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Amurí Ar: Lançado o single "Paranoia Trip"

Por Amurí Amaral Ribeiro
Em 24/07/21

Press-release - Clique para divulgar gratuitamente sua banda ou projeto.

Amurí Ar (28) é cantor, multi-instrumentista, compositor e produtor independente. Cientista Social de formação e músico autodidata, veio de Minas Gerais, em meio à pandemia, para São Paulo com o objetivo de realizar o sonho de viver para a música. O artista apresenta o seu primeiro trabalho com um som que mistura influências do rock progressivo, metal experimental e rock psicodélico.

O single "Paranoia Trip", começou a ser idealizada há três anos atrás em curtos rascunhos, quando o músico estava em depressão profunda durante o final do curso de mestrado em Ciência da Religião. Os debates filosóficos suscitados pelo curso somado às crises psicológicas, despertaram no cantor a necessidade de dar voz aos dramas, reflexões e dilemas vivenciados nesse processo.

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A música se inicia com uma seção a capella, que tem como objetivo tentar descrever a emoção que uma pessoa sente durante um ataque de pânico. Referências à loucura, teorias da conspiração, esoterismo, magia e religião vão surgindo em meio a vocais distorcidos, guitarras e sintetizadores, culminando em temas musicais sombrios e pesados. Apesar da temática obscura, a música tenta apresentar uma reflexão que nos leva à esperança e superação de nossos medos.

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A letra é feita de modo que permita uma grande diversidade de interpretações. O contraditório se faz presente ao lado da dúvida e confusão. Nós somos vítimas dos julgamentos precipitados das pessoas que nos cercam, e ao mesmo tempo projetamos nossas expectativas nelas.

A música apresenta uma estrutura diferente do rock tradicional. A voz do cantor se altera com diferentes técnicas, transitando entre emoções que vão do medo à fúria e algo próximo de um transe. São como personagens que surgem em meio a diferentes paisagens, nos apresentando cenas e mensagens.

A letra traz fortes referências à Filosofia Social, Psicologia, Espiritismo, Yoga e Budismo. As principais influências musicais do single são as bandas Pink Floyd e Black Sabbath. Outras referências importantes são Dir En Grey, Tool, Angra, Ponto Nulo No Céu. Na arte da capa, feita pelo próprio músico, o busto desafiador de uma Águia contrasta com o fundo sombrio, representando a liberdade em meio ao vazio.

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CONSIDERAÇÕES DO ARTISTA SOBRE A MÚSICA

Sobre o que cantar? Essa dúvida sempre surge na mente do compositor. Quando comecei a me redescobrir como artista sempre vinha a dúvida: "Cantar pra que? Pra quem cantar?". Eu sentia que a música pode ser um instrumento de cura e de libertação e queria fazer uma música que conseguisse isso. Essa música é fruto dessa busca por repostas. Como artista eu optei por dar voz aos loucos e desajustados. A escolha do tema da música e de cada verso foi feita ao longo desses três últimos anos. Há diversas referências a filosofia, esoterismo, religião, ciências humanas e as vivências que tive. Tentei utilizar versos que permitissem uma ampla gama de interpretação, fazendo com que a música funcione como um espelho, te mostrando o que precisa ver para se auto criticar e se curar. O objetivo inicial do projeto era um tanto ambicioso, tanto em questão poética quanto musical. Um som místico, pesado e psicodélico que soasse agradável e que passasse uma boa mensagem. Como solução, tentei fazer o mais simples dentro dessa viagem, para ficar o mais agradável e acessível possível. Todo o trabalho foi realizado por mim. Desde as composições das letras, melodias e harmonias, execução dos instrumentos, mixagem, masterização e arte da capa. Tudo de forma totalmente independente. Apesar do projeto ter sido idealizado e da letra ter sido começada a três anos atrás. A música em si foi composta em cerca de 15 dias e levando um mês para a total finalização. A melodia da voz surgiu de forma totalmente espontânea e direta, gravada no meu celular, numa noite fria aqui de São Paulo. Na noite eu não consegui dormir direito por conta de estalos estranhos. Acho que o frio fez o apartamento ficar estalando tudo, e devido o tom macabro dos versos que saíram quase de forma incorporada, eu fiquei morrendo de medo no dia.

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Com relação a letra. Inicialmente eu queria falar sobre o ataque de pânico, que é algo que muitas pessoas sentem em algum momento da vida. É algo muito difícil de descrever e é muito subjetivo e pessoal pra cada um a experiência. Eu tive esses ataques em momentos de ansiedade social extrema. Para mim, era como se por algum motivo todo mundo estivesse me olhando e isso me paralisasse, ou tirasse o meu chão. Geralmente as pessoas que tem ansiedade social, são os tímidos, aqueles que preferem passar despercebidos e que não lidam muito bem com a atenção e situações que exigem muita exposição. Os versos "E todos olham pra você", é tanto em referência a esse medo e sensação de estar no centro, quanto uma critica ao nosso narcisismo (que todos temos), de achar que estamos ou que somos o centro. A sequencia "mas ninguém te vê", é uma crítica à cegueira coletiva da qual todos nós fazemos parte, em que só conseguimos ver reflexos distorcidos de nossos egos, projetados nas pessoas ao nosso redor. Ao mesmo tempo que o eu lírico acusa os outros dessa cegueira, ele se critica. A repetição dos personagens ao seu redor o lembra que tudo que ele vê também é carregado de sua projeção ("mas se o que eu vejo sai de mim").

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Na próxima parte da música eu quis abordar de forma simples temas complexos como "o que somos" e chamar a atenção para formas de consciência mais despertas. Afinal, em parte, somos marionetes guiadas pelos fios dos instintos, desejos, medos e vontades. Parar para escutar e sentir todas essas forças que nos cercam nos faz identificar as origens dos personagens que interpretamos nesse teatro da vida. Nos dando poder e força para escolher quais personagens abandonar e encontrar o seu verdadeiro ser, sua essência. Esse Eu "verdadeiro", não é o corpo, nem as projeções e narrativas coletivas sobre o indivíduo e nem as ideias que ele vivencia.

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A parte seguinte da música possui um tom mais "macabro". Nessa parte eu queria chamar atenção para a loucura que habita em todos nós. O Conceito de "paranoia", remete a ideias de realidade que a gente possui como verdadeiras mas que são falsas. Ao introduzir essa parte com os versos "ouço vozes" eu chamo a atenção para uma crença comum na cultura brasileira, da capacidade das pessoas de se comunicarem com o "mundo espiritual". Essa crença cultural também pode ser tida como um sintoma da loucura e no mínimo algo paranóico. Porém, como o eu lírico afirmou anteriormente, as vozes estão aí, no seu inconsciente, como forma pensamento, te bombardeando o tempo todo. Alguns vivem com verdadeiros carrascos mentais julgando, aterrorizando e criticando. Mas também temos nossas vozes angelicais, que nos guiam e dão força para resistir no caminho. A sequência "eu vejo vultos nos seus olhos" se conecta com a ideia de cegueira coletiva que muitas vezes nos encontramos.

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Os versos do início da música "E todos olham pra você, mas ninguém te vê", tem como objetivo servir como um estímulo de liberdade para as pessoas que têm medo de serem julgadas. É tipo "ok, você vai ser sempre julgado, mas não tem problema, eles estão julgando a si próprios". Os versos "E todos olham, mas ninguém vê", generaliza a cegueira para toda a realidade compartilhada, com suas diversas sutilezas captadas e projetadas por cada mente, como um universo próprio. Esse tema das crenças e verdades pessoas, das nossas paranoias, aparece na letra citando teorias da conspiração, sensações e pensamentos que a maioria das pessoas em algum momento já se depararam, nem que seja de forma ridícula e cômica (como a ideia da terra plana). No final, tudo isso é mentira, engano e ilusão, é Maya. Os símbolos budistas aparecem na letra como forma de chamar atenção para a superação do ciclo eterno de busca pelo prazer e a dor decorrente disso. Só a morte dos desejos e do nosso ego nos liberta desse ciclo.

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Na parte final da música. A exaltação da liberdade que se encontra em meio à esse caos. E a felicidade e o desapego aos egos passados como forma de superação e reconstrução de si mesmo.

A arte da capa surgiu de forma inusitada. Entre as várias possibilidades que surgiam na minha mente, a ideia de utilizar uma águia, pelo seu significado com o elemento ar e liberdade, foi se fortalecendo. Quando me deparei com a foto dessa águia fazendo essa expressão, isso me causou um impacto forte que levou a escolha da imagem para a capa. O nome do single também é uma referência às duas das minhas bandas favoritas (Pink Floyd e Black Sabbath).

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