Cirith Ungol: "Nascemos na época errada. Seríamos infelizes de maquiagem e cabelo loiro"
Por Emanuel Seagal
Fonte: Gustavo Maiato
Postado em 05 de maio de 2021
O jornalista musical Gustavo Maiato entrevistou Robert Garven, do Cirith Ungol, onde ele falou sobre o retorno da banda após um hiato de duas décadas. A matéria completa pode ser lida aqui - confira alguns trechos abaixo:
Gustavo Maiato: Recentemente, o Cirith Ungol voltou à ativa após décadas de hiato. Qual foi a sensação de tocar novamente com a banda? Imagino que tenha sido bastante emocionante!
Robert Garven: Tem sido ótimo! O último ano foi difícil, por causa da pandemia. Isso atingiu o mundo inteiro, incluindo a indústria da música e nossa banda. Jurei que nunca mais ia segurar uma baqueta novamente, mas aqui estou eu!
Gustavo Maiato: Se você fizer uma retrospectiva da sua carreira, você acha que fez a escolha certa? Você mudaria algo ou simplesmente as coisas aconteceram porque tinham que acontecer?
Robert Garven: Acho que aconteceu porque tinha que acontecer. Não acho que podemos mudar o futuro. Sei que você pode mudar na esfera pessoal, tomando decisões. Mas como banda... Não seríamos felizes dessa maneira! Não fico bonito de cabelo loiro! Sou tipo um "lobo", minha imagem sempre foi de um lobo meio cabeludo! Não sei se daria certo um lobo loiro! Acho que tomamos a decisão certa. Financeiramente, não. Nossa gravadora queria que a gente usasse maquiagem, mas nos recusamos!
Na medida que as músicas lançadas começaram a ficar mais rápidas, nunca ficamos confortáveis em tocar dessa maneira. Quando eu estava crescendo, o movimento punk estava forte. Muitas dessas bandas eram algumas das minhas favoritas, como Iggy and the Stooges e The Dead Boys. Essas bandas estavam tocando realmente muito rápido! Então quando vimos que as bandas de metal estavam acelerando, entendemos que era tipo um cruzamento entre metal e punk. Não tem nada de errado com isso, mas a gente simplesmente não se encaixava nisso. Preciso te dizer... Para mim, quanto mais lento, mais pesado! Por isso quando ouço essas bandas de stoner e doom, fico fascinado! É muito pesado. Já tocamos com algumas delas, como a Warning e o Trouble. Essa pegada lenta é muito pesada.
Por exemplo, eu estou ouvindo muito nosso disco "Frost and Fire", que aliás está quase fazendo 40 anos. Então, fico surpreso de constatar que essas músicas nossas eram realmente muito rápidas! Agora que vamos tocar essas músicas ao vivo, vamos diminuir um pouco o ritmo. Não é nada de propósito, é porque parece que as músicas pedem isso agora. Quando toco "I´m Alive", tenho dificuldade de acompanhar, porque parece que é muito rápida!
FONTE: Gustavo Maiato
https://gustavomaiato.alboompro.com/post/60392-entrevista-cirith-ungol-robert-garven
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Dave Mustaine comenta a saída de Kiko Loureiro do Megadeth: "Era um cara legal"
Sepultura anuncia título do último EP da carreira
"Um baita de um babaca"; o guitarrista com quem Eddie Van Halen odiou trabalhar
A banda punk que Billy Corgan disse ser "maior que os Ramones"
Os guitarristas mais influentes de todos os tempos, segundo Regis Tadeu
Os 15 discos favoritos de Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden
A música feita na base do "desespero" que se tornou um dos maiores hits do Judas Priest
Mick Mars perde processo contra o Mötley Crüe e terá que ressarcir a banda em US$ 750 mil
As cinco bandas de rock favoritas de Jimi Hendrix; "Esse é o melhor grupo do mundo"
A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
O conselho que Rodolfo recebeu de vocalista de histórica banda de hard rock brasileira
Dave Mustaine afirma que Marty Friedman é incrivelmente talentoso, mas muito misterioso
A música de rock com a melhor introdução de todos os tempos, segundo Dave Grohl
A melhor música de cada disco do Megadeth, de acordo com o Loudwire
Luis Mariutti anuncia seu próprio podcast e Rafael Bittencourt é o primeiro convidado





