Regis Tadeu: "O Manowar é um Massacration que se leva a sério"
Por Mateus Ribeiro
Postado em 21 de julho de 2021
O amigo internauta que está lendo esta matéria certamente já assistiu o vídeo em que o jornalista e crítico musical Regis Tadeu é confrontado por fãs da banda norte-americana Manowar. A treta aconteceu em maio de 2010, pouco antes do show que o grupo realizou na casa de shows Credicard Hall (atualmente, UnimedHall), localizada em São Paulo.
Na época, Régis (que está muito longe de ser um apreciador do Manowar) apresentava o programa "Na Mira do Regis", veiculado pelo Yahoo Brasil. Por conta de sua opinião sobre o trabalho do Manowar, Regis foi hostilizado pelos fãs dos "Reis do Metal. O vídeo abaixo mostra com detalhes o enquadro.
Mais de 11 anos após o show, Regis falou sobre o acontecimento durante participação no podcast Inteligência Ltda apresentado pelo comediante Rogério Vilela.
Inicialmente, Regis falou sobre a sua conhecida opinião sobre os seguidores fanáticos de qualquer artista ou banda. "Eu fui [ao show] com a intenção de mostrar exatamente o que eu sempre falo. Por que todo fã é realmente um idiota. E é realmente um idiota. E aí, quando surgiu a oportunidade do show do Manowar, eu falei ‘cara é o evento perfeito pra provar aquilo que eu falo’. E aí fui lá, com uma equipe do Yahoo na época e aí entrevistei um monte de débeis mentais, inclusive aquele rapaz ali, aquele pequeno ogro, que se recusou [a dar as mãos para Regis]".
Então, Regis falou sobre o momento que o fã chamado Ivanildo se recusou a apertar a sua mão, momento que iniciou o acontecimento que é lembrado até os dias de hoje. "... e é engraçado que assim, essa situação, ela só aconteceu porque eu, que sou um cara muito educado, sempre quando eu me despeço (...) eu dou a mão pra pessoa. E eu fui dar a mão pra pessoa e aí ele pegou o gancho".
Régis começou a imitar a fala de Ivanildo. "‘Eu não vou dar a mão pra você porque você é um palhaço, que não sei o que, blá-blá-blá’. E aí quando ele começou a xingar, é óbvio que você não pode, jamais, quando alguém está xingando, metendo o dedo na sua cara, você jamais pode abaixar a cabeça. E aí começaram a juntar um monte de paspalhos em volta e ficaram fazendo aquele coro, não sei o que".
O jornalista, que estava sem segurança e acompanhado de duas pessoas, explicou na sequência porque não abaixou a cabeça enquanto estava sendo confrontado. "Qualquer outra pessoa ali, ou ficaria com medo, ou viraria as costas. Não cara, você tem que encarar. Tinha eu, o cinegrafista e uma repórter, sem segurança nenhuma (...) E aí, nesses momentos, essa é uma coisa que eu aprendi... eu fiz um pouco de arte marcial durante alguns meses só. Mas uma coisa que você aprende [com as artes marciais] é o seguinte: não se abaixa a cabeça, quando você está sendo intimidado por alguém, não se abaixa a cabeça, não se vira as costas, não pede desculpas, nada. Então ali, eu fiquei encarando".
Felizmente, nada demais aconteceu com Regis. Já os fãs da banda ficaram decepcionados, conforme o crítico musical relatou. "E aí, né, ficou aquele corinho, não sei o que, blá-blá-blá e o que acontece é que aqueles paspalhos não só eles provaram meu ponto como o show foi uma merda tão grande, que no final do show os próprios fãs estavam tão revoltados que alguns deles tiraram as camisetas no estacionamento do Credicard Hall e fizeram uma fogueira com as camisetas do Manowar".
Ao ser questionado por que os seguidores do Manowar ficaram putos da vida, Regis explicou a razão. "[Eles estavam] Dizendo que o show foi uma merda, que a banda não tocou os clássicos que eles queriam e que eles não iam mais tolerar esse tipo de coisa e fizeram uma fogueira e queimaram as camisetas".
Por fim, Regis comparou o quarteto estadunidense com uma famosa e caricata banda brasileira. "O Manowar na verdade é um Massacration que se leva a sério".
O vídeo com o corte da entrevista pode ser assistido no player abaixo.
A resenha a seguir, redigida por Glauco Silva, fala mais sobre o fatídico show, que apesar de não ter sido realizado na época de festas juninas, acabou em fogueira.
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