Nightwish: Tuomas admite que pensou em acabar com a banda após Marko Hietala sair
Por Igor Miranda
Postado em 05 de maio de 2021
O tecladista Tuomas Holopainen admitiu que a saída do baixista e co-vocalista Marko Hietala foi tão impactante para o Nightwish que a banda quase acabou. A possibilidade foi considerada por Holopainen, que é o líder e principal compositor do grupo, e discutida com o guitarrista Emppu Vuorinen.
A revelação foi feita em entrevista de Tuomas à Kaaos TV, com transcrição via Blabbermouth. O músico relembrou que Hietala atravessava problemas pessoais há algum tempo, mas que o anúncio de sua saída pegou a todos de surpresa.
"Marko nos informou em dezembro de 2020 que iria sair. Embora ele tenha sido muito aberto sobre seu estado e problemas nos últimos anos, ainda foi um tanto surpreendente para mim. Então, foi algo difícil de engolir", afirmou.
O primeiro pensamento de Tuomas Holopainen após a saída de Marko Hietala foi encerrar o Nightwish. O baixista entrou para a banda apenas em 2001, cerca de 5 anos depois de sua fundação, mas era um elemento importante na sonoridade do projeto, que também já perdeu membros importantes, como a vocalista original Tarja Turunen, em 2005.
"Por alguns dias, estava bastante confiante de que não havia volta, de que havia acabado. Lembro de falar com Emppu e era tipo: 'acha que é isso?' - 'sim, acho que é isso'. Basta. Aconteceram tantas coisas no passado. Foi a gota d'água", disse.
Porém, com o passar do tempo, Holopainen se tranquilizou e decidiu seguir com o Nightwish. "Alguns dias depois, começamos a pensar nessa viagem de 25 anos de banda, que também teve muitos 'altos', não só 'baixos', e essa não seria a maneira de acabar com tudo", declarou.
Em sua visão, o tecladista afirma que o Nightwish deveria seguir porque "ainda tem algo a oferecer". "A música está aí. Sentimos que temos tanta música para sair de nós que poderíamos tentar mais uma vez", comentou.
O nome do substituto de Marko Hietala não foi anunciado ainda, mas Tuomas Holopainen garante que foi "muito fácil" encontrá-lo. Porém, o repertório-base dos shows da banda irá mudar, já que muitas músicas são ligadas demais ao antigo baixista.
"Há músicas tão conectadas a Marco que acho que nunca mais iremos tocá-las. Não tenho certeza, mas faixas como 'The Islander', 'While Your Lips Are Still Red' e definitivamente 'Endlessness', do novo álbum, não podem ser tocadas sem Marco. Porém, nos primeiros ensaios, houve músicas que se saíram muito bem sem Marco, com Floor (Jansen, vocalista) ou Troy (Donockley, multi-instrumentista) fazendo as partes dele, com novos arranjos", revelou.
A entrevista completa com Tuomas Holopainen pode ser conferida, em inglês e sem legendas, no player de vídeo a seguir.
A saída de Marko Hietala
No início deste ano, Marko Hietala anunciou que iria deixar o Nightwish e abandonar sua vida pública. Ele também era integrante do Tarot e fazia diversos trabalhos como músico convidado ou produtor de outras bandas.
Em uma carta, ele atribuiu diversas razões para tomar essa decisão, desde o que ele considera como sucateamento da indústria musical até seu quadro clínico de depressão crônica. O período de isolamento social, causado pela pandemia, fez com que o artista refletisse e optasse por afastar-se de suas atividades regulares.
"Há alguns anos, não consigo me sentir validado por esta vida. Temos grandes armas da empresa de streaming que exigem trabalho diário dos artistas, enquanto os lucros são compartilhados de forma injusta. Mesmo entre os artistas. Somos a república das bananas da indústria da música", afirmou, inicialmente.
O músico completa: "Os maiores promotores de turnês obtêm porcentagens até mesmo de nosso próprio merchandising enquanto pagam dividendos ao Oriente Médio. Aparentemente, algumas teocracias podem tirar o dinheiro daquela música que faria com que você fosse decapitado ou preso ali sem parecer hipócrita. Apenas alguns exemplos aqui".
Forçado a interromper os ritmos de suas atividades na música em meio à pandemia, Marko Hietala disse que se enxergou em um momento onde precisou pensar bastante. "Fiquei muito desiludido com essas e muitas coisas. Descobri que preciso dessa validação. Para compor, cantar e tocar, preciso encontrar alguns novos motivos e inspirações. 'Meu Walden', por assim dizer", comentou.
Em seguida, o músico cita um quadro de depressão crônica, que pode agravar sua saúde caso ele não esteja contente com o que está fazendo em sua vida. "Está até no meu livro que sou um depressivo crônico. É perigoso para mim e para as pessoas ao meu redor se eu continuar. Alguns dos pensamentos de um tempo atrás estavam sombrios. Não se preocupe, estou bem. Tenho meus dois filhos, uma esposa, o resto da família, amigos, um cachorro e muito amor", afirmou.
Hietala não acha que irá "embora para sempre" e pediu para que os fãs não culpem o tecladista e líder do Nightwish, Tuomas Holopainen, pela situação. "Culpar, por exemplo, Tuomas é um insulto tanto a ele quanto ao meu pensamento livre. Isso é uma coisa muito triste para todos nós também. Tenha cuidado, por favor", declarou.
Por fim, o artista destacou: "Há algumas coisas já combinadas que farei em 2021. Caso não seja sobre isso, gentilmente e respeitosamente, peço à mídia, bandas, projetos de artistas etc que não me peçam nada no próximo ano. Eu tenho que me reinventar. Espero falar sobre isso em 2022. Porém, não é uma promessa. Sinto muito por isso. P.S. Tony Iommi (Black Sabbath) é uma exceção ao 'não faça contato'. Heróis de infância têm precedente".
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