O recado de Bruno Sutter para roqueiros que não entendem sucesso de outros estilos
Por Gustavo Maiato
Postado em 27 de janeiro de 2022
Quem analisa o cenário da música brasileira nas últimas décadas pode constatar que o rock esteve em alta durante os anos 1980 e 1990. Hoje em dia, entretanto, o gênero não figura mais entre os mais tocados nas rádios e o "reinado" foi perdido para ritmos como o funk e o sertanejo universitário. Mas será que existe um problema inerente com o fato de o rock não ser mais o principal alvo de atenção das grandes empresas de mídia tradicional?
Bruno Sutter - Mais Novidades
Em entrevista ao Flow Podcast, com trechos reunidos pelo canal Cutcasts, o vocalista Bruno Sutter, do Massacration, deu sua sincera visão sobre essa situação. De acordo com ele, o roqueiro precisa aprender a lidar com o fato de não ser mais o centro das atenções.
"O rock era a base da música pop nos anos 1980 e 19990. Tudo tinha guitarra. Até música da Xuxa! Por isso o roqueiro hoje em dia não sabe lidar com o fato de estar à margem da mídia. Tenho um programa na Kiss FM há 7 anos. Tenho tentado conscientizar os roqueiros que tudo bem não ser o centro da mídia hoje em dia. Já tivemos nossa época. Ainda temos nosso espaço na mídia, só que mais nichado. Hoje, não estamos bombando e o pessoal se sente meio mal com isso. Aí o pessoal fica recalcado, melindrado. O roqueiro usual vê uma Anitta e fica puto. O que eles têm a ver? Estão trampando. Não tem nada a ver com a sexualização da mulher. No Mötley Crüe tinha a ‘Girls, Girls, Girls’, era a mesma coisa", explicou.
Ainda desenvolvendo o raciocínio, o eterno Detonator explicou que a nova configuração do mercado da música favoreceu o surgimento de novas formas de expressão musical.
"Esse argumento é furado, mas é algo instintivo do ser humano gostar de desgraça e putaria. Com o final das gravadoras, que filtravam o que podia ser sucesso ou não, se chegasse alguém muito sexualizado, eles seguravam. O limite foi o ‘É o Tchan’. Essas gravadoras perderam espaço e veio uma revolução. Quem está na comunidade pode fazer música e exportar para o mundo inteiro. Vi um documentário uma vez sobre funk proibidão e perguntaram para o cara o motivo dele fazer uma música tão sexualizada. Ele respondeu: ‘Eu era criança e via na televisão o Tchan, fiquei com aquilo na cabeça. É minha cultura. Cresci vendo isso’. Faz sentido demais", completou.
Assista ao episódio completo abaixo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O disco nacional dos anos 70 elogiado por Regis Tadeu; "hard rock pesado"
Como uma canção "profética", impossível de cantar e evitada no rádio, passou de 1 bilhão
As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
Registro do último show de Mike Portnoy antes da saída do Dream Theater será lançado em março
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
A música do Angra que Rafael Bittencourt queria refazer: "Podia ser melhor, né?"
A contundente opinião de Anders Fridén, vocalista do In Flames, sobre religião
"Morbid Angel é mais progressivo que Dream Theater", diz baixista do Amorphis
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
O riff definitivo do hard rock, na opinião de Lars Ulrich, baterista do Metallica
O riff escrito nos anos 2000 que causou inveja em Jimmy Page
O baixista argentino dos anos 1960 que tinha preconceito com o rock brasileiro anos 1980
O guitarrista que Dave Grohl colocou acima de Jimi Hendrix, e que Brian May exaltou
25 bandas de rock dos anos 1980 que poderiam ter sido maiores, segundo o Loudwire


Bruno Sutter aposta alto e aluga o Carioca Club para celebrar 50 anos de Iron Maiden em São Paulo
Como Bruce Dickinson driblou vazio existencial do sucesso precoce, segundo Bruno Sutter


