto e como KING DIAMOND se relaciona com as religiões, de forma geral.
Confira abaixo alguns trechos extraídos do livro em que o próprio KING DIAMOND explica seu relacionamento com o satanismo e sua visão da espiritualidade.
"Essas coisas (nota: refere-se a alguns eventos paranormais que, segundo ele, aconteceram em seu antigo apartamento), é claro, me afetaram. Mas eu tenho um relacionamento muito respeitoso com esses poderes e senti que eles estavam lá especificamente porque isso tudo aconteceu quando acabamos de fazer nossa primeira demo do MERCYFUL FATE. Tomei isso como um, "parabéns, estamos aqui para ajudar se você precisar de algo". Não dá para dizer o que é certo ou errado, porque são opiniões diferentes. Se você perguntar a um cristão o que é satanismo, tudo é ruim e ponto final. Não é assim que eu vejo. Porque, para mim, o satanismo não é uma religião. É uma filosofia de vida, e é exatamente isso que Anton LaVey colocou em sua Bíblia Satânica. Deveria ter sido chamada de outra coisa. Filosofia Satânica, talvez? Por ser chamada de Bíblia, as pessoas a associam a uma religião".
Durante o lançamento do disco "9" (1999), explicando o significado da escolha do título, ele disse:
"Sim, Satanás é um deus cristão, que aparece na Bíblia, e ainda assim muitos optaram por ignorar essa parte de sua própria religião manufaturada. E isso não quer dizer que o cristianismo seja ruim. Não acho que qualquer coisa em que uma pessoa acredite seja ruim, desde que não tente forçá-la aos outros. Minhas crenças religiosas e espirituais são diferentes das dos outros. Não encontrei o que acredito em nenhum livro, mas posso me relacionar totalmente com o satanismo como uma filosofia de vida, conforme descrito na Bíblia de Anton LaVey. Não tem nada a ver com espiritualidade; é mais um livro de lógica. Entra nos instintos humanos, não na espiritualidade. Acho que a maioria das pessoas sabe que não sou satanista no sentido cristão. Não acredito no Satanás deles, assim como não acredito no Deus deles."
"Tenho minhas próprias crenças muito espirituais e pessoais, mas isso não significa que terei desrespeito por outras religiões. Aceito que as pessoas pensam de maneira diferente e têm maneiras diferentes de vivenciar a espiritualidade. Porque é como qualquer outra coisa. Experimentamos quais cores gostamos, mas por quê? Não é que o vermelho seja uma cor ruim e o azul seja uma cor boa; depende de quem está olhando. É isso que você precisa respeitar sobre os outros, e aceitar em si mesmo. Portanto, não há erros e acertos. Eu vejo o bem e o mal como uma coisa. Não posso explicar em alguns minutos, mas acredito nos poderes do desconhecido. Acredito que existem muitos poderes e influências, e alguns deles vêm de dentro, do que algumas pessoas chamam de alma. Acredito que vivemos várias vezes para alcançar uma certa experiência. Acho que você tem que experimentar uma variedade de coisas, todas as experiências que existem na Terra, e isso vai custar várias vidas".
Essa e muitas outras histórias, passando faixa a faixa, disco a disco, TODO material que o MERCYFUL FATE lançou, do o EP "Nuns Have No Fun" (1982) até "9" (1999), incluindo coletâneas, pode ser conferido no livro "Black Funeral: A História do MERCYFUL FATE", lançado pela Editora Denfire.
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FONTE: Editora Denfire
https://editoradenfire.com/
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