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Axl achou que Michael Jackson queria faturar em cima do Guns N' Roses, diz Sorum

Por Igor Miranda
Postado em 27 de agosto de 2021

O guitarrista Slash, do Guns N' Roses, engatou uma parceria com o cantor pop Michael Jackson ao longo da década de 90. Os dois colaboraram tanto em estúdio, em músicas como "Give in To Me" e "D.S.", quanto ao vivo, com direito a uma performance muito comentada no MTV Video Music Awards de 1995.

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De início, a parceria poderia soar como uma oportunidade de amplificar ainda mais o alcance do Guns N' Roses, já que Michael Jackson era um artista de popularidade ainda maior do que a da banda naqueles tempos. Todavia, de acordo com o baterista Matt Sorum, não foi dessa forma que o vocalista Axl Rose enxergou a parceria.

Em entrevista ao Desert Sun, Sorum, que está promovendo seu livro autobiográfico "Double Talkin' Jive", revelou que Rose interpretou o trabalho de Jackson com o Slash como uma "tentativa" do astro pop "capitalizar" em cima do público do Guns N' Roses. Na época, o vocalista também se posicionou de forma contrária a qualquer iniciativa solo por parte de seus colegas.

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"Ele (Axl) não gostava que os caras saíssem e gravassem álbuns solo. Ele queria que todos estivessem focados no Guns N' Roses", disse o baterista.

Hoje, Matt Sorum apontou entender o porquê de Axl Rose pensar dessa forma. "Se você olhar para o Metallica, eles nunca fizeram álbuns solo. Os caras do U2 nunca fizeram álbuns solo. Os Rolling Stones fizeram, mas eles nunca se saem tão bem, então, eles sempre voltam a ser os Stones", afirmou.

Apesar do posicionamento de Rose, quase todos os seus colegas de Guns N' Roses se envolveram em iniciativas solo na primeira metade da década de 1990, quando ainda faziam parte da banda. Slash, por exemplo, montou em 1994 o Slash's Snakepit, que, segundo ele, apresentaria músicas supostamente recusadas pelo vocalista para um possível álbum do Guns.

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Antes disso, em 1993, o baixista Duff McKagan lançou um disco solo intitulado "Believe in Me", com participações de vários colegas do GN'R - com exceção do próprio Axl Rose. O cantor só topou participar do trabalho solo do guitarrista Gilby Clarke, "Pawnshop Guitars", divulgado em 1994 e também diversos parceiros de banda.

Clarke, Sorum, Slash e McKagan acabaram deixando o Guns N' Roses, progressivamente, nos anos seguintes a esses trabalhos solo. Os dois últimos mencionados retornaram à banda em 2016.

O racha causado por Michael Jackson, na visão de ex-empresário

A possível ruptura que Michael Jackson teria causado no Guns N' Roses já foi abordada, em entrevistas, por outra pessoa ligada à banda: Doug Goldstein, empresário do grupo entre os anos de 1991 e 2008. Em entrevista ao canal de YouTube "Guns N' Roses Central", em 2018, o profissional disse que a colaboração de Slash com o astro pop marcou o "início do fim" do Guns.

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Doug Goldstein afirmou que a parceria entre Slash e Michael Jackson ocorreu logo depois de o vocalista Axl Rose ter concedido uma emotiva entrevista à Interview Magazine, onde falou, pela primeira vez, sobre os abusos sexuais que sofreu de seu pai na infância. No mesmo período, Michael Jackson lidou com suas primeiras acusações de pedofilia.

Vale destacar, previamente, que a linha temporal das declarações de Goldstein é um pouco confusa. O guitarrista contribuiu inicialmente com Jackson o álbum "Dangerous", lançado em 1991, enquanto a entrevista de Rose à Interview Magazine foi realizada em 1992. As acusações contra Michael só chegaram ao conhecimento público em 1993.

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"Então, ele dá aquela grande entrevista e revela seu segredo mais profundo, e Slash chega à minha sala dois meses depois e diz: 'Ei, vou tocar com Michael Jackson'. Todos na indústria sabem que Eddie Van Halen ganhou 1 milhão de dólares por 'Beat It'. Eu disse: 'Pelo menos me deixe negociar o acordo'. (Slash disse:) 'Não, já está negociado'. Eu disse: 'O que você quer dizer? Não vai me deixar fazer meu trabalho? Preciso ir até Axl com alguma munição para explicar por que você está por aí com um pedófilo'. Ele havia acabado de compartilhar o que aconteceu. Slash disse: 'já está negociado'", contou Goldstein.

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O empresário, então, pediu que a "munição" oferecida por Slash fosse o valor do contrato. Daí, teria vindo a maior surpresa da história. "Ele (Slash) disse: 'Ele (Michael Jackson) vai me dar uma TV de tela grande'. O quê? 'É, ele vai me dar uma daquelas TVs grandes de 72 polegadas'. (Doug disse:) 'Então, é com isso que vou até Axl? Você vai tocar com um pedófilo. após Axl ter revelado sua alma, por uma TV de tela grande?'", disse.

Segundo Goldstein, o Guns N' Roses começaria a ruir a partir daquele momento. "Foi o fim ali mesmo, o começo do fim, mas selou o destino da banda. Axl nunca mais pensou em Slash como seu irmão. Como eu disse antes, a melhor coisa que fiz foi deixar Axl saber o que pensavam dele, porque ele amava aqueles caras. Ele achava que eles entendiam o quanto sua vida havia sido prejudicada", afirmou.

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Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital pela Universidade Estácio de Sá. Começou a escrever sobre música em 2007 e, algum tempo depois, foi cofundador do site Van do Halen. Colabora com o Whiplash.Net desde 2010. Atualmente, é editor-chefe da Petaxxon Comunicação, que gerencia o portal Cifras, Ei Nerd e outros. Mantém um site próprio 100% dedicado à música. Nas redes: @igormirandasite no Twitter, Instagram e Facebook.
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